Primeiro Ato - Cena XV
Carlos, Mestre de Noviços e três meirinhos
MESTRE - Deus esteja nesta casa
CARLOS - Humilde serva de Vossa Reverendíssima...
MESTRE - Minha senhora, terá a bondade de perdoar-me pelo incômodo que lhe damos, mas
nosso dever...
CARLOS - Incômodos, Reverendíssimo Senhor?
MESTRE - Vossa Senhoria há-de permitir que lhe pergunte se o noviço Carlos, que fugiu do
convento...
CARLOS - Psiu, calada!
MESTRE - Hem?
CARLOS - Está ali...
MESTRE - Quem?
CARLOS - O noviço...
MESTRE - Ah!
CARLOS - E preciso surpreendê-lo ...
MESTRE - Estes senhores oficiais de justiça nos ajudarão.
CARLOS - Muito cuidado. Este meu sobrinho dá-me um trabalho...
MESTRE - Ah, a senhora é sua tia?
CARLOS - Uma sua criada.
MESTRE - Tenho muita satisfação.
C AR L O S - Não percamos tempo. Fiquem os senhores aqui do lado da porta, Muito
calados; eu chamarei o sobrinho. Assim que ele sair, não lhe dêem tempo de fugir; lancem-se
de improviso sobre ele e levem-no à força.
MESTRE - Muito bem
CARLOS - Diga ele o que disser, grite como gritar, não façam caso, arrastem-no.
MESTRE - Vamos a isso.
CARLOS - Fiquem aqui.
(Coloca-os junto à porta da esquerda.)
Atenção.
(Chamando para dentro:)
Psiu! Psiu! Saia cá para fora, devagarinho!
(Prevenção.)