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Capítulo 7 · Chamas Celestes

Capítulo 7

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Já estavam há duas horas tendo como paisagem apenas mar, por todos os lados e a perder de vista. O mar se estendia, azul profundo. Vez ou outra apareciam milhares de animais marítimos pulando alegremente, e alguns tão grandes que nem conseguia dimensionar. Algumas sereias de sexos diferentes e pele azul tomavam sol, boiando na superfície da água, extremamente belas e atrativas. Acenaram quando nos viram passar, e acenamos de volta. — Um dia voltaremos aqui e levarei você para conhecer a cidade deles.

— Seria maravilhoso! Fiz um monte de perguntas, ávida por saber tudo sobre aquele lugar embaixo d’água. E, como já havia sido informada, poderia respirar tranquilamente, pois meu corpo se adaptava às condições de vida do lugar, e eu criaria guelras e barbatanas para nadar e respirar. Kae me explicou que o rei era um dos que estavam tomando sol, e que todos ali eram companheiros dele, os homens e as mulheres. Eles se relacionavam com harmonia e tinham uma união perfeita entre eles.

Achei maravilhoso e falamos sobre relacionamentos. Kae e eu concordávamos que era o casal que definia o que era bom ou não para ambos, que a honestidade e a lealdade seriam o principal em um relacionamento, fosse ele qual fosse. E ambos preferíamos o relacionamento monogâmico, mas, se mudássemos de ideia, poderíamos conversar a respeito. Eu estava ansiosa para reencontrar minha irmã. Saber que, daqui a algumas horas, eu a veria novamente era indescritível.

Mal podia esperar para descobrir o que mais ela sabia e também o que eu iria aprender. E com dragões! Olhei meu âme sœur e pensei que, mesmo sem saber muito

sobre mim mesma, era impressionante o quanto ele me apoiava e como embarcou comigo para desvendar esse mistério. E se eu não tivesse nenhum propósito? E então o quê? — Se houver propósito ou não, não importa, tarine. Serei o mesmo com você e você será a mesma comigo. Nada anula o fato de que eu te quero. — O quê? Eu falei isso? Ou você leu meus pensamentos? Eu acho que apenas pensei e você me respondeu... — Ficamos espantados, nos olhando, sem palavras para entender o que havia acontecido ali.

Ele leu meus pensamentos, ou eu disse em voz alta? — Eu não sei, tarine. Para mim parecia que você estava falando comigo. Eu a ouvi alto e claro. Eu já sabia que poderia acontecer, há relatos sobre isso, mas é surpreendente demais. — Só nos resta testar isto! Eu vou pensar algo novamente, uma palavra, e você me fala se consegue ouvir. Ficamos parados, nos olhando, e eu pensei: amarelo! Ele abriu a boca, surpreso. — Amarelo? — Deuses, Kae, você está ouvindo meus pensamentos! Como isso é possível?

— Algo raro de acontecer. E, se eu posso ouvir os seus, você pode ouvir os meus. Vou pensar em uma palavra: incrível. — Incrível?! — Sim! Foi isso que pensei. Isto é realmente incrível! Passamos o resto da viagem falando em pensamentos, testando se podíamos barrar ou não os pensamentos um do outro. O tempo passou rápido e, quando vimos, estávamos próximos da cidade dos dragões e já iríamos pousar. — Ali, Saphyre, logo adiante. Está vendo aquela ilha flutuante? — Oh, meus deuses! — exclamou ela.

Era talvez a coisa mais incrível que tinha visto! Uma verdadeira ilha flutuava acima das nuvens. Luzes a iluminavam

no fim de tarde e, mais acima, viam-se ainda mais ilhas, mais de vinte ilhas menores, todas interligadas por pontes. Uma construção impressionante e, por cima de tudo, lindos e coloridos dragões sobrevoando, outros apenas caminhando. Chegando mais perto, pude perceber que algumas ilhas eram enormes, outras gigantescas, e a maior era, aparentemente, a ilha principal.

