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Capítulo 22 · Chamas Celestes

Capítulo 22

22 de 40 ≈ 17 min de leitura

Enquanto isso, Àsgar, em sua meia transformação, voava com a cesta de comida e bebidas em seus braços fortes. Chegando próximo à cabana, pousou cuidadosamente em um dos galhos, caminhou sobre eles até chegar à varanda da porta larga da sala. Sabia que ela o veria de dentro, se estivesse na sala. Estava certo: ela abriu uma das duas portas. Era ainda mais linda à luz do dia. Seus cabelos brilhavam vermelhos como fogo vivo. E seus olhos díspares eram encantadores. — O que quer agora, rei Àsgar? — Nada.

Vim somente trazer alguma comida — disse, estendendo a cesta repleta para ela ver. — Não sei se sabe, mas meu povo tem uma tradição de comemorar o primeiro salto e transformação de seus filhos. Fazemos um festival para isso e muitas pessoas vêm de longe para participar, tanto das festas quanto do comércio. Então, temos muito alimento diversificado e pensei em trazer para você, já que você não pode ir até lá. Achei que gostaria. Ela o encarou, inspirou e lambeu os lábios, pelo cheiro da comida.

— Entre — disse Filanthe, caminhando para dentro da sala em que estiveram na noite anterior. As correntes presas ao tornozelo arrastavam pelo chão, dando pouco espaço para ela mover os pés ao caminhar; seguiam compridas pela casa até um ponto bem no meio da cabana, e encurtavam e aumentavam conforme ela andava, mas chegavam apenas no limite das portas de saída e do balcão. Que ser desprezível teria feito aquilo com ela. Àsgar imaginava que fosse

Borag. — Você sabe que não pode ficar vindo aqui, não é? Eu lhe falei sobre as visitas indesejadas. — Sim. Mas você não disse que eu não poderia vir durante o dia. E acho — se eu for bom de adivinhações — que a sua visita indesejável só pode sair à noite. Ela o olhou, muda. Àsgar colocou a cesta em cima da mesa, abriu-a e foi colocando bolos, frutas, tortas doces e salgadas, saladas de todos os tipos, animais marítimos assados e um monte de outras coisas — inclusive bebidas.

A mesa ficou repleta e o cheiro que permeava a sala era incrivelmente apetitoso. Ela arregalou os olhos, vendo tudo o que ele havia trazido. Àsgar colocou a cesta no chão ao lado da mesa, para caber o restante das coisas. Olhou para ela e se sentiu envergonhado por ter levado tanto. — Não sabia o que você comia; por isso, trouxe tudo o que havia lá. Desculpe se exagerei. — Não. Não se preocupe. Eu como de tudo. Obrigada. Acho que isso vai me alimentar por uma semana. É um banquete!

— ela chegou perto de um prato de balu e inspirou. — Isso é balu? — Sim. E está fresco. Foram Zenit e Zarin — meus primos, que você conheceu ontem — que caçaram e trouxeram os animais marinhos e também o restante desses assados, junto com alguns frutos e frutas do mar. Espero que você goste. — Está tudo muito apetitoso. Obrigada, rei Àsgar. Comeria comigo? Faz muito, muito tempo que não tenho uma refeição saborosa, acompanhada de um ser tão bondoso como você. Ela se sentou na mesma cadeira da noite anterior.

Baixou os olhos. — Queria que… — suspirou. Àsgar percebeu o que ela ia dizer. — Eu gostaria que os governos de dentro do muro de proteção

tivessem analisado isso. Vocês… Peço perdão a você e à sua criança pelo que vocês estão passando e pelo preconceito que levou vocês a esse sofrimento. Eu tomo essa responsabilidade nas minhas mãos. — Mas não adianta mais. Eu nunca mais a verei. Àsgar, por precaução, abriu um frasco disfarçadamente e o aproximou do rosto de Filanthe. Ela se assustou um pouco com o perfume atrativo do gás, mas inspirou e o olhou calmamente. — Sei que você precisa saber se não sou vigiada e se pode confiar em mim. Vá em frente.

