#Desafio 225
*Como ourives*
Quando você chegar,
quero olhar
nos seus olhos
de universo…
e me enxergar
no cosmos
da sua alma
em verso.
Decorar suas linhas,
suas cores…
desfrutar dos seus gostos,
saber seus sabores.
Quero, com calma,
viver o momento…
e o inverso, intenso.
E, sem pressa nenhuma,
te ler como poema,
com um coração
que sabe reconhecer-se
em outro (eco)sistema.
À luz da lua,
noite adentro,
quero mapear
os desenhos
na tua íris,
reagindo a cada
sensação…
a cada
sentimento.
Decorar cada nuance
no teu semblante,
refletindo luzes
e cores vibrantes,
diferentes
a cada mínimo
movimento.
E, como ourives,
confeccionarei
uma joia
inesquecível
de olhar.
Será nosso elo
este momento…
a pupila expandindo
e nossos olhos
refletindo
um ao outro,
dentro.
E, em silêncio,
saberemos
termos encontrado
nosso lugar.
MarU
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Mar.U
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#Desafio 224
*Por tudo que há de sagrado*
Aos poderes da água,
do vento, da alma…
Aos ventos intensos,
que bagunçam e acalmam…
Ao firmamento,
apelo sem pausa.
E por tudo que arde aqui dentro,
ergo meu protesto,
contra um sentimento,
que me toma e me arrasta.
Por tudo que penso sem querer,
que entrego ao desejo sem perceber…
Renego a mim mesma,
evitando o sofrer…
e sofro, botando tudo a perder.
Por tudo que há de sagrado,
não quero arder neste pecado!
Penso em partir, sem deixar rastro…
e penso também em ficar aqui
e ver como me saio.
Se ao menos a lua
atendesse meu recado?
Se os deuses me provessem a cura
para este coração desvairado?
Se o saber coubesse no conter,
e não pudesse ser transbordado!
Se existisse uma brecha
no tempo e espaço…
Aqui dentro,
iria viver com um coração libertado…
sem perder mais tempo,
contendo os sentimentos
mantendo-os guardados.
MarU
*Por tudo que há de sagrado*
Aos poderes da água,
do vento, da alma…
Aos ventos intensos,
que bagunçam e acalmam…
Ao firmamento,
apelo sem pausa.
E por tudo que arde aqui dentro,
ergo meu protesto,
contra um sentimento,
que me toma e me arrasta.
Por tudo que penso sem querer,
que entrego ao desejo sem perceber…
Renego a mim mesma,
evitando o sofrer…
e sofro, botando tudo a perder.
Por tudo que há de sagrado,
não quero arder neste pecado!
Penso em partir, sem deixar rastro…
e penso também em ficar aqui
e ver como me saio.
Se ao menos a lua
atendesse meu recado?
Se os deuses me provessem a cura
para este coração desvairado?
Se o saber coubesse no conter,
e não pudesse ser transbordado!
Se existisse uma brecha
no tempo e espaço…
Aqui dentro,
iria viver com um coração libertado…
sem perder mais tempo,
contendo os sentimentos
mantendo-os guardados.
MarU
#Desafio 223
*Criado mudo*
No criado mudo,
a luz no meu abajur
se tornou testemunha
da minha falha.
Sonhando acordada,
repassando
cada palavra
detalhada…
Querendo o impossível,
distante.
Não podendo
dar-se ao prazer…
relutante.
Enquanto tudo
me faz pensar
em você…
A cada instante.
MarU
*Criado mudo*
No criado mudo,
a luz no meu abajur
se tornou testemunha
da minha falha.
Sonhando acordada,
repassando
cada palavra
detalhada…
Querendo o impossível,
distante.
Não podendo
dar-se ao prazer…
relutante.
Enquanto tudo
me faz pensar
em você…
A cada instante.
MarU
#Desafio 222
*não nos meus sonhos*
Um pouco mais
do que pensa…
além da amizade,
contemplamento.
Admiração de verdade…
liberdade,
(mais do que mostro),
pensamentos.
