Universo da obra
Universo da obra
Saphyre e Kaeidh passaram o dia no festival, se divertindo com Tarwin, Leigh e seu filho Sorag; Zenit e Zarin; Ambhar; Fayne e Sora. Conversaram com muitos seres. Alguns, inclusive, se encantaram com Moony, que não saía do lado de Saphyre. Saphyre ficou incentivando Ambhar a se apresentar; todos ficaram curiosos, mas ela, muito tímida, dizia que não. Passava um momento e lá ia Saphyre de novo atormentar a irmã.
Ambhar ria, lisonjeada com os elogios de Saphyre, o que foi deixando o grupo cada vez mais interessado na apresentação. — Mas qual é a habilidade de Ambhar, meu amor? — perguntou Kaeidh, intrigado, a Saphyre. — Você vai ver. Vou convencê-la. Todos vão se encantar, prometo. Tem algo que ela possa beber para se soltar um pouco? Não muito, só um pouco. — perguntou ela a Kaeidh. — Como assim “soltar”? O que você quer dizer?
— Em nosso planeta, no planeta em que nascemos e fomos criadas, existem bebidas — algumas drogas também, mas não as usamos —, e essas bebidas contêm uma substância chamada álcool. Algumas com mais e outras com menor quantidade. Tomamos cervejas, vinhos e champanhe, e elas nos deixam mais relaxadas, levemente embriagadas, e isso faz com que nos soltemos mais. Algumas pessoas fazem coisas horríveis; outras fazem coisas maravilhosas, como Ambhar. Tem algo parecido com isso?
Kaeidh pensou e falou com Zenit, que estava ali conversando do lado deles. Zenit afirmou com a cabeça e saiu andando no meio da multidão. — Zenit vai buscar algumas garrafas para nós — disse Kaeidh, com um sorriso travesso. — Aposto que você vai se surpreender. Espero que goste.
Passados alguns minutos, Zenit voltou, todo faceiro, com algumas garrafas transparentes, que pareciam conter uma joia brilhante em forma de líquido, arroxeado, que se movia e aparentava ter um glitter dourado. — Cheguei! — falou Zenit. Tarwin e Zarin se empolgaram. — Uau! Agora vai ficar bom. — Tarwin riu. — Ahhhh… de onde você tirou isso, Zen!? Ou melhor: onde você escondeu esse tesouro? — perguntou Zarin, curioso. — No esconderijo de sempre! — Zenit piscou para Zarin.
— Mas você não tinha inutilizado ele com a bomba de ovo podre que você esqueceu lá? — perguntou Zarin. — Sim, mas depois de um tempo… muito tempo, na verdade… o cheiro sumiu. Aí pude usá-lo novamente — explicou Zenit. — Bom, vamos ao que interessa. Copos, por favor? — falou Tarwin. — Todo mundo tem que experimentar isso. Não vão se arrepender, prometo. Enquanto os copos eram providenciados, Kaeidh explicou: — Isto é o Usko, uma bebida parecida com o álcool do planeta de Saphyre e Ambhar.
Só que, com uma diferença: não entorpece os sentidos, nem deixa ninguém inconsequente, nem tira a inibição para ser malvado — como Saphyre me contou —, mas relaxa. É uma experiência. As garrafas foram abertas, soltando no ar o aroma maravilhoso da bebida e deixando todos ainda mais interessados no sabor de algo que cheirava tão bem. Os copos foram sendo preenchidos e eles beberam.
Saphyre e Ambhar tomaram com curiosidade e a surpresa, ao primeiro gole, foi sensacional: uma onda de vento que parecia sair dos corpos delas balançou seus cabelos, e uma luz com uma névoa da cor da bebida fez um redemoinho de cima a baixo nelas. — Oh, meus deuses, isso é divertido! Como você nunca me
deu isso para beber, Kae? — falou Saphyre. — Ah, meu amor… é porque não tomamos Usko com frequência. É uma bebida rara, leva anos para ficar pronta e só podemos tomar um único copo, porque o que ela causa é uma sensação de longa duração: vamos senti-la por até vinte e quatro horas depois de tomar o copo inteiro. — Uau! Isso é completamente diferente de qualquer coisa que já tomei! Como é feito? — perguntou Ambhar, já tomando o terceiro gole. — Não é feito; é extraído.
