Leia agora
Miragem

Universo da obra

Miragem

Capítulo 5 · Miragem

Primeira parte V

5 de 24 ≈ 16 min de leitura

Só, atravez do campO' sereno e húmido, meio velado ainda pelo crepúsculo, posto que o dia, no céu chammarreiaído de ourO' e purpura, fosse, aos poucos, desabrochando, Thadeu caminhava, de enxada ao hombro, em mangas de camisa, afundado na herva orvalhada e alta, que crescia viçosa pela vastidão das terras férteis, por onde jamais andara o ferro do arado, por onde jamais passara o gume das roçadoiras.

O massambará, alto e verde como os milhos, ondulava a perder de vista, dizendo^ a feracidade do solo. Nos cerros, velhos cafesaes, abafados pelo sapé, ainda marcavam os renques parallelos e, á borda dos banhados frios, as largas folhas róridas dos inhames pareciam de bronze.

Thadeu lançava os olhos pelas terras, fazendo mentalmente a distribuição dos lotes, calculando as colheitas.

Parecia-lhe que todo aquelle matto bravio « extenso, crescido ao acaso, aquecido pelas soalheiras do e stio, alagado pelas chuvas do inverno, sempre estéril e nú, ia rebentar em flores e em frutos aos primeiros clarões do dia, e contemplava-o enternecido, levantando os olhos para o alto, acompanhando o vôo rápido de um pássaro que abalara logo que presentira o farfalho da herva que elle ia abrindo para atravessar.

A confiança crescia-lhe nalma. Aquella terra„ que ia ser lavrada pelo seu braço, havia de pagar-lhe o esforçO' e o sacrifício quando o outono chegasse. Se outras, safaras e maninhas, de pedregulho e c alcareo, rebentavam em floração mal recebiam a semente da mão do semeador, aquella, virgem, nova e rica de seiva, nunca explorada pelo braço do homem, intacta e abençoada, porque jamais lhe cahira em cima uma gota de sangue, por que não havia de produzir?

Nunca escravos haviam trilhado os seus carreiros nem as grotas ouviram gemer, salvo se alguém, de passagem, as tivesse procurado para descançar um pouco, confiando á sua discreção as agonias do captiveiro e os terríveis travores da saudade.

Essa bemdita gleba seria fecunda e farta e, certamente, a familia havia de vivtr á sombra doce dos ramos, colhendo as flores, colhendo os frutos, como em um paraíso.

Estranha alegria transparecia-lhe no rosto illuminado; os olhos fulgiam contemplando extasiadamente at erra e a curiosidade de tudo vêr, de tudo examinar levou-o de ponto em ponto, das baixadas ás alturas das collinas de onde alongou a vista numa visão vaidosa e ufana pela redondeza, alcançando, além dos capoeirÕes, em planície longínqua, as culturas de um sitio visinho, onde não cessava o trabalho da turma negra que elle, donde estava, via ir lentamente subindo pela encosta do outeiro, dentro da luz triumphal da madrugada que tirava scintillaçÕes das enxadas e doirava os campos.

Sentou-se e póz-se a arrancar raizes. Outros pensamentos rolaram-lhe no espirito. Como adquirir o g ado de que carecia para o serviço? Os bois que restavam, estafados da canga, mal se podiam ter nas pernas.

Seria melhor vendel-os para O' corte e aproveitar o d inheiro em compras úteis. Ao mesmo tempo, porém, sentia comO' um remorso á idéa de desfazer-se dos^ velhos animaes, esgotados no serviço da casa, envelhecidos ali, pacíficos e meigos a tal ponto que ainda se lembrava do que fazia com elles quandO' criança : á tarde, mal o pai os soltava, ia-lhes em cima com o chuço, atropellava-os, feria-os, e elles, sempre mansos, voltavam os olhos doces, num olhar resignado, e miragdm 53 partiam, sem revolta, escondendo-se nos mattos.

