Sedução
Uma diaba,
Em pele de seda,
Com ar de inocência,
Aspirante a realeza.
Acordou assanhada,
A vontade,
Aflorada na libido.
Têm uma fome selvagem,
Que a invade… (É seu ciclo!)
Arruma-se, perfuma-se,
Joga de lado os cabelos enrolados.
Sensualismo à flor da pele!
Morde os lábios com malícia,
Contornando-os com a língua,
Lambe de leve os dentes,
Mirando-o, se insinuando…
Seduzindo-o livremente.
Cruza as pernas com leveza,
Mostrando muita delicadeza.
Solta o calcanhar do scarpim
Com a habilidade de uma princesa.
Faz biquinho de beijo
E carinha de donzela indefesa.
Essa é sua deixa de arremate:
Cheque mate!
Soldado abatido em combate.
Tem fúria na luxúria que exala,
Convida com o esmero de uma lady
Seduz com uma destreza safada.
Reduz o príncipe a servo,
Preso no desejo
De invadir seu castelo.
O requinte da conquista
Tem instinto animal,
O fogo que queima,
Arde na cama
Inflama o quarto,
Seus corpos…
Põe tudo em chamas.
O desejo os invade!
Não há ganhador ou perdedor,
No amor, a paixão é quem ganha,
Aliás, os abate.
MarU
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A leveza
(011 de 365)
*Para o poema a seguir, eu sugiro o seguinte: Em algum lugar desse post, eu inseri o vídeo de uma música chamada "Cantabile", de um pianista de jazz chamado Michel Peteucciani. Coloquem para ouvir, e, depois que começar, leiam o poema... Foi assim que o fiz, e percebi que, sem a conexão com a música, o poema muda um pouco o clima...
O vídeo é de 1998, uma de suas últimas apresentações.
******
Brumas que se movem sobre a superfície,
Dançante união dos três mundos de Escher,
Flutuando no sal que há demais no Morto.
O sal.
Passos que flutuam sobre a areia clara,
Elefantes que se movem nas pontas dos dedos,
Abanando as orelhas aos ventos do sul.
O sul.
Sombras que se apoiam nas copas das árvores,
Árvores ao vento, a balançar, fugazes.
Folhas que planam e secam sob o sol.
O sol.
Cores que se mesclam a dançar nas nuvens.
Olhos que repousam sobre a sombra fresca.
Asas abertas a siar no cio.
O cio.
Nuvens que naufragam no azul celeste,
Horizonte de eventos de onde não há mais volta.
Almas de dois amantes a galgar o céu.
O céu.
******
Michael Peteucciani foi um pianista de jazz, um dos mais notáveis da sua geração. Ele nasceu com uma deformidade chamada "Síndrome dos ossos de vidro", que causa fragilidade óssea e impede o crescimento. Ele chegava a quebrar as falanges dos dedos ao tocar piano. Apesar disso, sempre superou a dor, e, usando um piano adaptado ao seu tamanho, nos deu interpretações maravilhosas como "Cantabile".
No último dia 06, rememoramos 26 anos de sua morte; morreu aos 38 anos, por complicações da síndrome.
(011 de 365)
*Para o poema a seguir, eu sugiro o seguinte: Em algum lugar desse post, eu inseri o vídeo de uma música chamada "Cantabile", de um pianista de jazz chamado Michel Peteucciani. Coloquem para ouvir, e, depois que começar, leiam o poema... Foi assim que o fiz, e percebi que, sem a conexão com a música, o poema muda um pouco o clima...
O vídeo é de 1998, uma de suas últimas apresentações.
******
Brumas que se movem sobre a superfície,
Dançante união dos três mundos de Escher,
Flutuando no sal que há demais no Morto.
O sal.
Passos que flutuam sobre a areia clara,
Elefantes que se movem nas pontas dos dedos,
Abanando as orelhas aos ventos do sul.
O sul.
Sombras que se apoiam nas copas das árvores,
Árvores ao vento, a balançar, fugazes.
Folhas que planam e secam sob o sol.
O sol.
Cores que se mesclam a dançar nas nuvens.
Olhos que repousam sobre a sombra fresca.
Asas abertas a siar no cio.
O cio.
Nuvens que naufragam no azul celeste,
Horizonte de eventos de onde não há mais volta.
Almas de dois amantes a galgar o céu.
O céu.