Extraímos de uma pequena árvore chamada Uzkoria. Colocamos uma espécie de copo — que cabe um litro de seiva —, com a borda afiada, enfiada no caule. E, quando voltamos dali a dez dias, o sumo da Uzkoria já está no recipiente. Tiramos e curamos a ferida da árvore com um emplastro. Depois de dois meses, repetimos o processo — explicou Zarin. — E a árvore é rara? — perguntou Saphyre. — Sim. Temos menos de quatro mil exemplares, o que é pouco para nosso planeta, que é enorme.
E, geralmente, elas ficam na floresta, o que as torna mais difíceis de acessar — contou Zenit. Conforme iam falando, iam bebendo o conteúdo do copo. A turma foi ficando mais solta e falante. Saphyre disse: — Irmã querida… vai nos brindar com a sua magnífica voz? — Você falando assim vai me deixar sem opções, Saphyre. Eu vou mesmo ser obrigada a cantar naquele palco… agorinha mesmo — disse Ambhar. Ela foi andando até o palco, onde alguns músicos, com seus instrumentos lindos, acompanhavam os cantores nas músicas.
Ambhar falou com eles e, aparentemente, ouviram um “não”; depois, um “sim”. Ela concordou e foi para a parte da frente do palco. Se posicionou bem no meio e começou a cantar. As notas afinadíssimas de uma soprano experiente saíram e calaram todo o falatório que permeava o festival. Era como se a canção, de alguma
forma, despertasse a audição de todos. Um silêncio se estendeu; os seres foram chegando mais perto. Saphyre olhou para o grupo e sorriu. — Eu não falei? Ela é incrível! — sussurrou. Era como um sacrilégio interromper o canto com qualquer som que não fosse a voz de Ambhar. As notas saíam cada vez mais melódicas e encantadoras, tanto que até os músicos a olhavam boquiabertos. Esqueceram de acompanhá-la com os instrumentos.
E, por incrível que parecesse, a música era conhecida do povo: um canto milenar, passado de pais para filhos, que contava a história de Simbarian, uma deusa menina que caiu em Kalimares para povoar o planeta com magia e bondade. Ela caiu tão profundamente na terra que não saiu mais de lá; foi criando raízes por todo o planeta, e algumas dessas raízes saíram à superfície. Encantada com o cheiro daquela terra, não se importou de fazer dela sua moradia.
Os primeiros seres que ela criou eram espetaculares em suas singularidades, pois podiam manipular toda a criação de Simbarian. E, dali, foram surgindo milhares de seres: as plantas eram espetaculares, e os novos moradores eram parte de um todo. Só ao final da música foi que perceberam: além da história de Simbarian, a canção contava a história de como foram criados os elementais. Saphyre olhou, chocada, para Kaeidh. — Minha mãe cantava isso todas as noites para nós antes de dormirmos, desde que me lembro.
Eu não posso acreditar… Ela falava do próprio povo para nós sem que nós soubéssemos. Deuses… A multidão aplaudiu fervorosamente. Ambhar, que cantava de olhos fechados, completamente envolvida na música, os abriu surpresa, encantada, ao ver todos pedindo que ela cantasse mais. Ela atendeu. Cantou uma mais rápida e os músicos tentaram acompanhá-la. Ao final, todos estavam corados pela dança
empolgante. Aplaudiram novamente e fizeram mais pedidos. Ambhar disse que não sabia cantar as músicas que pediam, mas que iria aprender para que, numa próxima oportunidade, pudesse cantar todas. Foi muito aplaudida e cumprimentada por quem passou no caminho do palco até o grupo. Todos a parabenizaram pela voz e pela maestria em usá-la. — Quando eu era adolescente, eu era tão tímida que não falava muito com as pessoas. Então minha mãe teve uma ideia: me colocou numa aula de canto e eu me apaixonei. Ainda sou tímida…
mas nem tanto — contou Ambhar. Depois, olhou para Fayne, que estava encantada e assistira toda a apresentação de olhos arregalados. — Eu não tenho palavras para dizer o quanto você me encantou, Ambhar — disse Fayne. — Obrigada. Estudei muito para isso — respondeu Ambhar, sorridente e corada. Fayne sorriu. — Estou com sede. Vou buscar algo em alguma barraca… me acompanha? — Claro. Eu também estou com sede — disse Ambhar, seguindo Fayne pela feira, de mãos dadas.