Vendel-os parecia, ingratidão. Melhor seria deixal-os ficar : que morressem onde tinham nascido, os pobres bois e a Mulata, a vacca domestica, roída pelos bernes, cora as tetas murchas, passeando pela solidão ,o seu esqueleto' pelancudo, tão velha na casa que ninguém poderia dizer ao certo quando entrara para o curral. Era a mai do Batoque e do Crioulo, que andavam tristonhos, mugindo, como se sentissem a falta do homem que os levava, nas frescas manhans, atravez dos pastos cheiroso^s, cantando, sem lhes tocar com a ponta da aguilhada.

Vendel-os parecia a Thadeu ingratidão cruel.

Que vivessem; que acabassem ali mesmo, os pobres animaes. E, como baixasse os olhos, descobriu por traz da casa, no terreno, os bois que liaviam sabido do curral, sempre aberto. A Mwlata esfregava-se ao moirão e um dos bois, brasino e forte, de grandes armas curvas, levantou a cabeça e, como se saudasse o sol que subia, dominando O' c éu, esticou o' pescoço para o altO' e mugiu prolongadamente.

Mas para Thadeu, sensivel e impressionavel, esse facto naturalíssimo appareceu sob feição maravilhosa — os animaes agradeciam-lhe a misericórdia pela b oca do mais forte. E o olhar doce com que os contemplou foi um olhar de perdão.

Súbito, vendo a manhan em plena luz, ergueu-se. Já havia escolhido o sítio para começar

— era a fralda da collina, terras de prodigiosa força, excellentes para o café. Tomou a enxada ao hombro' e desceu para o local escolhido.

Um banido de rolas levantou vôo, rufiando as azas. Thadeu estacou, seguiu-as e, por fim, arregaçando as mangas, tomando corajosamente a enxada, ergueu os olhos ao céu como se quizesse pedir a benção para que o seu trabalho frutificasse prosperamente.

Derreou-se, com a enxada erguida, e a terra sentiu-se aflorada pela primeira vez pelo gume do ferro que lhe abria o seio para receber o gérmen.

As horas succediam-se intensamente abrasadas; o sol a pinO' luzia e Thadeu, em exaltação crescente, capinava, sem consciência do tempo, empenhado na luta suprema.

A camisa rota, esmolambada, deixava-lhe quasi todO' o busto nú: o peito magro, concavo, ripado pelas costellas, os braços finos, flácidos, os hombros cavados, tudO' a luzir, como envernizado a s uor. O cabello collava-se-lhe empastadamente á fronte e ás têmporas. Respirava aos haustos, com um papejar do ventre, d'olhos baços, vitreos, como assonorentados d'alcool. Mas a vontade impellia-o, dobrava-lhe as forças. A idéa de levar pela terra rasa, e por montes, a lavoura do sonho fortalecia-o energicamente. Que lhe importava a sede exsiccando-lhe a boca, gretando-lhe os lábios? que lhe importava a fome qne o aturdia se, dentro em pouco, todo aquelle baldio de sapesal e pedras seria um mar de verdura florida, promessa alegre de colheita farta?

Morreria, se preciso^ fosse, dando-se, em sacrificio, á terra, comtanto que ella, fertilisada pela sua carne, pelo seu sangue toda vicejasse, sem nella ficar trato sem planta e planta sem flor e fruto.

A luta era terrivel e maior lhe parecia sempre que alongava os olhos e descobria extensamente, ondulando ao vento, as capoeiras intonsas e comparava o t rabalho feito com o que tinha ainda a fazer. Mas não descorçoava. Esperança serena enchia-o de coragem.

Curvava-se de novo e, cavando, a lentos, desfallecidos golpes, que mal raspavam a terra secca, levantando-a em poeira, que rebrilhava ao sol, sonhava o seu lindo sonho de prosperidade, já se sentindo na exuberância que havia de vir, rico, abrindo estradas largas para os carros, caminhos para as tropas, picadas para os colonos, construindo galpões para guardar as colheitas, installando machinas para beneficiar o café, moer a canna e o milho, esmagar a mandioca...

Quando o sino da Sé, em badalada grave, cheia, annunciou o meio dia, Thadeu levantou a cabeça surpreso, olhando o céu como se quizesse acompanhar o som que passava, rolando. Pareceu-lhe impossível que o dia tivesse caminhado 56 mirage:m tão rápido e, emqnanto soaram as horas, com a enxada em pé sobre o solo, o chapéu na mão, manteve-se immovel, em attitude humilde e contricta, ouvindo.

