#Desafio 072
Caminho
Entre verdes e luzes
desnuda de certezas, exposta, viva.
Não creio
(quase nunca).
Mas há essa força que me toma
esse fulgor que me molda o dia.
A claridade me lambe
a amplidão me fende:
Sê vasta. Sê inteira. Sê tua.
E então,
um gosto doce no ar…
Uma dança mansa dentro do peito
e o corpo vira paz.
Mas é na mente que tudo se alarga
se rasga, se cria.
Por um instante um lampejo:
sou imensa.
E nunca me basto.
Crs Ribeiro
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
372
posts
54
Seguidores
56
Seguindo
@eniovedovello
Enio Vedovello
@egdsx
Emmanuel Gomes
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@gledson489
Gledson Rogério Viana Raimundo
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@andreza199
Andreza Pereira
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@pammellamarins
Pammella Marins
@rodrigo153
Rodrigo de almeida
@inifadadresch
Inifada Dresch
@deise129
Deise Lima
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@manuaraujo
Manuella Araújo
@ariadene113
Ariadene Caillot
@luanaescritora
Luana Oliveira
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@yasmin97
Yasmin Oliveira
@rejoverso
Rejo Naldo
@brunob612
Bruno Barboza
@Cilene
CILENE RESENDE
@anete46
Anete Aparecida Bagli Mariosa
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@avaliador
Avaliador
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@tiagoandreatto
Tiago do Amaral Andreatto
@ricardoathos
Ricardo Athos
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@eliz_leao
Eliz Leão
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@joaoedulima
João Eduardo Lima
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@glaucofreitas
Glauco Freitas
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@Annezinhadivulga
CRISTIANE NASCIMENTO DA CONCEIÇÃO
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@autoramarianaaguiar
Mariana Alves Aguiar
@josimary184
Josimary Medeiros Giosa
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@inifadadresch
Inifada Dresch
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@marialima
Maria D. Lima
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@versoparalelo
Fagner Mera
@Cilene
CILENE RESENDE
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@MarU
Mar.U
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@feelings
Feelings
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@lendasurbanas
Lendas Urbanas
@luanaescritora
Luana Oliveira
@poetaencantado
Poeta Encantado
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@_tissa_
Tissa The Artista
@literunico
Eder B. Jr.
Séries por #
#desafio
#desafio
· Em andamento
#Desafio 071
No Escuro do Meu Parque
Te espero
e esperar
é esse ir sem chegar
voltar sem ter sido
A ansiedade risca a ida
feito faca desafiada
o cansaço sombreia a volta
com a precisão de um erro
No impulso, voo
e quase invento o céu
no recuo, desabo
sem nem tocar o fundo
Suspensa entre o já
e o ainda não
sou bicho em cio
sou prece sem som
sou corpo gangorra
e nunca aterriso…
tenho medo do chão
Mas o céu também me cansa.
Crs Ribeiro
No Escuro do Meu Parque
Te espero
e esperar
é esse ir sem chegar
voltar sem ter sido
A ansiedade risca a ida
feito faca desafiada
o cansaço sombreia a volta
com a precisão de um erro
No impulso, voo
e quase invento o céu
no recuo, desabo
sem nem tocar o fundo
Suspensa entre o já
e o ainda não
sou bicho em cio
sou prece sem som
sou corpo gangorra
e nunca aterriso…
tenho medo do chão
Mas o céu também me cansa.
Crs Ribeiro
#Desafio 070
Circoração
Sangue no picadeiro
segue, volta
malabares no ar
arde, solta
leva tudo
deixa nada
nasce em cambalhotas
dança na corda
parte sem rede
quer o fim
e recomeça:
sem nunca chegar
corre, insiste
salta, persiste
é vida febril
trapézio sem mãos
é morte que arde e espera:
riso trágico
em face de bufão.
Crs Ribeiro
Circoração
Sangue no picadeiro
segue, volta
malabares no ar
arde, solta
leva tudo
deixa nada
nasce em cambalhotas
dança na corda
parte sem rede
quer o fim
e recomeça:
sem nunca chegar
corre, insiste
salta, persiste
é vida febril
trapézio sem mãos
é morte que arde e espera:
riso trágico
em face de bufão.
Crs Ribeiro
#Desafio 069
Insônia
Pássaro preso no peito
bate, bate, bate
não encontra a saída.
Pensamento voa, voa…
perdido no oco da noite.