E junto,
o medo de tomar liberdades
e bagunçar seus sentimentos.
Não devo,
não posso,
contenho.
Mas não em meus pensamentos,
não nos sonhos que invento…
Ali,
me entrego
e te tenho.
MarU
*não nos meus sonhos*
Um pouco mais
do que pensa…
além da amizade,
contemplamento.
Admiração de verdade…
liberdade,
(mais do que mostro),
pensamentos.
E junto,
o medo de tomar liberdades
e bagunçar seus sentimentos.
Não devo,
não posso,
contenho.
Mas não em meus pensamentos,
não nos sonhos que invento…
Ali,
me entrego
e te tenho.
MarU
#Desafio 221
*Bebida forte*
Um querer fervente na taça,
borbulha ardente,
a garganta me rasga.
Degusto experiente,
sendo novata.
Disfarço a dor,
como se não fosse nada.
Rindo displicente
com a taça em mãos,
provoco aos risos,
provando a paixão.
Ignoro o perigo,
saboreando meu vício,
me faço de forte
(seria pura sorte)…
nessa bebida forte,
não perder meu coração,
embriagado de paixão,
numa poção de feitiço.
MarU
*Bebida forte*
Um querer fervente na taça,
borbulha ardente,
a garganta me rasga.
Degusto experiente,
sendo novata.
Disfarço a dor,
como se não fosse nada.
Rindo displicente
com a taça em mãos,
provoco aos risos,
provando a paixão.
Ignoro o perigo,
saboreando meu vício,
me faço de forte
(seria pura sorte)…
nessa bebida forte,
não perder meu coração,
embriagado de paixão,
numa poção de feitiço.
MarU
#Desafio 220
*Sem juízo*
Às vezes,
meu coração me engana.
Se encanta,
se assanha,
me diz que te ama…
Um estranho sentimento
que se entranha
em meus pensamentos…
e vai crescendo,
ganhando terreno,
invadindo-me por dentro,
me ascendendo.
E, ascendendo labaredas,
vira chama de paixão.
Fervendo meu sangue nas veias,
aquecendo o sangue,
bombeando rápido
pelo meu corpo todo,
esse louco coração!
Me faz perder o juízo…
e, sem juízo,
me entrego.
MarU
*Sem juízo*
Às vezes,
meu coração me engana.
Se encanta,
se assanha,
me diz que te ama…
Um estranho sentimento
que se entranha
em meus pensamentos…
e vai crescendo,
ganhando terreno,
invadindo-me por dentro,
me ascendendo.
E, ascendendo labaredas,
vira chama de paixão.
Fervendo meu sangue nas veias,
aquecendo o sangue,
bombeando rápido
pelo meu corpo todo,
esse louco coração!
Me faz perder o juízo…
e, sem juízo,
me entrego.
MarU
#Desafio 219
*Alma lavada*
Corpo dói,
Alma pesada.
Ligo o chuveiro,
Deixo escorrer a água.
Na mente o dia repassa…
embaixo da água
não quero pensar em nada.
Olhar fixo num mesmo ponto,
dormindo acordada.
O corpo aos poucos relaxa.
Na cabeça, penetra cada pingo.
Do pescoço à garganta o nó desata,
sinto a calma amolecer os ombros,
descendo com a água pelos meus seios,
derretendo meus medos, escorro.
Na barriga orvalhada
não há mais o frio
na boca do estômago.
Tudo que me pesa, se encerra,
contornando meu umbigo,
abrindo com a água
três caminhos divididos,
entre as virilhas e meus pelos loiros.
A água que me penetra
decreta o fim do sofrimento
e o dia se fecha.
Sinto o frescor adentrando-me vãos,
a água nas minhas coxas é clara e limpa,
caminhando rápido nos joelhos,
abraçando panturrilhas, tornozelos...
Em cada fresta dos pés,
entre meus dedos…
alcançando o chão,
seu destino fora do meu corpo.
Em mim, agora…
perfumada, de alma lavada,
não quero mais nada,
além de descansar um pouco.
