Segundo Ato - Cena I O Noviço · Capítulo 18 de 45
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Segundo Ato - Cena I

A mesma sala do primeiro ato Carlos, ainda vestido de mulher, está sentado e Juca à janela.

CARLOS - Juca, toma sentido; assim que avistares teu padrasto lá no fim da rua, avisa-me.

JUCA - Sim, primo.

CARLOS - No que dará tudo isto? Qual será a sorte de minha tia? Que lição! Desanda tudo

em muita pancadaria. E a outra, que foi para o convento?... Ah, ah, ah, agora é que me lembro

dessa! Que confusão entre os frades quando ela se der a conhecer!

(Levantando-se:)

Ah, ah, ah, parece-me que estou vendo o D. Abade horrorizado, o mestre de noviços limpando

os óculos de boca aberta, Frei Maurício, o folgazão, a rir-se às gargalhadas, Frei Sinfrônio, o

austero, levantando os olhos para o céu abismado, e os noviços todos fazendo roda, coçando o

cachaço. Ah, que festa perco eu! Enquanto eu lá estive ninguém lembrou-se de dar-me

semelhante divertimento. Estúpidos! Mas, o fim de tudo isto? O fim?...

JUCA (da janela) - Primo, Aí vem ele!

CARLOS - Já?

(Chega à janela.)

É verdade. E com que pressa!

(Para Juca:)

Vai tu para dentro.

( Juca sai.)

E eu ainda deste modo, com este vestido... Se eu sei o que hei-de fazer?... Sobe a escada...Dê

no que der...

(Entra no quarto onde esteve Rosa)

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