O relógio, implacável
tic-tac, tic-tac
é juiz, julga sem juízo:
não há indulto
não há clemência.
Para o corpo cansado
não há perdão.
Ironia irônica
ironiza a vida:
quando a cama é ninho
o martelo sentencia a prisão:
levanta!
Raiva rasga, ruge na garganta
até o vazio me engolir.
A cama chama, clama engana.
As horas não param
atrasada estou.
Tenho que chegar a um lugar
que não sei se busco
não sei se desisto.
Não sei se vou.
Crs Ribeiro
Insônia
Pássaro preso no peito
bate, bate, bate
não encontra a saída.
Pensamento voa, voa…
perdido no oco da noite.
O relógio, implacável
tic-tac, tic-tac
é juiz, julga sem juízo:
não há indulto
não há clemência.
Para o corpo cansado
não há perdão.
Ironia irônica
ironiza a vida:
quando a cama é ninho
o martelo sentencia a prisão:
levanta!
Raiva rasga, ruge na garganta
até o vazio me engolir.
A cama chama, clama engana.
As horas não param
atrasada estou.
Tenho que chegar a um lugar
que não sei se busco
não sei se desisto.
Não sei se vou.
Crs Ribeiro
#Desafio 068
Ao sul do Equador
onde Natal arde em chamas
renego a língua dos anjos…
Quero gritar “aleluia!”
quando me tocares nua
e me fizeres tua
escrava indócil do teu querer.
Rendida no altar do teu caos
escolho ser, sem receios
estilhaços de mim
no gozo da tentação.
Toma-me, perdição?
contigo peco inteira.
Com devoção.
Crs Ribeiro
Ao sul do Equador
onde Natal arde em chamas
renego a língua dos anjos…
Quero gritar “aleluia!”
quando me tocares nua
e me fizeres tua
escrava indócil do teu querer.
Rendida no altar do teu caos
escolho ser, sem receios
estilhaços de mim
no gozo da tentação.
Toma-me, perdição?
contigo peco inteira.
Com devoção.
Crs Ribeiro
#Desafio 067
Ser Mulher
Apesar dos pesares
bendigo-me mulher.
No ventre da dor
semeei-me em flor.
Cada espinho cravado
fez-me amanhecer.
Do pranto vertido:
o amor a florescer.
Aos sonhos perdidos
às mãos que foram rudes
respondi com virtude:
fiz-me candura.
Quando o mundo feroz
quis ser meu algoz
atirando-me ao chão,
ergui-me estrela.
Da vida, gerei vida
mistério e luz.
A esperança guia-me
meu sentir é gratidão.
A faca cortou-me, bem sei!
Dois gumes cruéis:
mágoa e renascer.
Ardeu-me a alma
mas não recuei.
Na ferida aberta
aprendi a viver.
Ser mulher é incêndio
chama insana:
queimar de amor,
de raiva e paixão.
E quando a realidade
covarde
nos profana…
sopramos mais forte:
ventania em ação.
No peito,
levamos um mar bravio
que nunca esmorece:
nunca se dobra
nunca se curva
nunca se rende,
força latente que
ao espelho de si
se reconhece.
Crs Ribeiro
Ser Mulher
Apesar dos pesares
bendigo-me mulher.
No ventre da dor
semeei-me em flor.
Cada espinho cravado
fez-me amanhecer.
Do pranto vertido:
o amor a florescer.
Aos sonhos perdidos
às mãos que foram rudes
respondi com virtude:
fiz-me candura.
Quando o mundo feroz
quis ser meu algoz
atirando-me ao chão,
ergui-me estrela.
Da vida, gerei vida
mistério e luz.
A esperança guia-me
meu sentir é gratidão.
A faca cortou-me, bem sei!
Dois gumes cruéis:
mágoa e renascer.
Ardeu-me a alma
mas não recuei.
Na ferida aberta
aprendi a viver.
Ser mulher é incêndio
chama insana:
queimar de amor,
de raiva e paixão.
E quando a realidade
covarde
nos profana…
sopramos mais forte:
ventania em ação.
No peito,
levamos um mar bravio
que nunca esmorece:
nunca se dobra
nunca se curva
nunca se rende,
força latente que
ao espelho de si
se reconhece.