Em seu extremo, um castelo todo construído de rochas negras subia aos céus infinitamente e, de um dos lados, uma cachoeira escoava com força, caindo num lago. O castelo tinha portas e janelas gigantes e magníficas. Eu mal podia acreditar que visitaria e ficaria naquele lugar, quanto mais que veria minha irmã, recém-descoberta e relembrada! Olhei Kae, e ele sorriu. — Tarine Saphyre, eu jamais vi coisa mais linda que você!

E ler seus pensamentos, ver o que se passa neles, ver como você viu tudo isso, é mais encantador ainda. — Ultimamente ando tendo muitas coisas para me encantar também, e você é o que mais me encanta, Kae. Estou feliz. Vou ter este lugar lindo para conhecer, minha irmã e você ao mesmo tempo. O abracei e fiquei esperando a carruagem pousar. E os “pássaros” que estavam mais ao longe, e que Saphyre achava que eram pássaros, foram aos poucos se revelando serem dragões também.

Ela os admirou, e dois deles vieram ao lado da carruagem dar as boas-vindas ao rei Kaeidh e à Esquecida. — Olá, sejam bem-vindos, rei Kaeidh e Esquecida. Estávamos esperando vocês. Nos sigam. — Obrigado pelas boas-vindas, príncipes Zarin e Zenit — disse Kae. — Nos sigam. E desceram em direção a um campo aberto ao lado do castelo. Pousaram suavemente no campo de gramíneas baixas. Desceram e foram recebidos por três gigantescos dragões

vermelhos. — Saphyre, estes são o rei Àsgar e os príncipes Zarin e Zenit. Obrigado por nos receberem aqui. Estamos muito gratos. Soube que outra escolhida apareceu em outro vilarejo. Eu enviei Caleb para trazê-la aqui. Ela já chegou? — Sim, e está na ilha de treinamento com Sora. Fayne está com ela. — Não posso esperar para reencontrá-la. — Logo elas virão. Por enquanto, vamos ao castelo. Venham! — disse o rei Àsgar, caminhando à frente.

Eram magníficos, e as escamas gigantescas brilhavam conforme andavam, formando e refletindo várias cores. As portas do castelo eram tão grandes que me senti uma formiga ao entrar. Em frente, o maior salão que já vi, no qual vários dragões e elfos e outras criaturas conversavam. Todos nos cumprimentaram e falaram conosco, empolgados com a novidade. Eram tão encantadores. Me senti muito bem com eles; inclusive, havia bebês, alguns tão lindos que fiquei apaixonada.

Subimos uma escadaria apoiada à parede principal para um andar acima do que estávamos, e Àsgar nos levou a dois quartos, um ao lado do outro. — Oh, rei Àsgar, desculpe, mas não precisamos de dois quartos. Estamos juntos — eu disse a ele. — Ah, entendo, Saphyre e Kae. Vocês estão prometidos! Que maravilha, rei Kae, você precisava mesmo de um pouco de felicidade nesta vida — virou-se para mim. — Ele é muito digno. Tenho certeza que vão ser muito felizes. O que precisarem, é só pedir ou pegar o que necessitarem.

Kae já sabe onde ficam todas as coisas por aqui. Sintam-se em casa e desçam para o salão de jantar. Todos querem falar com vocês! — Estaremos lá, Àsgar — disse Kae. Àsgar saiu, e a porta se fechou como um passe de mágica. — Essa é mesmo uma porta mágica?

— Sim, tarine. É uma porta mágica. Venha, veja — ele pegou minha mão. — Estenda sua mão. Colocou minha mão na porta. — Agora pense em abrir. Pensei, e ela abriu. — Viu? Agora é só pensar em fechar. Pensei, e a porta fechou também. — Genial! — falei, passando as mãos na madeira que havia acabado de aparecer à minha frente. — Agora vamos nos refrescar, beber algo e descer? — deu um beijo em minha testa. Tomamos um banho rápido, nos trocamos e descemos. Eu estava ansiosa por ver minha irmã Ambhar.