******
Michael Peteucciani foi um pianista de jazz, um dos mais notáveis da sua geração. Ele nasceu com uma deformidade chamada "Síndrome dos ossos de vidro", que causa fragilidade óssea e impede o crescimento. Ele chegava a quebrar as falanges dos dedos ao tocar piano. Apesar disso, sempre superou a dor, e, usando um piano adaptado ao seu tamanho, nos deu interpretações maravilhosas como "Cantabile".
No último dia 06, rememoramos 26 anos de sua morte; morreu aos 38 anos, por complicações da síndrome.
Ela caminha descalça.
Seus pés já conhecem
o pavimento.
Ela caminha
com o coração
atravessado na garganta,
e no peito uma canção
de destroçados sentimentos...
Ela caminha linda.
Pé-ante-pé de quem sabe
que a majestade advinda
não se compra,
nem se engana,
nem se cria.
É chuva que encharca os sentidos.
É pra poucos, que se igualam
esbaldando-se loucos
na água fria.
E o caminhar decidido
é seu grito contido
de não saber qual horizonte
buscar;
Mas sabe que o caminho em frente
será pavimentado diferente:
plantando carinhosamente
cada pedra-semente
recebidas em lições
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 011
Seus pés já conhecem
o pavimento.
Ela caminha
com o coração
atravessado na garganta,
e no peito uma canção
de destroçados sentimentos...
Ela caminha linda.
Pé-ante-pé de quem sabe
que a majestade advinda
não se compra,
nem se engana,
nem se cria.
É chuva que encharca os sentidos.
É pra poucos, que se igualam
esbaldando-se loucos
na água fria.
E o caminhar decidido
é seu grito contido
de não saber qual horizonte
buscar;
Mas sabe que o caminho em frente
será pavimentado diferente:
plantando carinhosamente
cada pedra-semente
recebidas em lições
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 011
#
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 010
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 010
Laços
Era verão,
virou paixão.
Foram tantas primaveras…
em amor e comunhão.
Foi temporal,
virou tempestades.
Fortes ventos
quase nos levaram,
mas somos predestinados
e nos tornamos mais fortes.
Renova minhas forças,
apertando os laços.
O amor merece
todas as chances
para permanecer lado a lado.
Não falo de romance,
mas é necessário!
Para mantermos acesa a chama
do que nos uniu no passado.
Após a tormenta,
já se vê o arco-íris.
A tempestade cessou!
Outro verão começou.
Permanecemos…
Resistimos a tudo.
Renova minhas forças,
nossas forças.
Aperta bem nossos laços.
Nosso amor merece
todas as chances,
só precisamos nos manter
lado a lado.
Te amo!
MarU
Era verão,
virou paixão.
Foram tantas primaveras…
em amor e comunhão.
Foi temporal,
virou tempestades.
Fortes ventos
quase nos levaram,
mas somos predestinados
e nos tornamos mais fortes.
Renova minhas forças,
apertando os laços.
O amor merece
todas as chances
para permanecer lado a lado.
Não falo de romance,
mas é necessário!
Para mantermos acesa a chama
do que nos uniu no passado.
Após a tormenta,
já se vê o arco-íris.
A tempestade cessou!
Outro verão começou.
Permanecemos…
Resistimos a tudo.
Renova minhas forças,
nossas forças.
Aperta bem nossos laços.
Nosso amor merece
todas as chances,
só precisamos nos manter
lado a lado.
Te amo!
MarU
Eu deixarei que cresça em mim,
A necessidade de amar
Uma única pessoa.
Deixarei que seja, meu destino,
O desejo de me ver,
Na luz do seu olhar,
Enquanto tua voz, canta,
Em todo canto do meu ser.
Eu deixarei os teus sorrisos,
Me alagarem como mar bravio,
Enquanto leio a gargalhada
Que saiu de ti, e me completa a vida.
Eu deixarei que saia de mim,
Todo aquele calor,
Que vai acompanhado do meu toque
Sereno, que vaga pela tua pele,
Tão linda, tão tua, tão desejo meu.
Eu deixarei tua cabeça pousar,
No regaço dos meus abraços,
No compasso, das batidas do meu coração,
E no meu amor, tão seu, quanto eu.
Eliz Leão
A necessidade de amar
Uma única pessoa.
Deixarei que seja, meu destino,
O desejo de me ver,
Na luz do seu olhar,
Enquanto tua voz, canta,
Em todo canto do meu ser.
Eu deixarei os teus sorrisos,
Me alagarem como mar bravio,
Enquanto leio a gargalhada
Que saiu de ti, e me completa a vida.
