Terceiro Ato - Cena XII O Noviço · Capítulo 38 de 45
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Terceiro Ato - Cena XII

Entram pelo fundo quatro homens armados, Jorge trazendo uma vela acesa. Claro.

JORGE -

(entrando)

Vizinha, vizinha, o que é? O que foi? Não vejo ninguém...

(Dá com Florência no canto.)

Quem está aqui?

FLORÊNCIA - Ai, ai!

JORGE - Vizinha, somos nós...

EMÍLIA, dentro - Minha mãe, minha mãe!

(Entra.)

FLORÊNCIA - Ah, é o vizinho Jorge! E estes senhores?

(Levantando-se ajudada por Jorge.)

EMÍLIA - Minha mãe, o que foi?

FLORÊNCIA - Filha!

JORGE - Estava na porta de minha loja, quando ouvi gritar: Socorro, socorro! Conheci a voz

da vizinha e acudi com estes quatro amigos.

FLORÊNCIA - Muito obrigado, vizinho, ele já se foi.

JORGE - Ele quem?

FLORÊNCIA - O ladrão.

TODOS - O ladrão!

FLORÊNCIA - Sim, um ladrão vestido de frade, que me queria roubar e assassinar.

EMÍLIA, para Florência - Minha mãe!

JORGE - Mas ele não teve tempo de sair. Procuremos.

FLORÊNCIA - Espere, vizinho, deixe-me sair primeiro. Se o encontrarem, dêem-lhe uma boa

arrochada e levem-no preso.

(À parte:)

Há-de me pagar! Vamos menina.

EMÍLIA -

(para Florência)

É Carlos, minha mãe, é o primo!

FLORÊNCIA -

(para Emília)

Qual primo! É ele, teu padrasto.

EMÍLIA - É o primo!

FLORÊNCIA - É ele, é ele. Vem. procurem-no bem, vizinhos, e pau nele. Anda, anda.

(Sai com Emília.)

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