Crs Ribeiro
#Desafio 066
Na costura sensível do teu prazer
Teu hálito quente me fustiga. A respiração entrecortada te entrega: tua fragilidade, tua ânsia. Teus olhos cravados nos meus trazem uma súplica velada, um desafio silencioso. Minhas mãos deslizam em tua pele, decifram-te sem pressa. És território aberto, entregue, mas ainda resistente. Essa tensão me fascina.
Exploro-te reivindicando minha conquista. Seguro-te com firmeza, exponho-te sem pudor. A pele esticada revela tua vulnerabilidade latejante sob meus dedos. Dedilho-te como quem toca uma harpa e, a cada movimento, arranco uma nota: um arrepio, um suspiro, uma contração involuntária.
Molho meus dedos na tua boca: um gesto quase sagrado. Te batizo no sal e no desejo. Desço lenta, inexorável, enquanto traço círculos delicados, quase cruéis, na costura onde se concentra tua vontade.
Te beijo como quem se despede antes de uma travessia. Um último gosto teu na minha língua antes do mergulho. E então me ponho a teus pés, não como ato de rendição, mas como quem detém o controle absoluto do teu prazer.
Seguro-te com a reverência de quem segura o inevitável. Minha língua encontra teu frenulum e só ali permanece. Dedicada, obsessiva, negando-te todo o resto. Subo, desço, desenho círculos enquanto minha saliva te marca, te assina, te reclama. Sucções lentas, depois urgentes, depois quase ternas: tortura doce, precisão perversa.
Teu corpo responde como um instrumento afinado: cada fibra, cada músculo, cada estremecimento sob meu comando. Minhas mãos te exploram por baixo, amplificam a tensão enquanto minha língua dita o ritmo. Te vejo sucumbir. Teu olhar se perde, teus lábios entreabertos tentam formar palavras que não vêm. E essa fraqueza só aumenta minha fome.
Tuas mãos se crispam, teu corpo se contrai impotente diante da exatidão da minha língua, da pressão calculada dos meus lábios.
Vês a ti mesmo: ereto, entregue, vulnerável. Me vês devota e faminta, a boca aberta para o teu prazer. A lambida se aprofunda sem que a boca te acolha e não há mais distância. Só a umidade, a textura, o desespero e a rendição.
E quando o prazer te invade uma onda te consome inteiro: olhos, boca, mãos, respiração. E ainda assim, minha língua não para. Minha boca permanece, insaciável. Desejando-te além do gozo, além da carne, além de qualquer fim.
Crs Ribeiro
Na costura sensível do teu prazer
Teu hálito quente me fustiga. A respiração entrecortada te entrega: tua fragilidade, tua ânsia. Teus olhos cravados nos meus trazem uma súplica velada, um desafio silencioso. Minhas mãos deslizam em tua pele, decifram-te sem pressa. És território aberto, entregue, mas ainda resistente. Essa tensão me fascina.
Exploro-te reivindicando minha conquista. Seguro-te com firmeza, exponho-te sem pudor. A pele esticada revela tua vulnerabilidade latejante sob meus dedos. Dedilho-te como quem toca uma harpa e, a cada movimento, arranco uma nota: um arrepio, um suspiro, uma contração involuntária.
Molho meus dedos na tua boca: um gesto quase sagrado. Te batizo no sal e no desejo. Desço lenta, inexorável, enquanto traço círculos delicados, quase cruéis, na costura onde se concentra tua vontade.
Te beijo como quem se despede antes de uma travessia. Um último gosto teu na minha língua antes do mergulho. E então me ponho a teus pés, não como ato de rendição, mas como quem detém o controle absoluto do teu prazer.
Seguro-te com a reverência de quem segura o inevitável. Minha língua encontra teu frenulum e só ali permanece. Dedicada, obsessiva, negando-te todo o resto. Subo, desço, desenho círculos enquanto minha saliva te marca, te assina, te reclama. Sucções lentas, depois urgentes, depois quase ternas: tortura doce, precisão perversa.
Teu corpo responde como um instrumento afinado: cada fibra, cada músculo, cada estremecimento sob meu comando. Minhas mãos te exploram por baixo, amplificam a tensão enquanto minha língua dita o ritmo. Te vejo sucumbir. Teu olhar se perde, teus lábios entreabertos tentam formar palavras que não vêm. E essa fraqueza só aumenta minha fome.
Tuas mãos se crispam, teu corpo se contrai impotente diante da exatidão da minha língua, da pressão calculada dos meus lábios.