Faça as perguntas — falou, como se já soubesse o que ele iria fazer. — Então você já sabia que eu iria fazer isso… O quanto você sabe? — Não muito. Apenas algumas coisas: o que você falará e o que você fará quando estiver comigo. Nada mais. Ela mastigou um bocado do balu, fechou os olhos e deu um pequeno gemido. Àsgar se encantou. Pigarreou. — O feitiço pelo qual você está presa a obriga a ser leal a Borag? — De certa forma. Não a ser leal, mas… desculpe. — suspirou. — E te obriga a espionar para ele? — Não.

Ele nunca saberá que você esteve comigo. — Você finge ser leal, mas não conta nada a ele… para proteger alguém. — Sim. — Eu posso ficar tranquilo e compartilhar com você o que iremos fazer, sem ele nunca saber de absolutamente nada? — Sim. — Você espionaria por nós? — Se isso for salvar quem amo, sim. Daria minha vida. — Posso falar por mim, pelo rei Kaeidh e por Tarwin: você tem uma chance de revê-la. Mesmo que o conselho diga não, vamos nos unir desta vez, e não haverá mais tortura, sequestro, cativeiro ou

morte de nenhum ser. — Eu confio em você. E obrigada pela comida. Terei que guardá-la para não estragar… e para que a visita não veja. — Posso levar o excedente. Escolha o que você gostaria de ficar para as próximas refeições do dia e levarei o restante. Amanhã trarei mais. — Tudo bem. Ela separou em dois pratos a refeição que faria durante o restante do dia e o que não iria ficar, embrulhou novamente e colocou tudo de volta na cesta. Àsgar se preparou para voar novamente.

Tinha ficado apenas uma hora com ela — e passara tão rápido que parecia ter sido só cinco minutos. Despediu-se, encarou-a uma última vez, memorizando suas feições, saiu para o balcão e olhou para todos os lados antes de dar um salto e partir como um torpedo no ar. Ainda daria tempo de ir até a vila para falar com a elfa Elrony. Achou que não teria muito trabalho para encontrá-la e, quando pousou no meio da vila, viu que muitos se espantaram com suas formas de meio dragão.

Nunca tinham visto algo parecido; ele sabia. Foi até a casa do povo e perguntou ali sobre Elrony. Informaram que ela vivia na terceira casa depois da ponte, à esquerda: a casa azul. Àsgar seguiu as instruções e logo viu a casinha azul. Parou na calçada e bateu no pequeno sino pendurado próximo ao portão. Esperou e viu uma elfinha sair da casa. — Pois não, senhor… — ela parou e olhou para ele, medindo- o de cima a baixo, pensativa. — Você é um dragão não formado? — Olá, pequena.

Não: eu sou um dragão formado, adulto. É que preferi ficar nesta forma para não destruir sua pequena vila se eu tropeçasse nos meus enormes pés! — disse em tom de brincadeira. A garotinha riu alto. — Você é engraçado. Mamãe me pediu para ver quem é. Eu vi

e vou falar para ela. Ela saiu correndo e voltou para a casa. Pouco depois, Àsgar ouviu a correria dos pezinhos retornando ao portão. Dessa vez, saiu uma elfa jovem e, quando chegou, pegou a pequena no colo. — Olá, senhor. Em que posso ajudar? — Você é Elrony? — Sim. — Sou Àsgar, rei dos dragões. E eu tenho que falar innis mo dhìomhair para que você me conte uma história. Não é mesmo? Ela arregalou os olhos, abriu o portão e o puxou pelo braço para dentro do quintal, olhando ao redor pela rua.

Voltou, trancou o portão e entrou novamente, acompanhando-o para dentro da casa. Deixando a menininha em um pequeno canto de leituras infantis, Elrony deu-lhe um livro e disse: — Filha, preciso da sua ajuda. Pode ler este livro para mim e descobrir de onde vêm os bolts? Depois que a mamãe falar com esse senhor, você me conta, combinado? — Claro, mamãe. — respondeu a menina, já entretida com o livro. Àsgar sorriu para a pequena. — Pequenina esperta… como é seu nome? Ele estendeu a cesta de alimentos para Elrony.

