#Desafio 185
Mente viajante
mãos intrometidas
quadril impaciente
movimentos oscilantes:
constantes.
Urgência ritmada
pernas aturdidas
abalo convulsivo
gozo alucinado
calor relaxante…
Sorriso satisfeito:
consumida.
Assim começa
e assim termina
mais uma noite
querendo você.
Crs Ribeiro
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#Desafio 184
Coração sem norte
bate em desalinho
no peito
onde a sorte
desaprendeu o caminho.
O pêndulo
(frouxo)
oscila
entre o querer que queima
e o temer que paralisa.
Minhas rotas:
borradas
falham
em traços dispersos
desenhados por dedos trêmulos
num vidro
embaçado de dúvidas.
No meio do voo
abandonei minhas asas
por impulso
por susto
por poesia.
Girei em falso
num céu de cacos
onde nenhuma estrela
permanece.
Mas há um fio
tênue
teimoso
que não se parte no vendaval.
Não há névoa
nos olhos da minha alma.
Eles seguem:
verdes
nítidos
obstinados.
o único par que me enxerga
sem disfarces
que me acolhe
quando sou espinho.
Esse olhar
me ancora
me amarra no chão
me acende
me aflora
me refaz
em canção.
E eu cubro de volta
sem medo
sem fuga:
me aquieto
no amor.
Sempre vou.
Crs Ribeiro
Coração sem norte
bate em desalinho
no peito
onde a sorte
desaprendeu o caminho.
O pêndulo
(frouxo)
oscila
entre o querer que queima
e o temer que paralisa.
Minhas rotas:
borradas
falham
em traços dispersos
desenhados por dedos trêmulos
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embaçado de dúvidas.
No meio do voo
abandonei minhas asas
por impulso
por susto
por poesia.
Girei em falso
num céu de cacos
onde nenhuma estrela
permanece.
Mas há um fio
tênue
teimoso
que não se parte no vendaval.
Não há névoa
nos olhos da minha alma.
Eles seguem:
verdes
nítidos
obstinados.
o único par que me enxerga
sem disfarces
que me acolhe
quando sou espinho.
Esse olhar
me ancora
me amarra no chão
me acende
me aflora
me refaz
em canção.
E eu cubro de volta
sem medo
sem fuga:
me aquieto
no amor.
Sempre vou.
Crs Ribeiro
#Desafio 183
A balança entre nós
Se encontraram uma vez,
na esquina torta do destino
um com o peito pra dentro,
outra, querendo colo divino.
Ele pesava o mundo em silêncio,
ela gritava com olhos de luz.
Ele: introspecto,
ela: explosão que seduz.
Na balança dos dois,
não havia medida justa:
ela queria mimo,
ele, caverna e busca.
Amaram-se num relâmpago,
que cortou o tempo em dois.
Ela queria ser tocada com palavras,
ele, calava depois.
Ela: sobrecarga de afeto.
Ele: superproteção.
Dois excessos opostos,
dançando na contramão.
Ela queria atenção inteira,
ele, amar sem se expor.
Dois pesos de uma moeda,
que só gira na dor.
Hoje, ele carrega suas culpas,
feito pedra na alma, discreto.
Ela finge não doer, mas chora
por um abraço completo.
A balança nunca equilibra
quando um ama em silêncio
e o outro em voz alta demais.
Mas ainda assim, ambos pesam:
no mesmo coração,
em lados opostos
do cais.
Crs Ribeiro
A balança entre nós
Se encontraram uma vez,
na esquina torta do destino
um com o peito pra dentro,
outra, querendo colo divino.
Ele pesava o mundo em silêncio,
ela gritava com olhos de luz.
Ele: introspecto,
ela: explosão que seduz.
Na balança dos dois,
não havia medida justa:
ela queria mimo,
ele, caverna e busca.
Amaram-se num relâmpago,
que cortou o tempo em dois.
Ela queria ser tocada com palavras,
ele, calava depois.
Ela: sobrecarga de afeto.
Ele: superproteção.
Dois excessos opostos,
dançando na contramão.
Ela queria atenção inteira,
ele, amar sem se expor.
Dois pesos de uma moeda,
que só gira na dor.
Hoje, ele carrega suas culpas,
feito pedra na alma, discreto.
Ela finge não doer, mas chora
por um abraço completo.
A balança nunca equilibra
quando um ama em silêncio
e o outro em voz alta demais.
Mas ainda assim, ambos pesam:
no mesmo coração,
em lados opostos
do cais.
Crs Ribeiro
#Desafio182
Se é pra ter um amigo imaginário…
Papo com Drummond
Ah, Carlos, andei trocando confidências com o silêncio e ele sussurrou teu nome.
Diz que você ainda acredita em anjos, mesmo os de asas tortas.
Eu também. Mas confesso: às vezes eu os alimento de desespero e café preto.