Vês a ti mesmo: ereto, entregue, vulnerável. Me vês devota e faminta, a boca aberta para o teu prazer. A lambida se aprofunda sem que a boca te acolha e não há mais distância. Só a umidade, a textura, o desespero e a rendição.
E quando o prazer te invade uma onda te consome inteiro: olhos, boca, mãos, respiração. E ainda assim, minha língua não para. Minha boca permanece, insaciável. Desejando-te além do gozo, além da carne, além de qualquer fim.
Crs Ribeiro
#Desafio 065
Viajar
Para fora e dentro de
mim
um desassossego
doce…
Na bagagem, febre e
delírio.
A vida entrando sem
portas,
sem cadeados, sem
avisos.
Relógio? Só o tempo das
marés.
Esse tempo molhado,
distraído
que nem se importa em
passar.
Trafego de peito aberto, alma
nua
vielas de eternidades
miúdas
percorro com sede
absurda
uma fome cruel
de viver até doer,
até ser demais,
até não sobrar
nada.
Crs Carneiro
Viajar
Para fora e dentro de
mim
um desassossego
doce…
Na bagagem, febre e
delírio.
A vida entrando sem
portas,
sem cadeados, sem
avisos.
Relógio? Só o tempo das
marés.
Esse tempo molhado,
distraído
que nem se importa em
passar.
Trafego de peito aberto, alma
nua
vielas de eternidades
miúdas
percorro com sede
absurda
uma fome cruel
de viver até doer,
até ser demais,
até não sobrar
nada.
Crs Carneiro
#Desafio 064
Entre o Salto e o Chão, Você
Abraçou a intensidade dela
sem escudo, sem medo.
Ela, vertigem e furacão
oscila entre êxtase e dor
chama que se desfaz
mar que recua.
Ele, herói improvável
linha tênue entre polos
fio invisível que a sustenta
sem querer prendê-la,
sem conseguir soltá-la.
Ela, à beira do grito.
Ele, suspenso nos entremeios.
No lugar onde os extremos se beijam
nasce o infinito:
um amor que não pousa
mas se recria em voos.
O que seria mais irônica e poética
que a ferida que nos refaz,
nos parte e nos une?
Crs Ribeiro
Entre o Salto e o Chão, Você
Abraçou a intensidade dela
sem escudo, sem medo.
Ela, vertigem e furacão
oscila entre êxtase e dor
chama que se desfaz
mar que recua.
Ele, herói improvável
linha tênue entre polos
fio invisível que a sustenta
sem querer prendê-la,
sem conseguir soltá-la.
Ela, à beira do grito.
Ele, suspenso nos entremeios.
No lugar onde os extremos se beijam
nasce o infinito:
um amor que não pousa
mas se recria em voos.
O que seria mais irônica e poética
que a ferida que nos refaz,
nos parte e nos une?
Crs Ribeiro
#Desafio 063
Vela de barco:
tensionada, amarrada, presa.
Nó de azelha
firmando, puxando, enterrando.
Mas quem vai prender o vento?
Quem vai domar a vertigem do mar?
Que me rasgue a carne,
que me curvem os ossos.
Nada estanca o gozo das águas,
o incêndio branco do sol,
o azul que engole a dor e a saudade:
esse chamado obsceno do infinito.
Minha alma desaprendeu a ter bordas:
é fome, é riso de coisa solta.
Guio a direção sem pretender o porto.
Quero a perda, a queda, o voo;
quero o devaneio de nunca chegar.
E, se nunca chegar,
que seja porque me perdi,
que seja porque o chão se fez ilusão.
E eu, vento, me faço mar,
e não há mais volta…
Porque já não sou quem partiu.
Crs Ribeiro
Vela de barco:
tensionada, amarrada, presa.
Nó de azelha
firmando, puxando, enterrando.
Mas quem vai prender o vento?
Quem vai domar a vertigem do mar?
Que me rasgue a carne,
que me curvem os ossos.
Nada estanca o gozo das águas,
o incêndio branco do sol,
o azul que engole a dor e a saudade:
esse chamado obsceno do infinito.
Minha alma desaprendeu a ter bordas:
é fome, é riso de coisa solta.
Guio a direção sem pretender o porto.
Quero a perda, a queda, o voo;
quero o devaneio de nunca chegar.
E, se nunca chegar,
que seja porque me perdi,
que seja porque o chão se fez ilusão.
E eu, vento, me faço mar,
e não há mais volta…
Porque já não sou quem partiu.
Crs Ribeiro