— E isso é em agradecimento pelo que tem feito por Filanthe. Elrony olhou a cesta, anuindo. Apontou a menina com a cabeça e sorriu. — Esta é minha doce filha, Sunny. — olhou para Àsgar. — E Filanthe é minha amiga. Não preciso de agradecimento. Por mim, ela estaria aqui na casa ao lado da minha, e não naquela cabana. Ela é meio elfa, sabe? A mãe dela era bruxa e o pai dela era o filho mais velho da casa ao lado da minha.

Apontou a cadeira para ele e, enquanto Àsgar se sentava, ela tirou um bule com água quente do fogo e preparou infusões de chá

para os dois. — Enquanto ele estava vivo, ficaram ambas — mãe e filha — aqui. A mãe dela ajudava muitos aldeões. Na guerra… a última delas… o pai quis participar, mas ele era apenas um botânico. Quando ele morreu e se descobriu que muitas bruxas participaram das chacinas ao lado de Borag, colocaram todas as bruxas para fora do muro de proteção. “Filanthe era uma criança mestiça, então primeiro a separaram da mãe por causa da orelha — de meio elfa — e então ela foi para um orfanato.

Fugiu de lá e foi para a floresta sozinha atrás da mãe. Passou alguns dias escondida em árvores; caminhava durante o dia e, à noite, escalava e dormia em algum galho, amarrada para não cair. “Encontrou a mãe depois do quarto dia, aos pés de uma árvore frondosa, de galhos abertos e espaçados, na qual tentava subir e não conseguia. Filanthe — uma garotinha de doze anos — era especialista em escalar árvores. Amarrou uma corda nos pés e foi subindo essa árvore na qual hoje vive.

Depois disso, fizeram uma escada e um pequeno elevador com cordas e tábuas para subir as madeiras que precisavam para construir a casa. E as duas trabalharam muito para fazer essa casa: passaram medo, frio, fome, ficaram ensopadas até concluí-la. Dormiram no chão na primeira noite em que finalmente terminaram e colocaram as proteções necessárias para que ninguém as visse. Caçavam e pegavam água do rio que passava quase embaixo da cabana, com uma corda e um balde. “Passei anos sem poder vê-las.

Ela era minha melhor amiga e eu me afligia por ela, achando que tinha morrido. Um dia, eu já com dezenove anos, saí à floresta em busca de raiz de árvore da lua para um chá de fertilidade de uma amiga que havia se casado. Indo à procura, fui até uma parte não muito longe do rio, próximo a uma clareira, e a vi ao mesmo tempo que ela me viu. Cheguei mais perto, vi os olhos díspares e percebi: era minha amiga

Filanthe! Estava viva. “Ela me contou tudo o que aconteceu e, a partir daí, passamos a nos encontrar todos os dias. E, numa noite de tempestade, bateram em minha porta; quando fui atender, era ela. A mãe dela estava doente. Passamos duas noites cuidando dela, mas a paz a levou. Fizemos o necessário para honrar sua alma e fiquei com Filanthe um pouco. “Intrigada, passei a pensar como ela conseguiu passar a barreira de proteção. Perguntei como, e ela me olhou surpresa, dizendo que apenas estava andando.

Então eu compreendi: Filanthe era pura de coração, e não como todos diziam que as bruxas nos traíram e que não eram boas. Eu percebi que era tudo mentira, só um engano. Aí, passei a indicar o trabalho dela. Sempre que alguém perguntava sobre uma poção ou feitiço de proteção, eu já avisava onde encontrá-la. E assim ela foi trabalhando em prol da comunidade. Minha intenção era que ela voltasse a morar na casa dela. “Mas o tempo passou. Filanthe se apaixonou por um dos rapazes que indiquei.

Firmaram a união só comigo por testemunha e ele se mudou para a cabana, que melhoraram juntos, aumentando-a com mais dois quartos pequenos, quando pensaram que poderiam ter um bebê. Ela informou que estava feliz e realizada e disse que não via motivos para voltar para a cidade, já que do malvado feiticeiro Borag nunca mais se ouviu. “Então, depois de um tempo, começaram a aparecer os têntris e Filanthe temeu pela família.