MarU
*Alma lavada*
Corpo dói,
Alma pesada.
Ligo o chuveiro,
Deixo escorrer a água.
Na mente o dia repassa…
embaixo da água
não quero pensar em nada.
Olhar fixo num mesmo ponto,
dormindo acordada.
O corpo aos poucos relaxa.
Na cabeça, penetra cada pingo.
Do pescoço à garganta o nó desata,
sinto a calma amolecer os ombros,
descendo com a água pelos meus seios,
derretendo meus medos, escorro.
Na barriga orvalhada
não há mais o frio
na boca do estômago.
Tudo que me pesa, se encerra,
contornando meu umbigo,
abrindo com a água
três caminhos divididos,
entre as virilhas e meus pelos loiros.
A água que me penetra
decreta o fim do sofrimento
e o dia se fecha.
Sinto o frescor adentrando-me vãos,
a água nas minhas coxas é clara e limpa,
caminhando rápido nos joelhos,
abraçando panturrilhas, tornozelos...
Em cada fresta dos pés,
entre meus dedos…
alcançando o chão,
seu destino fora do meu corpo.
Em mim, agora…
perfumada, de alma lavada,
não quero mais nada,
além de descansar um pouco.
MarU
#Desafio 218
*A verdade é um tédio*
Com um lápis na mão,
crio asas.
Visto a carapuça de vilã,
sou vira-casacas.
Me faço sem vergonha,
sou a vivant.
Não tenho amarras
entre o papel
e a palavra.
Eu crio minha própria história,
aprecio meus momentos de vitória.
Até fechar o caderno,
guardando minhas notas,
e desfazer meu belo castelo.
Retornar à realidade,
com requintes de crueldade.
Na vida real,
não há escapatória:
a verdade é um tédio.
MarU
*A verdade é um tédio*
Com um lápis na mão,
crio asas.
Visto a carapuça de vilã,
sou vira-casacas.
Me faço sem vergonha,
sou a vivant.
Não tenho amarras
entre o papel
e a palavra.
Eu crio minha própria história,
aprecio meus momentos de vitória.
Até fechar o caderno,
guardando minhas notas,
e desfazer meu belo castelo.
Retornar à realidade,
com requintes de crueldade.
Na vida real,
não há escapatória:
a verdade é um tédio.
MarU
Spoiller aqui, pode? Fui convidada para participar de um sarau num evento cultural dia 05/09 em Pinheiros-SP Ainda parece surreal pra mim. Querem detalhes?
#Desafio 217
*Elizandra*
Ela ainda é uma menina…
arteira, sapeca,
daquelas que roubam a cena,
moleca.
Uma menina, nada pequena,
imensa…
uma menina serena,
uma que reluz ao longe,
e resplandece…
uma menina luminescente
que encanta a todos com seu lumiar,
essa menina lunar,
que aprendeu a lutar contra tanto,
aprendeu a falar o que pensa com encanto.
Essa menina que sangra,
mas encara tudo,
mesmo com os olhos em pranto…
essa menina que segue amando.
Ela pode até crescer,
mas sem jamais deixar de ser
o calor que aquece a todos
com seu viver.
Essa menina mulher
está aniversariando.
E essa menina é você,
minha amiga, Elizandra.
Te amo!
MarU
*Elizandra*
Ela ainda é uma menina…
arteira, sapeca,
daquelas que roubam a cena,
moleca.
Uma menina, nada pequena,
imensa…
uma menina serena,
uma que reluz ao longe,
e resplandece…
uma menina luminescente
que encanta a todos com seu lumiar,
essa menina lunar,
que aprendeu a lutar contra tanto,
aprendeu a falar o que pensa com encanto.
Essa menina que sangra,
mas encara tudo,
mesmo com os olhos em pranto…
essa menina que segue amando.
Ela pode até crescer,
mas sem jamais deixar de ser
o calor que aquece a todos
com seu viver.
Essa menina mulher
está aniversariando.
E essa menina é você,
minha amiga, Elizandra.
Te amo!
MarU