Kae nos levou pelo palácio até outra sala enorme, com parte de uma parede aberta, na qual havia dispostas muitas mesas enormes e outras menores. Em algumas sentavam muitos de raças diferentes; em outras, apenas alguns. Olhando melhor, descobri pequeninos do povo Pirim. Alguns, em uma mesa central na parte aberta, tinham suas peles vermelhas com escamas e, quando nos aproximamos, descobri que eram Àsgar, Zenit e Zarin. Fiquei confusa. — Olá, sentem-se. Temos aqui de tudo.

Comida élfica, dracônica, Pirim e assim por diante — sorriu para mim. — E aqui está Ambhar. Apontou para minha irmã. Corremos as duas e nos abraçamos. Ela chorou e sorriu ao mesmo tempo. — Você está bem! Pensei que havia morrido depois da explosão. Eu não sabia o que havia acontecido com nenhuma de nós. — Explosão? Temos mais uma irmã? — falei, confusa. — Preciso lhe falar, Ambhar, que Saphyre não se lembra de nada — disse Kae. Ambhar olhou para ele.

— Olá. Virou para Saphyre de novo. — Não se lembra de nada? — Não. Mas você vai me falar tudo o que sabe, não é? Porque estamos há quase dois meses pesquisando e tentando achar informações de todos os povos. Sem muito sucesso. — Vamos nos sentar. Venham comer e falaremos durante o jantar — falou Àsgar. Todos se sentaram, e havia mais duas moças com as peles semelhantes à de Àsgar, mas ambas com cores mais vivas: uma esverdeada e a outra rosa-escuro.

Ambhar viu meu olhar e apresentou: — Irmã, estas são Sora e Fayne — elas sorriram —, são as irmãs de Àsgar, Zenit e Zarin. Fayne estava no vilarejo no qual despertei. Na verdade, ela salvou minha vida. Havia um monstro horripilante na floresta e ele correu atrás de mim, quase me alcançando. Quando eu achei que teria que lutar com ele, fui subitamente levantada ao ar pelas garras de Fayne. Pensei: “Estou morta agora!” Saí da boca de uma fera para outra. Eu não fazia ideia que era Fayne.

Ambas sorriram uma para a outra. — Foi uma surpresa ver a transformação de um dragão em uma moça! E mais surpreendente ainda era ela ter falado, ainda no céu, enquanto me carregava, com a voz mais bonitinha: — Se aquiete, não irei lhe fazer mal — disse Ambhar, imitando a voz de Fayne. Todos riram. — Rimos agora, mas foi muita coisa pra mim. Eu desmaiei!

Estava há um tempo caminhando sem comida, num local desconhecido, fui perseguida e tive que correr por uma floresta cheia de buracos, nos quais tropecei o tempo todo, e, do nada, quando achei que não tinha mais jeito, fui levantada do chão. Foi muita adrenalina. E você, irmã?

— Acordei na floresta também, mas não sabia o que estava acontecendo. Não tinha, ou tenho, memórias de absolutamente nada antes de acordar. Só segui meus instintos, segui caminhando até uma ponte. Quando toquei a ponte, levei um susto. Uma linda mulher se levantou, falamos, e houve um grito horrível vindo da floresta. Vi um monstro que parecia coberto de lama e pelos correndo em minha direção, e Ciana me puxou para a ponte e a selou contra o monstro. Dali soube que eu era a Esquecida.

Não lembrava meu nome e nada sobre nada. Só sabíamos parte da história, apenas pedaços. E fomos até o reino de Kaeidh. Passei quase dois meses pesquisando com muitos reinos, com Kae e sua irmã. Teve um incêndio e perdemos documentação de séculos; estávamos tentando reconstruir toda a história. Você pode nos dizer, irmã? — O que posso dizer é que fomos enviadas pelos nossos pais. Fomos treinadas a lutar, treinadas em modo de sobrevivência em locais extremos desde pequenas.