No dia em que resolveram voltar à casa dos pais de Filanthe — aqui, ao lado da minha — um têntri apareceu e começou a correr atrás deles. Filanthe já estava em estado avançado de gravidez e, para proteger ela e o bebê, Sionan pulou na besta e tentou lutar com ela. Foi a última vez que Filanthe viu seu amado. “Naquela noite, em minha casa, ela teve Kaly. E, após o parto, ficou muito doente. Eu, que havia acolhido ela e a menina, tive que

cuidar das duas integralmente, porque a impressão que eu tinha era que Filanthe estava tão devastada pela morte do amor que queria morrer também. Passei dias e noites cuidando dela e da bebê. “Até que Filanthe acordou, passou mais dois dias na cama e se levantou. Fez algumas feitiçarias para proteção e, contra meus conselhos, voltou para a floresta e para a cabana. Não queria estar longe quando o marido voltasse. Ela tinha certeza de que ele voltaria.

Disse que, durante os delírios enquanto estava doente, viu uma luz que a avisou que o amor a encontraria na cabana… mas parece que apenas o mal a encontrou, não é? “Após alguns anos vivendo lá, Kaly já estava com cinco anos. Um amigo que morava na vila andou perguntando sobre feitiços ou amuletos de proteção. Eu ouvi e informei onde encontrar Filanthe. Então ele foi e a encontrou. Depois disso, voltou várias vezes para levar ingredientes que encontrava para que ela fizesse amuletos raros de proteção.

Concluindo o feitiço, ela entregou o amuleto e se despediram. “Mas ele estava sendo vigiado por um têntri, e isso levou Borag até a cabana. Na noite seguinte, quando Filanthe estava lendo um livro para a filha na cama, alguém bateu à porta. Filanthe atendeu despreocupada, pensando que era eu, e viu que era Borag. “Ela não o conhecia, nunca o tinha visto, mas o que ele tinha de beleza tinha de maldade. E, pela expressão de loucura no rosto, não parecia que nada de bom iria acontecer.

Filanthe tentou fugir, mas ele a segurou pelos cabelos, enrolando-os nas mãos, e a jogou com toda força no chão, deslocando seu ombro. Ela gemeu na hora, mas segurou o grito para que Kaly não viesse ver o que estava acontecendo. Ele sorriu e a fez sentar, encarando sua face, e riu novamente — a impressão que eu tive foi que a loucura ria para ela. “Ele disse: ‘Quero saber do elfo que veio aqui em busca de amuletos. Quero que me informe sobre a elemental com quem ele

anda se encontrando, especificamente.’ Filanthe explicou que não sabia de quem ele estava falando; só havia recebido alguém que pediu amuletos, que ela fez e entregou. E só. “Ele não se contentou. Disse para ela entrar em contato com o elfo novamente e que, se não o fizesse, haveria consequências. Filanthe rezou o tempo todo para que Kaly ficasse quieta, mas ela não ficou. Saiu do quarto e correu para a mãe. Filanthe imediatamente a segurou nos braços. “E Borag riu.

Falou que era muito fácil obrigar quem ama a cooperar. Pegou Kaly e saiu com ela, avisando que Filanthe só voltaria a ver a menina quando entregasse o elfo e a elemental para ele. Filanthe se levantou e tentou jogar um feitiço nele para que largasse Kaly, mas, com o ombro fora do lugar, não conseguiu levantar a mão direita e o feitiço não foi efetivo. Apenas o feriu profundamente em uma das coxas. “Ele saiu com Kaly, pendurada pela blusa, se sacudindo e gritando pela mãe.

Quando chegou à porta, irritado com a garotinha, jogou um feitiço do sono para que ela parasse de gritar. Ela se aquietou e dormiu. “Filanthe só conseguiu ver Kaly mais uma vez: quando Borag voltou, e ela foi forçada a dar a direção para onde o elfo havia ido para encontrar com a elemental na floresta. Borag saiu e voltou depois com a face ainda mais desfigurada pela loucura e ódio. Colocou a corrente em Filanthe e disse que, até que ela entregasse os dois, ela ficaria presa. Presa ao feitiço.