Fayne passou pelos corredores formados pelas barracas, parou encostada numa madeira, longe do olhar de todos, e abraçou Ambhar. As duas se olharam, presas uma na outra. Ambhar, desinibida pelo Usko, beijou Fayne. — Pensei nisso a noite inteira… ainda mais quando te vi cantar. Como eu desejo você, Ambhar… você não tem ideia. Fayne voltou a beijá-la, dando beijos pelo rosto até chegar à boca, que já estava aberta à espera.
Ao aprofundar o beijo, Ambhar, antes comedida e tímida, puxou o corpo de Fayne, roçando os seios nos dela. — Calma… calma. Devagar. É o Usko correndo pelas suas
veias. Não vamos fazer nada de que se arrependa. — Não é o Usko. É você. Desde o momento em que se transformou e ficou nua na minha frente, eu só penso em você, Fayne. Seu cheiro me deixa louca. Seus beijos são… deliciosos. Vamos para sua casa, por favor. — Tem certeza? — Sim. — Não vai se arrepender? — Não! — Ok. Vamos. Deram as mãos e subiram a colina em direção à casa de Fayne. Enquanto isso, Saphyre dançava com Kaeidh, os corpos um pouco afastados por precaução — ainda mais com o Usko.
— Sabia que deram uma dica para nós? Algo como achar um local deserto para estarmos juntos. — É mesmo? Um local deserto… seria uma boa ideia. — Sim… e onde você acha que pode ser esse local deserto? — perguntou Saphyre. — Eu tenho alguns em mente, e tenho quase certeza de que todos ficam um pouquinho longe daqui. Mas eu tenho asas, sabe? Nunca mostrei minhas asas para você, não é? — É mesmo? E onde você pode me mostrar as suas asas? — Acho que seria bom sairmos de fininho e irmos ali na beira da ilha.
Eu tiro minha camisa… Saphyre arregalou os olhos, interessada. — …e posso te mostrar como elas crescem. — Podemos? Quero deixar bem claro que estou muito interessada nas suas asas. E você pode voar comigo, ou apenas sozinho? — Posso te carregar em meus braços. — Então estamos esperando o quê? — Nada. Estamos indo. Neste instante. Ele pegou a mão dela e foram passando pelos seres. Chegaram
perto da beira da ilha, mas, por causa do salto, havia muitos adolescentes sobrevoando por ali. Kaeidh a puxou até o prédio onde ficavam as carruagens. Entrou na carruagem dele, puxou Saphyre e a beijou. Ela se derreteu nos braços dele. Kaeidh a pegou e a colocou no banco da frente. — Agora não. Logo. Ela sorriu, se acomodou e esperou. Saíram com a carruagem em alta velocidade. Kaeidh tinha um local em mente. Só nele ficariam a sós sem correr o risco de machucar ninguém.
Deveria ter pensado nisso antes; era tão óbvio. Mas estavam tão preocupados e ocupados com tantas coisas que não haviam pensado. — Onde nós vamos? — Vamos para uma cabana a meio caminho entre aqui e o mar Filórdico. A apenas uma hora daqui. É no meio do mar, numa rocha escarpada. Eu e Tarwin construímos uma cabana lá nas férias de verão, antes da viagem de aprendizagem. Eu voltei algumas vezes para passar um dia ou dois pescando, descansando.
Faz algum tempo que não vou, mas Tarwin sempre passa por lá para reabastecer a despensa. — É como se fosse uma pequena ilha, com uma pequena floresta e um lago formado na depressão da rocha, atrás da cabana. E, no fundo, por baixo das águas, temos alguns gêiseres, o que torna a água aquecida na medida certa. Acho que você vai amar o local. E o mais importante: é deserto. Só estaremos você e eu lá. Eu fico pensando como foi que me esqueci desse lugar. — Não importa. O que importa é que agora estamos indo para lá.