O sol cahia-lhe de chapa sobre a cabeça núa e, quando os echos extinctos deixaram silencioso o espaço azul, cobriu-se recolhendo-se á frescura de uma grota, sentou-se, tomou a marmita da refeição e comeu, olhando^ distrahidamente as saúvas que andavam carreando folhas, em grandes filas pelos carreirinhos. Sentia-se prostrado, mas satisfeito, prevendO' os dias fartos que haviam de correr sobre o sitio, quando as sementes viessem em vige á flor da terra.

Comeu pouco, sem fome. A fadiga vencia-o.

Estirou-se na herva, á borda d'agua e, ouvindo o murmúrio sereno e perenne do crystallino fio que trebelhava nas pedras e fugia sinuoso, por baixo das folhas dos inhames, adormeceu pesadamente, com o rosto voltado para o céu, os braços escancarados, a boca aberta, resomnando.

Cahia suave a tarde quando elle abriu os olhos. Sentou-se e, reconhecendo a hora, teve um gesto de contrariedade, calculando o tempo que perdera. Mas deixou-se estar sentado, as mãos espalmadas nas coxas, inerte e molle. Sentia-se extenuado — todo o corpo se lhe dobrava de fadiga.

O rumor das arvores crescia com os ventos vesperaes e os flexuosos capins erguiam-se, baimiragdm 57 xavam, ondulando com suave marulho' como o das ondas nas praias.

Lançando os olhos em frente, o desanimo passou-lhe pelo espírito. Como vencer aquella exuberância, elle s ó, contra a força viva e inconsciente da n atureza? Como triumphar de toda a seiva mysteriosa que circulava nas veias subterrâneas alimentando as raizes silvestres? E, vagamente, uma idéa se lhe foi gerando no espirito visionário — a principio indecisa e dúbia, pouco a pouco, porém, accentuando-se, impetuosa, dominadora.

Á lembrança das queimadas de agosto, que limpam os campos, mais rápidas do que as turmas dos negros capina deres, carbonisando as mattas, reduzindo a cinzas, que os ventos levam, as capoeiras copadas das campinas, nasceu-lhe o pensamento estranho de deitar fogo ás terras do sitioi para que a chamma despisse os cerros do matto hispido e os fertilisasse ao mesmo tempO'.

O fogo seria o seu camarada de lavoura, o seu colono, e enlevado nessa idéa estremeceu, agitou-se, devassando toda a paizagem com olhar dominador e a ltivo, subindO' com os olhos aos cimos, baixando-os como se quizesse marcar o roteiro flammineo, vendo os trilhos por onde deviam alastrar as labaredas.

E ergueu-se na solidão, apoiado á enxada, olhando e, intimamente, a voz do sonho dizia-lhe baixinho : «Ámanhan, se Deus quizer, bem cedo, toco fogo nistO', deixo queimar até ficar tudo em cinza, sem um toco. Então é que hão de vêr esta terra como é bôa e, com uma chuvasinhia, ficará macia, fofa, fácil de trabalhar de enxada Então sim!... Para derrubar, sim! Isto nem com dez homens... Fogo, não... Pegando, vai tudo.»

E, elevando os olhos, em êxtase, fixou-os no occidente inflammado onde o sol desapparecera deixando rastros de sangue e ouro, e pasm'ddo, immovel, embevecido na contemplação, ainda sob o domínio fantástico da sua idéa, vendo a luz rubra do occaso, teve a impressão nitida de um incêndio que lavrasse além, muito alto, em grandes chammas que lambiam o céu e, como apparecessem estrellas, pareceram-lhe flores que desabotoavam no azul purificado e fertilisado pelo fogo, como haviam de desabotoar nas terras do sitio, quando o incêndio as lavrasse para a sementeira.

Tomou a enxada e, vagarosamente, veiu descendo pelos estreitos caminhos que a brisa fresca da tarde bafejava.

