Primeiro Ato - Cena XIV
CARLOS -
( só)
Bravo, esta é de mestre!
(Chegando à janela:)
Lá estão eles conversando com o vizinho do armarinho. Não tardarão a dar com o rato na
ratoeira, mas o rato é esperto e os logrará. Então, vem o vestido?
ROSA, dentro - Já vai.
CARLOS -Depressa! O que me vale é ser o mestre de noviços catacego e trazer óculos. Cairá
na esparrela
(Gritando:)
Vem ou não?
JUCA -
traz o vestido, toca e o xale
Está.
CARLOS - Bom.
(Despe o hábito.)
Ora vá, senhor hábito. Bem se diz que o hábito não faz o monge.
(Dá o hábito e o chapéu a Juca.)
Toma, leva à moça.
(Juca sai.)
Agora é que são elas... Isto é mangas? Diabo, por onde se enfia esta geringonça? Creio que é
por aqui... Bravo acertei. Belíssimo! Agora a toca.
(Põe a toca.)
Vamos ao xale... Estou guapo; creio que farei a minha parte de mulher excelentemente.
(Batem na porta.)
São eles.
(Com voz de mulher.)
Quem bate?
MESTRE -
(dentro)
Um servo de Deus.
CARLOS -
(com a mesma voz)
Pode entrar quem é.