Eu deixarei que saia de mim,
Todo aquele calor,
Que vai acompanhado do meu toque
Sereno, que vaga pela tua pele,
Tão linda, tão tua, tão desejo meu.
Eu deixarei tua cabeça pousar,
No regaço dos meus abraços,
No compasso, das batidas do meu coração,
E no meu amor, tão seu, quanto eu.
Eliz Leão
Amo atemporalmente.
Não conto o sentimento
pela passagem das luas,
ou pelo canto das marés.
Conto pelo encanto.
Encanta-me a lua,
encanta-me o mar,
encanta-me o sol,
encanta-me o céu.
Encontro-me ali:
no canto da eternidade,
da mescla das luzes.
Encontro-nos também.
O encanto do nosso
recanto.
É pleno,
é cósmico.
É nosso.
Constelações
complementares.
Então,
na rota da nossa
rotação,
brilho em constatação:
Seremos eternos pulsares.
Alberto Busquets.
#Desafio 009
Não conto o sentimento
pela passagem das luas,
ou pelo canto das marés.
Conto pelo encanto.
Encanta-me a lua,
encanta-me o mar,
encanta-me o sol,
encanta-me o céu.
Encontro-me ali:
no canto da eternidade,
da mescla das luzes.
Encontro-nos também.
O encanto do nosso
recanto.
É pleno,
é cósmico.
É nosso.
Constelações
complementares.
Então,
na rota da nossa
rotação,
brilho em constatação:
Seremos eternos pulsares.
Alberto Busquets.
#Desafio 009
O tempo não passa ligeiro
com essa distância pesada.
O relógio perdeu os ponteiros?
A ampulheta foi esvaziada?
Eu sigo, sentindo seu cheiro;
persigo a saudade danada.
Eu sigo, seguindo certeiro:
quero essa união aguardada!
Do tempo, encontrarei a porteira;
da beira, me livrarei do cansaço.
No rio que a paixão corre inteira
navegarei até não ter saída:
nesta e em qualquer outra vida
eu só atracarei em seus braços!
com essa distância pesada.
O relógio perdeu os ponteiros?
A ampulheta foi esvaziada?
Eu sigo, sentindo seu cheiro;
persigo a saudade danada.
Eu sigo, seguindo certeiro:
quero essa união aguardada!
Do tempo, encontrarei a porteira;
da beira, me livrarei do cansaço.
No rio que a paixão corre inteira
navegarei até não ter saída:
nesta e em qualquer outra vida
eu só atracarei em seus braços!
A Viagem - microconto
(009 de 365)
De repente, levantou-se da cama. Há muito não sentia o chão sob os pés. Andou sem dor; alcançou na mesa uma foto. Olhou para a cama, lar dos últimos anos, onde a foto chorava. Por fim, viu a sombra de uma velha conhecida o chamar da janela, e, sem medo, deu-lhe o braço rumo à longa viagem.
(009 de 365)
De repente, levantou-se da cama. Há muito não sentia o chão sob os pés. Andou sem dor; alcançou na mesa uma foto. Olhou para a cama, lar dos últimos anos, onde a foto chorava. Por fim, viu a sombra de uma velha conhecida o chamar da janela, e, sem medo, deu-lhe o braço rumo à longa viagem.
When Universe Converges
When Universe converges
Composes
Into a single being
And her eyes go through deep
In search
Of one's mysteries
And her hair is enthralled
In light
Gentle subtle strings
And her smile shines bright
Resumes
The vast stars to see
When Universe converges
Conspires
Into a single being
And her hand helps to stand
Against
All difficulties
And her breath whispers love
Warm breeze
Fills delightful dreams
And her mouth pays no mind
So kind
Breaks down dreams to be
When Universe converges
Emerges
Into a single being...
... A poem is born
For eternity.
Alberto Busquets.
#Desafio 007
When Universe converges
Composes
Into a single being
And her eyes go through deep
In search
Of one's mysteries
And her hair is enthralled
In light
Gentle subtle strings
And her smile shines bright
Resumes
The vast stars to see
When Universe converges
Conspires
Into a single being
And her hand helps to stand
Against
All difficulties
And her breath whispers love
Warm breeze
Fills delightful dreams
And her mouth pays no mind
So kind
Breaks down dreams to be
When Universe converges
Emerges
Into a single being...
... A poem is born
For eternity.
Alberto Busquets.
#Desafio 007