Era nosso destino, mas não sei qual era nosso destino. Não sei muito sobre a profecia; nossos pais não falavam muito disso. Não era para eles ter nos enviado assim tão rápido, mas fomos invadidos. Algo muito ruim aconteceu com eles e com nossa irmã. Não vi o quê, apenas que eles nos enfiaram em uma sala e, no meio, brilhava um espelho, com umas inscrições em cima. Nos assustamos, nós três; nunca havíamos visto algo assim. Nossos pais trancaram a porta e ouvimos eles do lado de fora.

Gritaram para pularmos dentro do portal juntas, de mãos dadas, mas, ao mesmo tempo que fizemos isso, ouvimos os gritos de papai e mamãe, e Emeraldy nos soltou e correu em direção à porta para tentar abrir e ajudar eles. Você tentou chegar nela. Houve uma explosão do lado de fora. A porta voou, e caímos todas dentro do portal. Emeraldy e você foram as mais afetadas. Quando a explosão veio, uma pedra voou na sua cabeça. Depois acordei na floresta

aqui. O lugar de onde viemos não tem magia. Tínhamos apenas as habilidades que estudamos e treinamos, inclusive a de saber todas as línguas deste planeta. Nossos pais eram daqui. Falavam sempre para nós, antes de dormir, o quanto esse lugar era lindo, cheio de surpresas, cheio de tesouros e de paz. E que uma maldade havia se imiscuído em parte da terra. Eles sabiam o nome dele, do dono da maldade que, antes de ser mal, era obcecado por saber e poder. — O nome dele é Borag — disse Kae.

— Nossos antepassados lutaram tanto contra ele, mas ele sempre ganhava, pois ceifava vidas, e isso nós não podíamos arriscar mais. Mesmo àqueles que se voluntariaram à guerra, chegou uma hora em que decidimos nos isolar e levantar a barreira contra Borag. Só assim conseguimos proteger a todos. Não há nada mais valioso para nós do que a vida de todos. Então preferimos perder as florestas do que as vidas dos nossos cidadãos.

Afinal, não temos a cura para a doença causada por um arranhão ou mordida de quem sobrevive a um ataque dos têntri. Tentamos magia, remédios dos mais diversos lugares e os mais raros ingredientes, e nada curou. As pessoas atacadas pelos têntri acabavam morrendo dolorosamente, em uma semana. Primeiro vem a febre. A vítima desmaia. Depois, a vermelhidão no corpo todo. Escurecem os olhos em torno e os lábios e a boca. A dor excruciante faz a vítima se contorcer e gemer alto. Vêm alucinações, coma e morte.

Isso tudo com a família assistindo. É desesperador. Depois de algum tempo, temos administrado um anestesiante potente para que não sintam as dores e não tenham os mais desesperadores sintomas. Aparentemente, eles apenas dormem até o último suspiro. Ficaram todos em silêncio. Ali, quase todos já haviam visto o sofrimento de alguma vítima, sejam parentes, amigos ou conhecidos. Os ataques não eram corriqueiros, mas, depois de tantos anos, se tornaram ao menos algo que se sabia de longe

quando estava ocorrendo com alguém. A maioria das vezes por alguém que foi à floresta e não voltou para a segurança a tempo, se atrasando de alguma forma para entrar na ponte. Sempre achavam que suas velocidades seriam suficientes. Não eram. Kae ficou pensativo. Saphyre achou que ele estava se lembrando de sua âme sœur. Será que teria tido com ela o que eles tinham? Achou que, com ela, ele não seria tão hesitante ou teria tanto cuidado quanto tinha com Saphyre.

Apesar de Saphyre também ser elfa como Kae, ainda era algo mais e precisava descobrir o que era. — Irmã, preciso saber se você tem algum tipo de poder, tipo este — disse Saphyre, abrindo as mãos e mostrando o fogo azul tímido que, com muito esforço, conseguiu acender. Ambhar sorriu e mostrou o dela, um lindo fogo vermelho. — Sim! Esta foi uma surpresa. Quase coloquei fogo em uma baía de unicórnios! Não sei de onde vem isso, mas Fayne e eu havíamos falado sobre isto e decidimos vir até aqui para treinarmos o poder.