Kaeidh respirou fundo. — Existem coisas que você precisa saber sobre a conexão. Ela nos conecta de verdade. Por exemplo: podemos falar nos pensamentos um do outro quando estamos perto, mas, após a conexão, vamos fazer isso de longe e, consequentemente, vamos
saber onde o outro está. Você tem certeza disso? Eu já vi alguns não aceitarem isso e cada um ir viver totalmente separado do outro. É raro, mas não é impossível. Já pensou que, se em algum momento você não me quiser mais…? Eu não sei como funciona com mestiços; portanto, estou te oferecendo todas as informações que possuo. — Kae… você ainda tem alguma dúvida de que eu quero você? — Não é dúvida. É cuidado. Quero que você tenha absoluta certeza de que tudo o que acontecer entre nós será com sua permissão, sempre.
O seu bem-estar é a parte mais importante da nossa relação para mim. Eu sempre vou parar quando você me disser “pare”. Entende, meu amor? Você é muito preciosa para mim. — E você é precisamente quem eu quero para mim. E, apesar de não ter te escolhido como âme sœur, o meu coração te escolheu, Kae. E, a cada dia que passa, todos os seus passos, suas decisões, a forma como você trata a todos e o jeito como você é querido pelos seres me fazem admirar e querer sempre mais de você. Eu estou apaixonada por você.
— E eu por você, Saphyre. Kaeidh segurou as mãos dela e a beijou, abraçando seu corpo. Chegaram à pequena ilha. Kae parou a carruagem ao lado da cabana, abriu a porta, pegou Saphyre no colo e foi andando em direção aos fundos. Colocou-a no chão e, sem parar de beijá-la, foi tirando as próprias roupas: jaqueta, camisa, botas e calças voaram e caíram na grama. Quando terminou, ajudou Saphyre a tirar as roupas, puxando a capa e desconectando-a do pescoço.
Enquanto ela se livrava da bota e puxava as calças justas para baixo, ficando apenas de camiseta e espartilho, que marcava sua cintura, Kae libertou seus seios, puxando a camiseta acima da cabeça dela, e a virou de costas para soltar o espartilho. Os olhos dele pousaram no traseiro firme e redondo, naquela
parte tão atrativa da anatomia dela — aquele mar de pele castanha e doce em que Kae queria se perder. Ajoelhou-se e, enquanto desabotoava cada pequeno botão, dava beijos. Mais um botão e uma leve mordida. Mais um botão e a língua desceu pelo vale entre os glúteos. O espartilho caiu e Kae segurou os seios dela enquanto Saphyre se inclinava, e ele deslizava cada vez mais para baixo, com a boca e a língua percorrendo toda a extensão.
A noite era escura, mas não precisavam de luz: ambos brilhavam de excitação, sentindo como se diversos choques elétricos dançassem pela pele, músculos e nervos, ligando até partes do corpo que nem sabiam que estavam ali. Pulsos elétricos dando vida e prazer em todo lugar que tocavam um no outro. Saphyre brilhava completamente acesa, como da última vez.
Seus gemidos e suspiros — pequenos gritos de prazer — acendiam ainda mais o desejo de Kaeidh, que se deitou no chão de grama macia atrás dela, puxou-a para que sentasse em seus lábios e a amou num beijo delicioso até que os orgasmos a fizeram explodir. A beleza daquela meio elfa, brilhando com fogo azul; os cabelos flutuando no ar; o rosto lindo, cheio de prazer; os lábios abertos em pequenos gemidos; as mãos nos seios apertando os bicos enquanto terminava de gozar… era a coisa mais excitante que Kae havia visto.
Ele estava desesperado por ela. Ofegante, Saphyre deslizou o corpo pelo dele, descendo a boca pelos lábios ainda marcados do sabor dela, pelo pescoço, peito — lambendo, chupando e mordendo — até chegar ao sexo. A glande, completamente molhada, foi lambida e sugada enquanto as mãos dela passavam pelos testículos e a outra segurava sua extensão, massageando de cima a baixo. Kaeidh sentiu-se deslizando dentro dos lábios quentes até quase a base e apertou os dentes de prazer.