Não poderia falar sobre a filha ou sobre o que aconteceu. E não veria Kaly a não ser pelo espelho. “Desde então, ele a visitava todas as noites. Só há pouco tempo as visitas se tornaram raras. Mas ele sempre vinha para mostrar como Kaly cresceu.” Àsgar engoliu em seco. — E há quanto tempo isso acontece? — Kaly já é uma moça. Ele a manteve adormecida… São

trezentos anos presa. Você viu as marcas das queimaduras? — Àsgar fez que sim. — São porque ela me contou tudo isso. A cada vez que eu ia, ela me contava mais, até ter as marcas… foi horrível. — E você sabe o que houve com o elfo e a elemental? — Como eu disse antes, Borag voltou algumas horas depois, acorrentou Filanthe e a ameaçou, falando que ela havia avisado eles sobre a emboscada… e que ela ficaria assim até eles estarem nas mãos dele.

Ele achava que eles voltariam e entrariam em contato com Filanthe novamente, mas nunca mais voltaram. “Filanthe teve esperança de que ele a libertasse com o tempo, quando percebesse que eles não voltariam… mas ele é um sádico. No último dia em que veio, mostrou Kaly para ela — acordada — falando com uma pessoa. Mas ela não viu a pessoa. Então supomos que ele tem mais gente lá, vivendo como prisioneiros dele. E Filanthe sabe que ele nunca vai soltá-la. Ele disse a ela.” — E por que ele nunca vai soltá-la?

— Porque Filanthe é uma bruxa… e os poderes de uma bruxa se acumulam com o tempo, se não forem usados. Ela foi impedida de fazer magia; ele a prendeu mesmo, em todos os sentidos que importam. Então, o poder dela está acumulado há trezentos anos. E não há meios de se soltar… não por ela mesma. Já tentamos. A magia nela está realmente presa e, sem ela, Filanthe não pode fazer nada. E ele sabe que, se a soltar, ela vai explodir ele e enterrá-lo montanha abaixo. — Então temos que fazer isso acontecer.

Mas, por enquanto, fique longe da floresta. E avise as pessoas para não irem lá mais por enquanto. Temos um plano e não quero que isso saia daqui… mas chega de deixar Borag à solta para matar, torturar e sequestrar. — Mas é o alimento que Filanthe precisa. Eu levo para ela todos os dias. — Não se preocupe com isso. A cesta é o que eu levei para ela. Ela pegou apenas o que precisava para as refeições do dia, e isso

foi o que sobrou. Nós colocamos de volta. Eu a alimentarei todos os dias, a partir de hoje, enquanto houver necessidade e enquanto você não puder sair. — Fico aliviada… mas preocupada ao mesmo tempo, com a possível guerra que se iniciará. — Temos várias ilhas flutuantes. Se for preciso, levo toda a vila para lá, até tudo isso acabar. E mais uma coisa… a família do elfo: eles ainda estão aqui? — Não. Eles se mudaram depois de muito tempo procurando por ele, após o desaparecimento. — E você sabe para onde foram?

— Talvez tenham ido servir na colheita de Andhur. Na época, me lembro que foram várias famílias para lá em busca de trabalho. — Obrigado, Elrony. Pela história de Filanthe e por ter cuidado dela todos esses tempos. Àsgar saiu da casa, despedindo-se da pequena Sunny, e voou em direção à sua casa.

Chamas Celestes

Sinopse

Em um mundo marcado por guerras antigas, pactos esquecidos e poderes que jamais deveriam ser despertados, as chamas não nascem do fogo, nascem da escolha. Quando sinais de um desequilíbrio voltam a surgir, reinos inteiros entram em alerta. Dragões desaparecem, portais são abertos nas entranhas das montanhas e forças que haviam sido seladas começam a se mover nas sombras. No centro desse caos está um segredo capaz de mudar o destino de todos: um poder ancestral ligado às Chamas Celestes, cuja existência foi apagada da história. Entre alianças frágeis, traições silenciosas e conflitos que atravessam raças e territórios, personagens são forçados a confrontar não apenas inimigos externos, mas também aquilo que carregam dentro de si. Uma decisão cobra um preço. E a verdade revelada ameaça incendiar todo o mundo conhecido. Chamas Celestes é um romance de fantasia que combina intrigas políticas, magia antiga e tensão crescente, conduzindo o leitor por um universo onde o passado insiste em retornar — e onde nem todos sobreviverão ao despertar das chamas.

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Chamas Celestes

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