Rolas gemiam tristemente no arvoredo denso e as derradeiras cigarras ciciavam. A côr do' céu esmaecia. As tintas vivas do occaso esbatiam-se pallidamente, esvahindo-se na penumbra do crepúsculo. O a zul tornava-se profundo. Pouco a pouco, porém, as cimiiadas das serras foram branqueando, uma luz doce, nupcial, de lâmpada porphyrica, clareou o céu, clareou os montes e desceu pelas hervas das campinas.

Muros distantes emergiram da sombra muito brancos. Arvores immensas ficaram galvanisadas de prata. Pelas barrancas, pelos Ínvios, trilhos dos campos, pelas abas íngremes dos montes estendeu-se o clarão da lua que surgira num hallo de ouro, alva, nivea, como grande pérola suspensa.

Thadeu sentia -se invadido, pela melancolia communicativa das coisas e a Avè-Maria, a hora christan de Vésperas, o toque do supremo viatico, achou-o parado em frente á tranqueira da casa, entre os bois mansos, que ruminavam caminhando para as ruinas do^ curral antigo.

Outra badalada rolou pelo espaço recolhido e Thadeu sentiu-se enlevado para o divino. Estranho mysticismo subjugou-o. Encostou a enxada á cerca, pousou o chapéu e ajoelhou-se na terra, entre o gado tranquillo.

Quando procurou a casa era noite fechada. O luar immenso resplandecia. Sentou-se á soleira da porta -fumando e, contemplava o infinito céu estrellado e sereno, quando presentiu rumores por entre as folhas das tayobas. Alongou os olhos. Um grande cão corria pelas aléas do jardim, apparecendo e desapparecendo; por fim avançou em direcção á casa e galgou, de salto, os três degraus da varanda, cahindo de rojo a seus pés, esfregando-se-lhe nas pernas, de rastro, 6o MIRAGEM humilde e meigo, a bater com a cauda, gianindo.

Era o Turco.

A alegria do animal, reconhecendo o dono, tornou-se em desvairamento. Atirou-se-lhe ao peito, impondo-lhe aos hombros as grandes patas, lambeu-lhe o rosto, as mãos, mirou-o muito e, súbito, atirou-se abaixo da varanda, circulou o jardim em vertiginosa corrida e voltou a acaricial-o, ora agachando-se, ora rebolando de costas, com as pernas para o ar, varrendO' o chão com a caiuda. Thadeu chamou-o e, passando-lhe a mão pelo corpo magro, sentiu immensa piedade pelo cão que andara errando pelos caminhos, farejando o r astro dos senhores na poeira das estradas.

Magro e foveiro, o pêllo hispido e cerdoso, os ossos em grandes arcos salientes, O' Turco não tirava os olhos do seu rosto como se quizesse demonstrar a s ua alegria por o haver achado, e contar, na linguagem meiga do seu olhar submisso^ as suas longas saudades concentradas, o soffrimento da sua vida errante pelos campos, pelos montes, ao sol, á chuva, uivando nos valles fundos na ânsia da nostalgia e do abandono, como se procurasse perguntar aos céus, com os seus gemidos, pelos que haviam desapparecido, pelos que o haviam desprezado. E Thadeu, como se o comprehendesse, afagou-o, repousando-lhe a enorme cabeça sobre a perna, falando-lhe baixinho, enternecidamente :

MIRAGEM 6l

— Então, meu velho...? Coitado! Esqueceram-te? Coitado do Turco!

O cão correspondia com a sua caricia estouvada, atirandO' as patas, ganindo.

— Que tens feito, meu velho ? Por onde tens andado? Pobre Turco.

O apparecimneto do velho cão despertou-lhe antigas reminiscências — factos quasi de todo apagados na sua memoria resurgiram como se tivessem occorrido na véspera, claros e precisos.

Ouedou-se em demorado silencio abraçado ao Tiírco, passando-lhe a mão pelo dorso. O cão arquejava com a lingua pendente, a cabeça descançada sobre o seu joelho e fora, na estrada, ao clarão da lua, gente cantava em tom gemente e languido de queixa.

Os olhos fitos, extáticos, fôram-se-lhe tornando opacos como se súbita cegueira os velasse.