Então Caleb apareceu com Zoltark e nos disse sobre você, e falou que haviam decidido o mesmo. Só seguimos o fluxo do que já havia falado. Hoje foi meu primeiro dia. — Primeiro de muitos. Precisam mesmo saber como controlar seus poderes. Não sabemos se podem queimar outras pessoas além de mim — olhou a todos. — Eu não me machuco com o fogo dela — disse Fayne. — Kae também não! Mas ele é meu âme sœur. Acho que se deve a isso? — E o que seria isso, irmã? — perguntou Ambhar.

— Descobrimos que somos destinados e, em minha raça, temos um companheiro para a vida inteira. Eu já havia tido uma, e ela morreu vítima de ferida têntri, e eu nunca cheguei a conhecê- la. Achei que nunca mais teria alguém. Não somos uma raça que se apaixona levianamente. Só sentimos o despertar dos sentimentos com a âme sœur. Sua irmã foi uma surpresa e um

presente inestimável, de valor incalculável. Na verdade, não há para mim nada mais valioso. O que temos é uma das coisas mais raras. Não há segunda âme sœur; só houve um caso há muito tempo — disse, segurando a mão de Saphyre. Ficaram todos olhando o carinho e a conexão dos dois. Eram um casal lindo.

Ele, com seus um metro e oitenta e três de altura, cabelos vermelhos até as costas e olhos tão claros que pareciam o céu dourado em pleno meio-dia; e ela, com quase um metro e setenta, pele bronzeada, olhos verdes brilhantes e cabelos longos e negros. Ambhar olhou Fayne e sorriu timidamente. Fayne desviou o olhar. — Então — falou Àsgar — teríamos que procurar Emeraldy? O que vocês pensam? — Não sabemos. Para Saphyre, já se foram quase dois meses aqui.

Para mim, apenas uma semana, contando os dias em que vaguei pela floresta até Fayne me encontrar. — E ela estava há dias de viagem da ponte mais próxima, mas estava na direção correta, Àsgar — falou Fayne. — Eu não sei o que aconteceu com Emeraldy e não sabia o que havia acontecido com você, irmã. Só me lembro de que, com o impacto da explosão, voamos diretamente para o portal, e me lembro apenas até eu mesma cair dentro dele. E eu temo que Emeraldy esteja morta, assim como acho que papai e mamãe estão.

Parou um pouco e ficou pensando, com lágrimas nos olhos. Fayne segurou sua mão e passou o braço pelos seus ombros, acalentando-a. Fayne era linda com suas pequenas e brilhantes escamas rosa- escuro, seus cabelos platinados com um toque rosado e, em um dos lados da cabeça, as escamas brilhavam como um broche prendendo suas mechas acima da orelha perfurada, com brincos pendentes. Ela era alta e magra. Ambhar se parecia com Saphyre, mas seus olhos eram de um

castanho avermelhado incomum e seus cabelos eram vermelhos, com algum toque de mogno em mechas mais escuras.

Chamas Celestes

Sinopse

Em um mundo marcado por guerras antigas, pactos esquecidos e poderes que jamais deveriam ser despertados, as chamas não nascem do fogo, nascem da escolha. Quando sinais de um desequilíbrio voltam a surgir, reinos inteiros entram em alerta. Dragões desaparecem, portais são abertos nas entranhas das montanhas e forças que haviam sido seladas começam a se mover nas sombras. No centro desse caos está um segredo capaz de mudar o destino de todos: um poder ancestral ligado às Chamas Celestes, cuja existência foi apagada da história. Entre alianças frágeis, traições silenciosas e conflitos que atravessam raças e territórios, personagens são forçados a confrontar não apenas inimigos externos, mas também aquilo que carregam dentro de si. Uma decisão cobra um preço. E a verdade revelada ameaça incendiar todo o mundo conhecido. Chamas Celestes é um romance de fantasia que combina intrigas políticas, magia antiga e tensão crescente, conduzindo o leitor por um universo onde o passado insiste em retornar — e onde nem todos sobreviverão ao despertar das chamas.

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Chamas Celestes

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