Viraram criaturas noturnas, amantes da dúvida.
E a seta? Ah, errou feio.
Mas vai ver era pra errar mesmo.
Vai ver errar é o novo acertar.
Fica tranquilo, tá?
Mesmo que o coração aperte como calça jeans lavada,
mesmo que a vida nos balance como rede velha em dia de vendaval,
o meu peito ainda abriga.
Cabe o mundo, tua tristeza, e até o estalo seco de quem nos quebra por esporte.
Coração de mulher, Carlos, é mistura de construção e demolição.
A gente tira os escombros dançando.
E ainda planta flor entre os entulhos.
Porque fé aqui é planta daninha: brota até em concreto.
Acredito sim. Acredita comigo?
Que o anjo bom já enrolou o outro num lençol pesado,
amarrou uma pedra no pescoço e mandou pro fundo.
A ferida lateja, mas já tem cheiro de cura. Tem gosto de amanhã.
Vem comigo, Drummond.
Você se enganou. E tudo bem, acontece até com os poetas.
Os suicidas não estavam certos.
A vida é crua, mas é banquete.
Vamos brindar à dor com conhaque e gargalhada.
Vamos nos perder entre estantes e hashtags.
Nos despir de ego e de medo.
Vamos chorar em verso, amar em caixa alta.
Porque, você sabe, melhor que ninguém , o tempo não é pão para guardar.
É vinho para derramar.
Vamos amar, Carlos.
Com todas as letras.
Crs Ribeiro
Se é pra ter um amigo imaginário…
Papo com Drummond
Ah, Carlos, andei trocando confidências com o silêncio e ele sussurrou teu nome.
Diz que você ainda acredita em anjos, mesmo os de asas tortas.
Eu também. Mas confesso: às vezes eu os alimento de desespero e café preto.
Viraram criaturas noturnas, amantes da dúvida.
E a seta? Ah, errou feio.
Mas vai ver era pra errar mesmo.
Vai ver errar é o novo acertar.
Fica tranquilo, tá?
Mesmo que o coração aperte como calça jeans lavada,
mesmo que a vida nos balance como rede velha em dia de vendaval,
o meu peito ainda abriga.
Cabe o mundo, tua tristeza, e até o estalo seco de quem nos quebra por esporte.
Coração de mulher, Carlos, é mistura de construção e demolição.
A gente tira os escombros dançando.
E ainda planta flor entre os entulhos.
Porque fé aqui é planta daninha: brota até em concreto.
Acredito sim. Acredita comigo?
Que o anjo bom já enrolou o outro num lençol pesado,
amarrou uma pedra no pescoço e mandou pro fundo.
A ferida lateja, mas já tem cheiro de cura. Tem gosto de amanhã.
Vem comigo, Drummond.
Você se enganou. E tudo bem, acontece até com os poetas.
Os suicidas não estavam certos.
A vida é crua, mas é banquete.
Vamos brindar à dor com conhaque e gargalhada.
Vamos nos perder entre estantes e hashtags.
Nos despir de ego e de medo.
Vamos chorar em verso, amar em caixa alta.
Porque, você sabe, melhor que ninguém , o tempo não é pão para guardar.
É vinho para derramar.
Vamos amar, Carlos.
Com todas as letras.
Crs Ribeiro
#Desafio 181
Hoje é dia de Beleza!
Hoje é dia de Beleza!
#Desafio 180
O dia nasce
em azul intenso
e mesmo assim,
não é belo.
Caminhar
é desejo:
perder-me
de mim,
ser consumida.
Despedaçada,
desapareço.
Para nunca mais
pertencer.
Nem a mim,
nem à tortura insana
dos meus pensamentos.
E então,
sinto
uma espécie
de liberdade.
Não mais
(in)existo.
Crs Ribeiro
O dia nasce
em azul intenso
e mesmo assim,
não é belo.
Caminhar
é desejo:
perder-me
de mim,
ser consumida.
Despedaçada,
desapareço.
Para nunca mais
pertencer.
Nem a mim,
nem à tortura insana
dos meus pensamentos.
E então,
sinto
uma espécie
de liberdade.
Não mais
(in)existo.
Crs Ribeiro
#Desafio 178
Vi seu amor
tornando-se palpável.
Tão intenso, voraz e belo!
Perdoe-me, sentia medo...
Pensava que um sentimento assim
só acontecia em sonhos,
em páginas de encantamento,
ou em telas enamoradas.
Ensina-me a me entregar?
Sinto o mesmo, não posso negar…
Quero me rasgar, explodir, confiar.
Desejo pertencer a você
em toda e qualquer vez
que me faz res-pirar.
Eis as suas chaves.
Adentre, aposse
faça de mim o seu lar!
Crs Ribeiro
輦⛵️
Vi seu amor
tornando-se palpável.