Pouco a poucO' a visão se lhe foi tornando indecisa e obscura — as estrellas confundiam-se e desapparecia o céu, as arvores e os caminhos desappareciam e o olhar ficou-lhe em sombra. O cão, estafado, adormeceu e o silencio cahiu interrompido por um brado alegre de NazariO' que appareceu á cancella :

— Ó de casa! O Turco ergueu-se d'impeto, ladrando e Thadeu, arrancado ao entorpecimento, aprumooi-se em sobresalto:

— Quem é ? '

— • S ou eu, homem. Que diabo fazes mettido em casa com uma noite d'estas? Vem dahi. Deixa-te de molleza.

Thadeíu, porém, contendo O' cão, que rosnada, convidou-o a subir, queixando-se de canceira.

— Que diabo andaste a fazer?

— Estive roçando um bocado.

Nazario subiu fi varanda e, vendo o cão que o festejava colleando, :a andar de um para outro lado, com resmungos, acariciou-o:

— Ó mestre ! Então como vai isso ? Por onde tem vosmecê andado? E voltando-se para Thadeu: Sabes? quasi o matam! Aquella besta do Julião e um negro...

— Por que ?

— Por que ! sei lá ! O bicho, desde o enterro do Manuel, fazia todos os dias uma. viag^em ao cemitério, deixava-se estar algum tempo junto á cova e descia, sem fazer mal a ninguém, porque, coitado, já nem dentes tem para morder, o pobre.

Pois o bêbedo do^ Julião, apanhando-o pertO' do tumulo do velho, atirou-lhe com a enxada á cabeça e vasou-lhe um olho... e o negro, lainda por cima, sahiu atraz delle com matacões de pedra.

— Como ? !

— Pois não viste ? Tratei-o como entendi, porque o coitado veiu, a sangrar, refugiar-se junto de mim, gemendo. Olha cá.

Agacharam-se os dois. Thadeu tomou nos braços a cabeça dO' animal e Nazario, riscando iim phosphoro, mostrou o olho cavado', de pálpebras murchas, e uma por funda cicatriz na arcada orbitaria.

— Vês?

— Canalha ! exclamou Thadeu fremente de ódio. E o cão, como se comprehendesse que tratavam delle, levantou a cabeça e deixou fugir um uivo enternecido, baixinho, rebolindo-se, bambaIcando-se.

Miragem

Sinopse

Leia gratuitamente Miragem, de Coelho Neto, romance brasileiro em domínio público publicado em 1921, organizado para leitura online por capítulos no Literunico. Esta edição digital foi preparada a partir do exemplar público preservado no Wikimedia Commons/Internet Archive, com capa nova no padrão Literunico, reforçando busca, redes sociais e pesquisa por IA.

Miragem

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Miragem

Trilha sonora oficial

Uma seleção criada para acompanhar a atmosfera, os personagens e os caminhos desta obra.

Abrir no Spotify
Ir para o carrinho
Mercado de Miragem

Leve um fragmento deste universo

Escolha a arte, confira a disponibilidade e adicione o produto ao carrinho sem sair da experiência.

Nenhum livro físico está disponível neste universo.
Relíquias da Obra

Adquira Relíquias da Obra e deixe sua marca registrada, criando valor ao item!

Aguardando Aprovação do Autor
Aguardando grupo autoral Miragem Escolha uma Relíquia e envie uma proposta de aquisição, mesmo antes da ativação.
100Relíquias
0Titulares
0 Passagens
Central de RelíquiasDescubra coleções de outros universos e obras.
ver todas
Capítulo 5 carregado no app · 1 livro conectado 1/1
Abrir leitor completo

Capítulos disponíveis para continuar a leitura.

Capítulos de Miragem

Todos os capítulos 24 disponíveis

Donos de Relíquias

0 titulares

Nenhuma Relíquia desta obra foi adquirida ainda. Seja o primeiro a eternizar seu nome no acervo oficial!

Conhecer as 100 Relíquias

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Entrar para resenhar

Posses do livro

0 Leitores com posse
0 Unidades registradas

Nenhuma posse foi registrada publicamente para esta edição.

Adicionais do Universo

Visual ClássicoAbra a leitura editorial, no estilo de uma página de livro
ler
Visual AuroraApresentação imersiva do universo da obra
abrir