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#Desafio229Flor que Floresce
Para Eliz, que inspira luz em cada instante.
Em cada gesto,
gemidos de lira.
Em cada giro,
um verso delira.
Beleza em curvas,
cintila, convoca,
brilha, bendiz,
com olhar provoca.
Reflete a essência,
profunda, tão rara,
de quem ousa vê-la,
de quem se declara.
É presença,
é perfume,
é riso,
é encanto.
Força fluida,
feito fogo e vento,
suave, severa,
enxuga o tormento.
Cicatrizes cantam
canções doloridas,
mostrando ternura,
curando feridas.
Flor que floresce
no fundo das fendas,
raio que rasga
as noites tremendas.
Afrodite? Hera?
Não: mais que humana.
Eliz é chama:
a musa que emana.
Calíope em carne,
cria poesia,
arrasta desejos
na noite e no dia.
Entre mito e vida,
entrega total:
presente que pulsa,
amor sem igual.
Crs Ribeiro
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#Desafio 228
No Jardim Dela
No coração,
feitiços e sonhos.
Flores fechadas,
pétalas de curiosidade,
folhas de silêncio
que sussurram mundos.
Olhos que devoram livros,
segredos ainda não ditos,
pulsando em cada página.
Amizades: rios claros.
Afetos: estrelas no peito.
Esperam a hora de brilhar.
E eu, Mãe,
árvore antiga,
sombra, presença.
Espero o tempo,
o instante de acender.
Espero o florescer
no meu colo:
chão firme, nunca cerca.
Crs Ribeiro
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Genteeeeem! Esse meu amigo é demais!!!
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#Desafio 226
#
BEIJOS QUE FAZEM SENTIDOS
Visão
Tua boca… se aproxima.
Se aproxima.
Meus olhos… ardem.
Ardem de te ver.
Teu lábio inferior, carnudo,
brilha, fruta proibida.
A distância entre nós:
um fio.
Fio que vibra,
fio que arrebenta.
Quando rompe,
meu corpo já não é o mesmo.
Nunca mais.
Olfato
O cheiro da tua pele… me invade.
Invade antes do toque.
Calor.
Suor.
Traço de pele queimada pelo desejo.
Selvagem.
Teu.
Convite.
Ameaça.
Eu respiro… e já é demais.
Tato
Então… o toque.
Minha pele… arrepia.
Cada poro… pede mais.
Meus seios reagem antes de mim,
rígidos, apontando,
sabendo.
Sabendo onde tua mão
ou tua língua
vão chegar.
Respiro.
Sinto.
Entrego.
Ondas.
Ondas que explodem.
Paladar
Te provo.
Sal.
Noite.
Promessa… de perdição.
Tua língua brinca.
Comanda.
Invade.
Retira.
Retorna.
Invade de novo.
Fode minha boca que responde,
avida,
rebola,
sempre contra a tua.
Audição
O som… é explícito:
molhado, urgente.
Ahhh…
Ahhh…
Gemidos…
escorrem
entre teus dentes.
A umidade escorre,
escandalosa,
denuncia minha fome.
A pressão aumenta.
Aumenta.
Tuas mãos prendem minha nuca.
Teu corpo… cola no meu.
Sabor profundo.
Mais sujo.
Mais nosso.
Tua língua… me toma inteira.
Teu beijo… me engole.
Me engole.
Sem piedade.
Me arqueio.
Me entrego.
Gozo.
Antes… do fim.
Gozo… na tua boca.
No som.
No gosto.
No toque.
No cheiro.
Na visão… de ti.
E percebo, arfando,
que todo o meu corpo
agora é teu idioma.
Meu idioma.
Crs Ribeiro
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#Desafio 223
Rios Soltos, Mesmo Leito
Não há posse,
não há vassalagem.
Nem corpo,
nem desejo.
Somos rios soltos,
colidindo,
rasgando,
abraçando o mesmo chão.
Mordeste o silêncio.
Doeu.
Aceitou que o amor arde
em fogueiras distintas
e ainda aquece o mesmo leito.
Tua mão na minha, agora,
não prende.
Explora, explode,
sente o sangue,
a vida nua
escorrendo entre nós.
Amor:
visível, cortante,
a olho nu,
tão claro que cega.
E, inteira,
te digo:
a liberdade que fere
é a que gruda,
não larga,
não morre:
nos mantém.
Crs Ribeiro
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