Tão intenso, voraz e belo!
Perdoe-me, sentia medo...
Pensava que um sentimento assim
só acontecia em sonhos,
em páginas de encantamento,
ou em telas enamoradas.
Ensina-me a me entregar?
Sinto o mesmo, não posso negar…
Quero me rasgar, explodir, confiar.
Desejo pertencer a você
em toda e qualquer vez
que me faz res-pirar.
Eis as suas chaves.
Adentre, aposse
faça de mim o seu lar!
Crs Ribeiro
輦⛵️
#Desafio177
Ah! Mar…
A contemplar-te,
passaria a vida…
Mas travessa sou,
e mergulhei os pés
na tola inocência
de só me refrescar.
Segura,
por saber nadar…
Mas águas
assim tão quentes
amolecem a gente,
entorpecem a mente,
levam a desejar.
Ondas,
correntes,
vertigens.
Não há pés no chão,
nem vontade ereta,
que barreira imponham
ao teu querer ardente.
Entregar-me é certo:
já não tenho medo.
Afogar?
Talvez.
E, para esse risco
sem mapa nem margem,
meu grito é incêndio:
“Engole-me inteira!”
Crs Ribeiro
Ah! Mar…
A contemplar-te,
passaria a vida…
Mas travessa sou,
e mergulhei os pés
na tola inocência
de só me refrescar.
Segura,
por saber nadar…
Mas águas
assim tão quentes
amolecem a gente,
entorpecem a mente,
levam a desejar.
Ondas,
correntes,
vertigens.
Não há pés no chão,
nem vontade ereta,
que barreira imponham
ao teu querer ardente.
Entregar-me é certo:
já não tenho medo.
Afogar?
Talvez.
E, para esse risco
sem mapa nem margem,
meu grito é incêndio:
“Engole-me inteira!”
Crs Ribeiro
#Desafio 176
Incêndio em Sussurros
Arrepios caminham por mim:
sabem teu nome.
Te olho
e tua boca não precisa dizer,
teu olhar já me manda despir.
Levanta minha saia
antes do pensamento.
Tens a urgência dos intensos.
Me rouba
com violência delicada,
com ternura que morde
e olhos que pedem mais
do que a fala ousa.
Teus lábios,
grossos como promessas não feitas,
se encaixam nos meus:
nosso pecado consentido.
Tua língua desce,
sem mapa, sem rumo.
Vai fundo no pescoço,
lambe o medo,
me despe de história.
Me rebatiza com saliva,
me escreve com gemidos:
sou teu poema
entre espasmos nada sacros.
Mãos despudoradas,
feito culpa boa,
moldam meus seios
erguem altar.
Teus dedos me procuram,
me invadem com loucura,
descobrem cada curva,
mistério que se entrega.
Calcinha encharcada
de intenções não ditas.
Palavras que não se falam
em voz alta
(mas a gente diz).
Teu fogo derrete meu juízo.
Teu corpo me encontra
no exato segundo
em que minha língua
te silencia de prazer.
Sou tua.
Aberta.
Molhada de coragem.
Espalhas
meus joelhos no lençol,
me lês com digitais,
página por página,
gemido por entrelinha.
Toco tua nuca.
Entre um beijo e outro,
te escapa a confissão.
Goza comigo
com pressa,
com fúria.
E dentro do gozo,
te escrevo.
Te tomo.
Te invento.
Me queimo.
E me deixo tremer.
Crs Ribeiro
Incêndio em Sussurros
Arrepios caminham por mim:
sabem teu nome.
Te olho
e tua boca não precisa dizer,
teu olhar já me manda despir.
Levanta minha saia
antes do pensamento.
Tens a urgência dos intensos.
Me rouba
com violência delicada,
com ternura que morde
e olhos que pedem mais
do que a fala ousa.
Teus lábios,
grossos como promessas não feitas,
se encaixam nos meus:
nosso pecado consentido.
Tua língua desce,
sem mapa, sem rumo.
Vai fundo no pescoço,
lambe o medo,
me despe de história.
Me rebatiza com saliva,
me escreve com gemidos:
sou teu poema
entre espasmos nada sacros.
Mãos despudoradas,
feito culpa boa,
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me invadem com loucura,
descobrem cada curva,
mistério que se entrega.
Calcinha encharcada
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Palavras que não se falam
em voz alta
(mas a gente diz).
Teu fogo derrete meu juízo.
Teu corpo me encontra
no exato segundo
em que minha língua
te silencia de prazer.
Sou tua.
Aberta.
Molhada de coragem.
Espalhas
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Toco tua nuca.
Entre um beijo e outro,
te escapa a confissão.
Goza comigo
com pressa,
com fúria.
E dentro do gozo,
te escrevo.
Te tomo.
Te invento.
Me queimo.
E me deixo tremer.
Crs Ribeiro