#Desafio - 27
Um vazio
me afunda,
me puxa pra baixo
quase como uma força
gravitacional.
Me prende,
me preenche,
me enterra,
bem no fundo
da minha alma.
Onde dormem
os meus monstros,
e os meus piores
pesadelos.
Jusley Naiane
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Eder B. Jr.
SÓ
Dormir e sonhar
só
para te alcançar
Acordar,
só
para te amar.
Sou só,
mas só
tenho você.
O todo e
o nada
a me pertencer.
Jusley Naiane
Boa tarde!
Dormir e sonhar
só
para te alcançar
Acordar,
só
para te amar.
Sou só,
mas só
tenho você.
O todo e
o nada
a me pertencer.
Jusley Naiane
Boa tarde!
#Desafio 27
O Céu, em véus de nuvem,
ao amante replicou:
“Ah, Mar,
meu reflexo em espelho encantado,
em teus braços liquefeitos me conténs.
Meu destino é disperso,
sou vasto, mas nunca inteiro…
Teu sopro canta os ais que não me vêm
ecos da amplidão que te habitas.
És segredo que meu azul anseia:
profundo tal as dores que calamos.
Quisera ser gota, espuma, correnteza,
fundir-me ao teu ser,
perder-me no compasso de tuas marés.
E se me faço chuva,
é só para teu rosto tocar e ser em ti.
Minha vastidão é ilusão fugaz,
tua profundidade é que me sustenta.
Somos um, somos dois, somos mais:
ciclo eterno, sem inicio ou fim.
Em teu limite, descubro o meu lugar.
E mesmo grandes, infinitos,
é o amor que nos basta
no nascer e apagar de todo dia”
O Céu, em véus de nuvem,
ao amante replicou:
“Ah, Mar,
meu reflexo em espelho encantado,
em teus braços liquefeitos me conténs.
Meu destino é disperso,
sou vasto, mas nunca inteiro…
Teu sopro canta os ais que não me vêm
ecos da amplidão que te habitas.
És segredo que meu azul anseia:
profundo tal as dores que calamos.
Quisera ser gota, espuma, correnteza,
fundir-me ao teu ser,
perder-me no compasso de tuas marés.
E se me faço chuva,
é só para teu rosto tocar e ser em ti.
Minha vastidão é ilusão fugaz,
tua profundidade é que me sustenta.
Somos um, somos dois, somos mais:
ciclo eterno, sem inicio ou fim.
Em teu limite, descubro o meu lugar.
E mesmo grandes, infinitos,
é o amor que nos basta
no nascer e apagar de todo dia”
Um Dia a Dia à Dois
na manhã eu acorde
sentindo a brisa de teu respiro
à tarde, caiamos na cama
de conchinha
ouvindo os amares dos sonhos
anoitecendo
teçamos nosso próprio céu
ascendendo ofegantes
até ver estrelas
no atravessar dos dias
cultivemos a flor da pele
pois quando um amor cresce
os dias ficam cada vez menores.
na manhã eu acorde
sentindo a brisa de teu respiro
à tarde, caiamos na cama
de conchinha
ouvindo os amares dos sonhos
anoitecendo
teçamos nosso próprio céu
ascendendo ofegantes
até ver estrelas
no atravessar dos dias
cultivemos a flor da pele
pois quando um amor cresce
os dias ficam cada vez menores.
Foi com o riso solto
que ela me prendeu
fiz tudo
fui tudo
me joguei
o rio correu solto
até o mar e se perdeu
dei tudo
contudo
me afoguei
Edu Liguori
que ela me prendeu
fiz tudo
fui tudo
me joguei
o rio correu solto
até o mar e se perdeu
dei tudo
contudo
me afoguei
Edu Liguori
Sentimentos espessos
Pensamentos desconexos
Eu fiz mais um poema indigesto
Para expulsar essa agonia
Que me corrói os ossos
E me mata por dentro.
Jusley Naiane
Pensamentos desconexos
Eu fiz mais um poema indigesto
Para expulsar essa agonia
Que me corrói os ossos
E me mata por dentro.
Jusley Naiane
Trago em mim
a pobreza das palavras sozinhas.
E, por plena consciência
da inexistência de seus valores,
deito-as em leito de flores
vermelho-carmim.
Tenho em mim
a riqueza dos sentidos compostos.
E, perpassando a aparência
da falta de profundidade,
afundo o delicado leito
com palavras banais
em camadas abissais
de negrume sem fim.
À superfície de mim,
outrora palavras sem valor
agora tomam forma e cor
fugidias em fluidez e reflexos.
A beleza floral as decora,
espectros à distância sonora
caleidoscópio de sentidos complexos.
Mas seu correto valor
sempre dependerá
de quem for o leitor.
E esta sempre será
minha maior alegria.
E minha dor.
Alberto Busquets.
#Desafio 027
a pobreza das palavras sozinhas.
E, por plena consciência
da inexistência de seus valores,
deito-as em leito de flores
vermelho-carmim.
Tenho em mim
a riqueza dos sentidos compostos.
E, perpassando a aparência
da falta de profundidade,
afundo o delicado leito
com palavras banais
em camadas abissais
de negrume sem fim.
À superfície de mim,
outrora palavras sem valor
agora tomam forma e cor
fugidias em fluidez e reflexos.
A beleza floral as decora,
espectros à distância sonora
caleidoscópio de sentidos complexos.
Mas seu correto valor
sempre dependerá
de quem for o leitor.
E esta sempre será
minha maior alegria.
E minha dor.
Alberto Busquets.
#Desafio 027
ME AJUDEM A ESCOLHER UM NOME PARA ESTE POEMA
#Desafio 365 Dias (026 de 365)
Havia um amor miúdo no passeio;
Eu abaixei e o peguei, e o guardei,
Porque, talvez pudesse ser de proveito mais pra logo.
