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Capítulo 6 · Chamas Celestes

Capítulo 6

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Kae andou com ela até as ondas baterem em seu torso. Ela pulou e o abraçou pelo pescoço. Beijaram-se apaixonadamente. Suas línguas se entrelaçaram enquanto o mar morno os balançava de um lado ao outro. Abriu os olhos e a viu iluminada pelo brilho fraco das estrelas e molhada pela água quente: seus longos cílios com pingos de água, sua face dourada com gotículas escorrendo, seus lábios generosos e seus olhos amendoados, apertados de prazer, dos beijos, do abraço. Seus lábios roçaram seu pescoço.

Suspirou, tentando se conter. As pernas fortes dela roçaram os lados de seus quadris e, logo em seguida, as sentiu se enrolando em sua cintura. Seu calor abrasador roçando em sua barriga. — Ah, meus deuses! Tarine, vai me matar assim! — Não morra. Eu quero você, Kae. Ele andou apressadamente, na velocidade de elfo. Ela deu um gritinho, surpresa com a velocidade. Logo, estavam ambos nas grandes almofadas da sala, e ela ainda enroscada em seus quadris. Ambos completamente molhados, com as roupas grudadas.

Ele a largou brevemente, pois ela levantou sua camiseta, tentando pôr as mãos em seu torso por baixo do tecido. Tirou a camiseta e voltou a olhar. Os cabelos volumosos formavam cachos nas pontas, espalhados em volta de sua cabeça. O vestido, completamente transparente, delineava seus seios volumosos, as auréolas escuras e os bicos arrepiados. Olhou para o rosto dela. Os lábios vermelhos estavam abertos; os olhos, semicerrados, o olhavam com desejo. — Hummm… é deliciosa, tarine. Fico sem fôlego quando te olho.

Mas não acha que devemos ir devagar? Estava ele lá, todo molhado, sem camiseta, o peito forte

subindo e descendo rápido, olhando para ela com desejo. Isso era evidente pelo volume em suas calças. Falando para ir devagar? Ela estava louca por ele. — Você quer mesmo ir devagar? — perguntou ela, levantando-se um pouco. — Eu acho que temos pouco tempo para ficar juntos e sozinhos e quero aproveitar cada momento. Então, qual o problema? — Eu falei com os anciãos, e eles me disseram que eu teria que te conquistar aos poucos, com cuidado, para ter sua confiança. E também não sabemos se, quando chegarmos a enfim…

até o ponto de… é… se não é sua primeira vez… Entende? Ela riu. — Sei que não tenho muitas memórias, mas acho que isso eu posso saber, sentir. Eu senti, na outra noite, e aparentemente está intacto. E, quanto aos anciãos, você tem minha confiança. Muito mais do que isso. Eu convivi com você, vi todas suas ações, ouvi sobre você o tempo todo. Todos te amam e te respeitam. Não acho que tenha algo mais do que possam falar que vá me desmotivar a confiar em você. Estou aqui, sozinha, com você. Eu confio em você, Kaeidh.

Ele ficou olhando-a de boca aberta e falou: — Na outra noite, é? O que houve na outra noite que fez você saber disso? — Ah, não é possível que não saiba. Nunca fez, Kae? À noite? Sozinho? Nunca se aliviou? Se acariciou? Tenho pensado muito nisso ultimamente, principalmente depois dos nossos recentes beijos, e eu queria averiguar, sabe? — falou ela, na maior inocência. — E averiguou pensando em mim? Ela olhou para ele, mordeu o lábio e disse: — Sim. — Ahhh, tarine… vem cá!

Puxou ela para o colo dele e a beijou mais intensamente do que já havia beijado antes. Queria se perder naquela elfa maravilhosa, sexy e saborosa. Estava morrendo por ela e, agora, sabendo que ela se acariciara pensando nele, fantasiando com ele, queria que ela chegasse ao orgasmo com ele, na boca dele. Deslizou os lábios em seu pescoço e colo, abriu os botões do vestido dela e liberou os seios.

