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Quando ela chegar
quero que seja sábado de aleluia
água de flores na cuia
cama perfumada para se deitar
quando ela chegar
quero que seja terça de carnaval
lençóis brancos frescos do varal
taquara erguida pra desfrutar
quando ela chegar
quero que seja domingo de páscoa
pela porteira passa a récua
cavalgadas até se acabar
quando ela chegar
quero que seja quarta de cinzas
totalmente perdidos entre as balizas
do que significa amar
Edu Liguori
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Bom dia pessoal, dentre as novas criações, estou migrando gradativamente para o Literunico todos meus poemas que estavam arquivados/publicados no Wattpad e Wordpress.
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A sorte me fugiu
feito passarinho assustado
tudo deu errado
o que era certo mentiu
o que era verdadeiro sumiu
ando muito apressado
no mesmo lugar parado
a sorte me iludiu
Edu Liguori
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Enquanto chove lá fora
o parasita aqui dentro consome
roe a carne que dorme
um sono profundo silencioso
por fora bela viola dizia vovó
por dentro pão bolorento
uma imagem que surge e some
uma verve sem vida sem tempo
arde a pele que ninguém toca
no fundo do peito tuberculoso
um nó e outro nó
sem fermento não cresce
só lamento e defeito
o poeta sofre mas não devia
o forno aquece e queima a massa
a vida amassa e teima
insiste por mais um dia
mais uma noite fria
chove lá fora já disse
e sorri o parasita
não desista eles dizem
não desisto
escrevo
Edu Liguori
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Não sou culpado pelo que sinto
pelo espaço que desejo ocupar
pelo gosto dos teus lábios
pelo cheiro dos teus cabelos
não sou culpado por amar
por desejar sua pele morena
por gostar de caminhar contigo
por me encantar com tua voz
não sou culpado de ser assim
de viver com intensidade
de almejar tua companhia
de saber que com você é simples
não sou culpado do acaso
que nos fez conhecer e aprender
que em você vive uma brisa
que com você sou muito melhor
Edu Liguori
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Estou desde aquele tempo
como que sob uma infecção
febril afetado pelo espectro
de tua única existência
não sou muito espiritual
tampouco creio em milagres
mas inegável estar capturado
desde aquele tempo
em que senti a respiração
fui contaminado circunflexo
de tanto conteúdo e aparência
envolto em afetos e carnaval
sequestrado entre os pilares
um poeta gentil desarmado
desde aquele tempo
Edu Liguori
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Chove em mim
chove nos céus
em mim é desabamento
chuva de sentimento
nos céus são água e ar
revolução solar
chove em mim o que sinto
esse completo amar
que me julga, condena, executa
sou culpado de ser
um réu, louco, totalmente
perdido por você
Edu Liguori
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Naquela mesa escura de granito
ele vivia sozinho rabiscando suas letras
tinha delírios animalescos, insanos, sujos
sempre fora um pervertido lunático
naquela mesma mesa fria de granito
com sua ideias sempre canhestras
vivia a procura, tal uma matilha de sabujos
sempre com seu perfeito ímpeto pragmático
farejava insatisfeito a vagar pelo mundo
praias, trilhas, matas, acampamentos
até que naquela noite veio a criatura
ela era ele, vestida de saias e cabelos
pertencia então àquele mesmo submundo
noites, líquidos, gozos, excitamentos
vivia sob a exata mesma temperatura
ele era ela, vestido de membro e pelos
Edu Liguori
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Ao ver a imagem de sua amada
refletida nas águas
tal qual miragem
o marinheiro exclamou:
esses olhos, que vertigem!
perco o equilíbrio!
me sinto em mar aberto
perdido em ondas
de paixão e arrebatamento!
em oração então clamou:
deuses dos céus e dos mares!
acudam este velho marinheiro
tragam de volta
o amor que vi
o amor que senti
o amor que não posso ver partir
ó sagrado
iluminem esta baía
tragam a luz da esperança
beijem a boca de teus filhos apaixonados
busquem do fundo dos oceanos
a estrela da alegria
do balanço das marés
como se faz amor
como se entrelaçam nós e línguas
permitam a teus filhos longa vida
unidos no amor
Edu Liguori
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Minhas escolhas podem até ser controversas
mas todas são e serão sempre verdadeiras
meu caminho é honesto até o fim
nas trilhas que percorro não falseio
meu beijo não é mercadoria
Edu Liguori
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