Não; não volto mais pra casa.
Cansei de estar sempre no ponto de partida.
Como podemos jogar fora, dia após dia,
Todos os passos que demos?
Hoje vou em frente.
Vou seguir adiante sem seguir ninguém.
Hoje vou andar devagar
Vou vagar deandar
Vou devoar.
Quando foi que nossas vidas viraram moscas?
Onde ficaram perdidos os bateres de asas de borboletas,
Tão calmos e de pouca ligeireza?
Em que esquina a vida passou a ser
rasante veloz de varejeira?
Ah! Hoje eu reparei num amor miúdo
Esquecido no canto da calçada,
Sem raízes nem frutos;
Atravessei seus sonhos como um espectro,
Sem saber que lhe fazia mal.
Nosso olhar só sabe olhar pra fora.
Hoje havia um amor miúdo
Pedindo esmolas de raios de sol em plena chuva.
Não tinha medo dos predadores que o cercavam,
Mas sabia que iria arder em febre até perecer.
Mas hoje pode ter sido ontem ou na vida passada, não sei;
A vida parou de andar como o ponteiro grande.
O ponteiro pequeno agora dá voltas como uma hélice de helicóptero.
E o ponteiro grande já virou digital, como a vida.
Na vida passada havia um amor miúdo
Em ruas que já não existem mais
Soletrando com dificuldade os pios das aves.
Melodia em andante Cantabile, para a qual
Não há pressa nem banda larga.
Quando foi que deixamos de piscar
Entre um sorriso e outro? Quando foi
Que as árvores pararam de dar sombras,
Que as estrelas pararam de nos dar desejos,
Que a vida parou de nos dar chances?
Ainda estou esperando,
Na curva, na chuva, na calçada.
Amor miúdo que sou, vejo outros eus passarem
Atravessando meu passado como espectros de alegria.
A toda velocidade.
#Desafio 365 Dias (026 de 365)
Havia um amor miúdo no passeio;
Eu abaixei e o peguei, e o guardei,
Porque, talvez pudesse ser de proveito mais pra logo.
Não; não volto mais pra casa.
Cansei de estar sempre no ponto de partida.
Como podemos jogar fora, dia após dia,
Todos os passos que demos?
Hoje vou em frente.
Vou seguir adiante sem seguir ninguém.
Hoje vou andar devagar
Vou vagar deandar
Vou devoar.
Quando foi que nossas vidas viraram moscas?
Onde ficaram perdidos os bateres de asas de borboletas,
Tão calmos e de pouca ligeireza?
Em que esquina a vida passou a ser
rasante veloz de varejeira?
Ah! Hoje eu reparei num amor miúdo
Esquecido no canto da calçada,
Sem raízes nem frutos;
Atravessei seus sonhos como um espectro,
Sem saber que lhe fazia mal.
Nosso olhar só sabe olhar pra fora.
Hoje havia um amor miúdo
Pedindo esmolas de raios de sol em plena chuva.
Não tinha medo dos predadores que o cercavam,
Mas sabia que iria arder em febre até perecer.
Mas hoje pode ter sido ontem ou na vida passada, não sei;
A vida parou de andar como o ponteiro grande.
O ponteiro pequeno agora dá voltas como uma hélice de helicóptero.
E o ponteiro grande já virou digital, como a vida.
Na vida passada havia um amor miúdo
Em ruas que já não existem mais
Soletrando com dificuldade os pios das aves.
Melodia em andante Cantabile, para a qual
Não há pressa nem banda larga.
Quando foi que deixamos de piscar
Entre um sorriso e outro? Quando foi
Que as árvores pararam de dar sombras,
Que as estrelas pararam de nos dar desejos,
Que a vida parou de nos dar chances?
Ainda estou esperando,
Na curva, na chuva, na calçada.
Amor miúdo que sou, vejo outros eus passarem
Atravessando meu passado como espectros de alegria.
A toda velocidade.
#Desafio 026
“Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro.
Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente.
Feliz aniversário!
@Albertobusquets
“Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro.
Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente.
Feliz aniversário!
@Albertobusquets
Quanto tempo temos nós?
O bastante para fazer o amor
pingar em cada verso,
mas nunca o suficiente
para conter o transbordar.
Quatros ou setes?
Longo ensaio,
um ensopado de sabedoria
num fogo que ainda mal ferveu.
Comprimentos que não se medem,
Onde há vidas que não se cabem,
e há esperanças que,
de tão leves,
desafiam o peso dos calendários.
O amor segue escorrendo,
entre o punhado de ontem
e o respirar do amanhã.
E nas suas mãos,
sempre algo novo
para espalhar pelo todo:
adoçando, iluminando,
ressignificando.
Pois não é sobre contar os anos,
mas sobre quantos deles
carregam o suficiente
para ir além da efemeridade.
Parabéns ao alquimista dos versos,
que faz da palavra
um banquete de eternidades.
Eder B. Jr.
O bastante para fazer o amor
pingar em cada verso,
mas nunca o suficiente
para conter o transbordar.
Quatros ou setes?
Longo ensaio,
um ensopado de sabedoria
num fogo que ainda mal ferveu.
Comprimentos que não se medem,
Onde há vidas que não se cabem,
e há esperanças que,
de tão leves,
desafiam o peso dos calendários.
O amor segue escorrendo,
entre o punhado de ontem
e o respirar do amanhã.
E nas suas mãos,
sempre algo novo
para espalhar pelo todo:
adoçando, iluminando,
ressignificando.
Pois não é sobre contar os anos,
mas sobre quantos deles
carregam o suficiente
para ir além da efemeridade.
Parabéns ao alquimista dos versos,
que faz da palavra
um banquete de eternidades.
Eder B. Jr.