Provou um deles, sugando enquanto passava a língua no bico, e ela gemeu, com a cabeça para trás, empurrando ainda mais seu núcleo nas calças dele, balançando os quadris em círculo. Enlouquecer é fácil com essa elfa. Seu sabor, seu cheiro, sua intensidade, os gemidos. Deuses. — Você é um presente precioso, Saphyre. Passou para o outro seio e fez o mesmo. Desceu a língua pela pele deliciosa dela, desabotoou o resto do vestido, que ficou preso apenas pela alça fina em seus ombros.

Brincou com seu umbigo e parou na beira da calcinha. Olhou de novo. Ela usava uma seda rosa transparente, ensopada com seu desejo. Respirou profundamente, cheirando sua essência, e sugou seu clitóris por cima da calcinha. Ela estalou. Sua chama azul saiu e ela gritou. Teve um orgasmo em sua boca. Seu coração acelerou enquanto ele a sentia pulsar em sua língua. Colocou dois dedos dentro dela, sentindo sua virgindade. Rasgou os lados da calcinha e puxou para baixo, dando livre acesso à sua feminilidade.

Lambeu novamente, chupou e engoliu seus orgasmos, enquanto abria sua barreira e se esforçava para não gozar também. Ela colocou as mãos em seu rosto e o puxou para cima. O beijou e disse: — Você me fez quase pôr fogo nessa casa, mas as almofadas e estofados estão intactos. — Ainda bem que esses tecidos são à prova de fogo. Minha mãe era encantada pelos tecidos draconianos. — Que bom — murmurou. — Vem cá, Kae. Me beije — disse

ela, subindo no colo dele novamente. — Ainda quero você. O beijou e o lambeu. Colocou as mãos no cós da calça dele, puxando para baixo, libertando seu pênis, passando os dedos por ele. O olhou e falou: — Não sei como fazer isto, mas vou tentar, está bem? — O que vai fazer? — Eu vou lamber aqui — disse ela, fazendo exatamente isso, deslizando a língua da cabeça até a base.

Kae pulou e retesou todos os músculos do corpo e, quando ela subiu a língua novamente e rodeou sua cabeça com os lábios, sugando seu pré-sêmen, ele a puxou para cima, segurando-a pelas nádegas. — Ah, assim não dá, tarine… se não, vou terminar antes de começar. Posicionou seu pênis na entrada dela e foi descendo o corpo dela devagar, deslizando dentro dela, tremendo por se controlar. Ela rebolou e desceu mais. — Saphyre, quero isso, mas tem que ser devagar. Não posso te machucar. Fica quieta!

Deu uma tapinha em seu bumbum. Ela gemeu, olhando onde os dois se encaixavam lentamente. Subiu o olhar pela barriga e peito dele, suados e retesados pelo esforço de ir devagar. O abraçou e baixou de uma vez. Ficou imóvel, com ele surpreso a olhando. — Não se preocupe. Doeu pouco. Moveu-se levemente para ver se sentia dor e só sentiu prazer. Gemeu e pulsou, e ele rugiu. Rugiu? — Você rugiu, Kae? — falou ela, sorrindo.

— Eu nunca mais vou ouvir meu apelido sem me lembrar desse momento, de como me sinto dentro de você. Rugi, sim. Vou rugir muito mais ainda. Moveu-se devagar nela, segurando suas nádegas com as duas mãos firmemente. Entrou e saiu lentamente, e ela começou a

se mover de novo. — Calma, Saphyre. Estou perto. Não quero terminar… quero ficar aqui mais um pouco. Por favor. Ela pulsou novamente quando ele investiu. Gemeu alto. — Hummm… que delícia. — Sim, você é delicioso. Nunca pensei que fosse assim. É muito maior do que senti a noite passada, os orgasmos que me deu e o que estou sentindo agora — suspirou, dando uma reboladinha. — Ah, não consigo mais! Arremeteu no ritmo dela, sentindo-a ordenhar seu pênis com os músculos da vagina, enquanto gozavam juntos.