A língua dela trabalhando no pequeno ponto de nervo próximo à cabeça o deixou enlouquecido, e ele não conseguiu puxá-la rápido o suficiente. — Saphyre… eu vou… Oh… meus… deuses… eu… oh,
deuses… Ela sorriu, engolindo o prazer dele, percebendo que, ao invés de amolecer, ele ficava mais duro ainda — e ela sentiu o prazer dele. Oh, meu deus! Arregalou os olhos e o soltou para olhar, não acreditando no que via. — Como isso é possível, Kae? — Na conexão… isso acontece. Se você me tocar a partir de agora, eu saberei o que você está sentindo e você saberá o que eu estou sentindo. O prazer será duplo. E, sabendo o que está nos dando mais prazer, chegaremos não sei onde.
Eu não sei se vou aguentar sentir o meu e o seu prazer, meu amor. É agora que o prazer de verdade vai vir. Você está pronta? Ele se levantou do chão e a puxou para os braços, colocando- a escarranchada na cintura dele. Penetrou-a em pé. Saphyre enrolou as pernas no quadril dele e os braços no pescoço dele, sentindo-o completamente dentro dela. Então percebeu algo se formando nas costas de Kaeidh: asas. Penas cor de cobre, brilhantes; enormes. Ele começou a batê-las, subindo os dois nas alturas.
As mãos dele seguravam as nádegas dela e, a cada batida das asas, ele a guiava para baixo, conduzindo seu membro dentro dela. A boca dele nos mamilos, sugando como sugara o clitóris, enlouquecia Saphyre a cada estocada. Ela sentia o prazer na vagina e o que vinha do pênis dele; ele sentia o prazer no próprio pênis e o prazer da vagina dela — e, com a boca, a língua nos seios dela. O êxtase parecia não acabar; só se estendia, crescia, aumentava.
Um sentindo o prazer do outro; os pensamentos sensuais do outro; como se achavam belos e como se desejavam. Saphyre sentia também as asas de Kaeidh, a força, o calor que espalhavam em volta dos corpos, o quão sexy ele parecia: os cabelos ruivos acobreados, com algumas mechas tão claras que chegavam a ser douradas, longos, com pequenas tranças para segurar os fios longe do rosto forte; o queixo quadrado; os lábios
macios; os olhos dourados brilhando com a luz da segunda lua; o peito forte; e as asas que o deixavam com aparência de um anjo — um anjo sexy. — Oh, Kae… eu te amo! — disse Saphyre, entrando em combustão. O poder de fogo dela se elevou ainda mais ao sentir os dois orgasmos — o dele e o dela. A explosão foi a maior de todas. Saphyre abriu os braços e arqueou as costas para trás enquanto Kaeidh descia lentamente até a piscina de águas termais.
Sentou- se no fundo, na parte mais rasa, com ela nos braços, completamente entregue. Ele a aninhou, lavou e aconchegou. Depois, levou-a nos braços até a cabana, sacudindo as asas para tirar as gotas de água. Entrou com ela, colocou-a na cama espaçosa que havia construído com as próprias mãos. Nunca imaginara que colocaria sua âme sœur ali; que ela seria tão perfeita e que tudo seria tão maravilhoso entre os dois. Saphyre dormia profundamente agora. Ele também precisava disso.
Deitou-se de lado, aconchegou o corpo dela e os cobriu com as asas. Dormiu.
Em um mundo marcado por guerras antigas, pactos esquecidos e poderes que jamais deveriam ser despertados, as chamas não nascem do fogo, nascem da escolha. Quando sinais de um desequilíbrio voltam a surgir, reinos inteiros entram em alerta. Dragões desaparecem, portais são abertos nas entranhas das montanhas e forças que haviam sido seladas começam a se mover nas sombras. No centro desse caos está um segredo capaz de mudar o destino de todos: um poder ancestral ligado às Chamas Celestes, cuja existência foi apagada da história. Entre alianças frágeis, traições silenciosas e conflitos que atravessam raças e territórios, personagens são forçados a confrontar não apenas inimigos externos, mas também aquilo que carregam dentro de si. Uma decisão cobra um preço. E a verdade revelada ameaça incendiar todo o mundo conhecido. Chamas Celestes é um romance de fantasia que combina intrigas políticas, magia antiga e tensão crescente, conduzindo o leitor por um universo onde o passado insiste em retornar — e onde nem todos sobreviverão ao despertar das chamas.
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