Primeiro Ato - Cena XV O Noviço · Capítulo 16 de 45
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Primeiro Ato - Cena XV

Carlos, Mestre de Noviços e três meirinhos

MESTRE - Deus esteja nesta casa

CARLOS - Humilde serva de Vossa Reverendíssima...

MESTRE - Minha senhora, terá a bondade de perdoar-me pelo incômodo que lhe damos, mas

nosso dever...

CARLOS - Incômodos, Reverendíssimo Senhor?

MESTRE - Vossa Senhoria há-de permitir que lhe pergunte se o noviço Carlos, que fugiu do

convento...

CARLOS - Psiu, calada!

MESTRE - Hem?

CARLOS - Está ali...

MESTRE - Quem?

CARLOS - O noviço...

MESTRE - Ah!

CARLOS - E preciso surpreendê-lo ...

MESTRE - Estes senhores oficiais de justiça nos ajudarão.

CARLOS - Muito cuidado. Este meu sobrinho dá-me um trabalho...

MESTRE - Ah, a senhora é sua tia?

CARLOS - Uma sua criada.

MESTRE - Tenho muita satisfação.

C AR L O S - Não percamos tempo. Fiquem os senhores aqui do lado da porta, Muito

calados; eu chamarei o sobrinho. Assim que ele sair, não lhe dêem tempo de fugir; lancem-se

de improviso sobre ele e levem-no à força.

MESTRE - Muito bem

CARLOS - Diga ele o que disser, grite como gritar, não façam caso, arrastem-no.

MESTRE - Vamos a isso.

CARLOS - Fiquem aqui.

(Coloca-os junto à porta da esquerda.)

Atenção.

(Chamando para dentro:)

Psiu! Psiu! Saia cá para fora, devagarinho!

(Prevenção.)

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