Desabando de lado, ambos sem fôlego, dormiram nos braços um do outro. No meio da madrugada, Kae acordou com o braço formigando e um pouco de frio. Tirou devagar o braço debaixo de Saphyre, levantou e rapidamente acendeu a lareira. Abriu um armário do corredor e puxou duas mantas. Voltou ao lado do estofado e olhou sua âme sœur. Ela estava de bruços, os quadris arredondados e voluptuosos um pouco arrebitados por uma almofada posicionada embaixo de sua coxa.

Puxou-a devagar para não acordá-la, colocou os cobertores em cima dela. Ela se mexeu, virando de costas para ele, e ele entrou embaixo da coberta e a abraçou por trás, beijando seus cabelos perfumados de mar. Saphyre acordou com a luz da manhã entrando na sala. Mexeu-se e se sentiu aconchegada nos braços de Kaeidh. Abriu os olhos e seus rostos estavam próximos um do outro. Sentia sua respiração.

Afastou um pouco a cabeça e ficou olhando cada detalhe do rosto dele: as pequenas rugas de expressão, as sobrancelhas grossas, os cílios ruivos com as pontas levemente loiras, o cabelo ondulado descendo até os ombros, os lábios, a barba por fazer e seus olhos dourados, agora abertos, olhando os seus. Sorriu.

— Minha âme sœur, bom dia. — Meu âme sœur, bom dia. — Como sonhei com isto… Eu não fazia ideia do quão bom podia ser. Nem a mínima ideia. A abraçou, beijando seu rosto. Ela suspirou com cada beijo. Levantou o rosto para ele e disse: — Quero mais. — Mais beijos? — Mais tudo. Mais carinho, mais abraços, mais beijos, mais amor. — Seu desejo, tarine, é uma ordem. E fez tudo o que ela tinha pedido.

Levantaram juntos ao final, com ela ainda com as pernas enlaçadas em seu quadril, e foi com ela ao banho do jeito que estavam. A ensaboou, pedaço por pedaço de pele, entre risos e afagos, beijos e abraços, sussurros e gargalhadas. Terminaram e se prepararam para a viagem, levando comida e bebida numa cesta. Subiram ao telhado e Saphyre olhou mais uma vez para a praia, para a casa, para o local pelo qual ela se apaixonou e fez amor pela primeira vez.

— Nunca me esquecerei disso, desse lugar, de nós, do que aconteceu aqui. Kaeidh tocou seu rosto. — Podemos voltar aqui sempre. Vai ser nosso local. Subiram na carruagem e voaram em direção à cidade dos dragões.

Chamas Celestes

Sinopse

Em um mundo marcado por guerras antigas, pactos esquecidos e poderes que jamais deveriam ser despertados, as chamas não nascem do fogo, nascem da escolha. Quando sinais de um desequilíbrio voltam a surgir, reinos inteiros entram em alerta. Dragões desaparecem, portais são abertos nas entranhas das montanhas e forças que haviam sido seladas começam a se mover nas sombras. No centro desse caos está um segredo capaz de mudar o destino de todos: um poder ancestral ligado às Chamas Celestes, cuja existência foi apagada da história. Entre alianças frágeis, traições silenciosas e conflitos que atravessam raças e territórios, personagens são forçados a confrontar não apenas inimigos externos, mas também aquilo que carregam dentro de si. Uma decisão cobra um preço. E a verdade revelada ameaça incendiar todo o mundo conhecido. Chamas Celestes é um romance de fantasia que combina intrigas políticas, magia antiga e tensão crescente, conduzindo o leitor por um universo onde o passado insiste em retornar — e onde nem todos sobreviverão ao despertar das chamas.

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Chamas Celestes

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