#Desafio 264
Máscara digital
Exposta.
Intimidade rasgada.
Corpo e alma
à mercê.
Violência virtual
devora, espreita, domina.
Fragilidade exposta,
sem escolha.
A rede julga.
A tela condena.
A vida reduzida
a uma postagem —
que o mundo desdenha,
despedaça,
envenena.
Toma meu gole.
Não cospe fora.
Sem antídoto,
eu bebo o teu.
Crs Ribeiro
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#desafio
#desafio
· Em andamento
#Desafio 263
#
Hoje
ele me olhou
como se
eu nada vestisse.
Me vi
prensada
na grade verde
da pista:
ferro frio
mordendo minhas costas
o corpo dele
empurrando o meu
o ar
rarefeito
de quem não resiste.
Nada aconteceu.
Ele não ousou,
eu não deixaria.
E essa interdição
tão ensaiada,
tão minha,
incendiou-me
mais que o prazer.
Me deixou
faminta
inteira
crua.
Freud
diria: doença.
Eu digo:
sobrevivência.
E sei, no fundo
não temo o escândalo do pecado;
mas a febre
do desejo guardado.
O fogo
que arde
mesmo quando
nada se toca.
Crs Ribeiro
#
Hoje
ele me olhou
como se
eu nada vestisse.
Me vi
prensada
na grade verde
da pista:
ferro frio
mordendo minhas costas
o corpo dele
empurrando o meu
o ar
rarefeito
de quem não resiste.
Nada aconteceu.
Ele não ousou,
eu não deixaria.
E essa interdição
tão ensaiada,
tão minha,
incendiou-me
mais que o prazer.
Me deixou
faminta
inteira
crua.
Freud
diria: doença.
Eu digo:
sobrevivência.
E sei, no fundo
não temo o escândalo do pecado;
mas a febre
do desejo guardado.
O fogo
que arde
mesmo quando
nada se toca.
Crs Ribeiro
#Desafio 262
5 minutinhos.
Para quem tinha o dia todo.
Para quem quer
por todo o sempre…
Um gosto,
meu petisco:
sabor que se infiltra na alma,
que se entranha e não se despede.
Uma prova
da tua lasquinha:
boca inundada
pelo desejo do “quero mais
e quero agora”,
o corpo inteiro pedindo sem pudor.
Sou gulosa,
voraz,
e só me satisfaço
(a contento)
se te devoro por inteiro,
cada pedaço,
cada silêncio que escapa entre nós.
Crs Ribeiro
(revisado)
5 minutinhos.
Para quem tinha o dia todo.
Para quem quer
por todo o sempre…
Um gosto,
meu petisco:
sabor que se infiltra na alma,
que se entranha e não se despede.
Uma prova
da tua lasquinha:
boca inundada
pelo desejo do “quero mais
e quero agora”,
o corpo inteiro pedindo sem pudor.
Sou gulosa,
voraz,
e só me satisfaço
(a contento)
se te devoro por inteiro,
cada pedaço,
cada silêncio que escapa entre nós.
Crs Ribeiro
(revisado)
#Desafio 261
Sentimento apertado no peito,
a garganta que arranha
assim, de repente…
Uma lágrima que não se derrama
porque ninguém deve ver.
E a vida segue em frente
Sempre!
Não vai parar por você!
Crs Ribeiro
Sentimento apertado no peito,
a garganta que arranha
assim, de repente…
Uma lágrima que não se derrama
porque ninguém deve ver.
E a vida segue em frente
Sempre!
Não vai parar por você!
Crs Ribeiro
#Desafio 260
Geografias Partidas
O que falta em você
incendeia em mim.
O que em mim é cova
se abre em nascente
no teu alcance.
Somos fenda e relevo,
bordas urdidas pelo tempo,
que só no encaixe se desnudam:
abraço da terra,
pele contra pele.
Você, peça torta,
me ensina o contorno do improvável.
Eu, ausência exata,
só em você viro carne,
viro grito,
viro forma.
Não somos metades;
somos excesso e falta,
raízes trançadas
em colisão delirante.
Dança da completude.
Um quebra-cabeça sem desenho,
feito de corpo e vertigem,
onde só no gozo do toque
o inteiro se inaugura,
se descobre perfeito,
se reconhece infinito.
Crs Ribeiro
Geografias Partidas
O que falta em você
incendeia em mim.
O que em mim é cova
se abre em nascente
no teu alcance.
Somos fenda e relevo,
bordas urdidas pelo tempo,
que só no encaixe se desnudam:
abraço da terra,
pele contra pele.
Você, peça torta,
me ensina o contorno do improvável.
Eu, ausência exata,
só em você viro carne,
viro grito,
viro forma.
Não somos metades;
somos excesso e falta,
raízes trançadas
em colisão delirante.
Dança da completude.
Um quebra-cabeça sem desenho,
feito de corpo e vertigem,
onde só no gozo do toque
o inteiro se inaugura,
se descobre perfeito,
se reconhece infinito.
Crs Ribeiro
#Desafio 259
Labuta,
labareda de pele
que denuncia,
rasga, reclama, resiste.
Racismo rasga rotinas,
risos se tornam agonia,
suspiros sofrem
sob o silêncio do mundo.
Na cor da sua carne,
um mapa de injustiça,
marcas que mordem a cidade.
E cada passo
é peso que pesa,
peso que a cidade malquista.
Ela não se cala.
Vomita:
sempre resistência!
O mundo não vai ficar
surdo.
Crs Ribeiro
Labuta,
labareda de pele
que denuncia,
rasga, reclama, resiste.
Racismo rasga rotinas,
risos se tornam agonia,
suspiros sofrem
sob o silêncio do mundo.
Na cor da sua carne,
um mapa de injustiça,
marcas que mordem a cidade.
E cada passo
é peso que pesa,
peso que a cidade malquista.
Ela não se cala.
Vomita:
sempre resistência!
O mundo não vai ficar
surdo.
Crs Ribeiro
#Desafio 258
Caminha
entre olhares
que prendem.
Assédio sussurra,
escorre,
e a mente cede.
O decote?
A saia?
A boca?
Palavras pregam
pregos que pesam.
Ela dança
na beira,
tentando que a alma
não se engasgue,
não vomite
a educação patriarcal
que a devora.
Crs Ribeiro
Caminha
entre olhares
que prendem.
Assédio sussurra,
escorre,
e a mente cede.
O decote?
A saia?
A boca?
Palavras pregam
pregos que pesam.
Ela dança
na beira,
tentando que a alma
não se engasgue,
não vomite
a educação patriarcal
que a devora.
Crs Ribeiro
#Desafio 257
Manifesto contra o feminicídio
Não é amor…
é faca fria!
É silêncio forçado.
É corpo tombado.
Largado no chão…
um chão que o mundo finge não ver.
Um chão que insiste em ignorar.
Apaga-se uma vida,
mas a memória inflama!
Cada mulher calada
volta em mil vozes…
volta em mil gritos…
Vivas.
Livres.
Sem medo!
Não haverá silêncio.
Que venha a tempestade…
que venha o trovão…
que cada gota
desperte
nossa vil humanidade.
Crs Ribeiro
Manifesto contra o feminicídio
Não é amor…
é faca fria!
É silêncio forçado.
É corpo tombado.
Largado no chão…
um chão que o mundo finge não ver.
Um chão que insiste em ignorar.
Apaga-se uma vida,
mas a memória inflama!
Cada mulher calada
volta em mil vozes…
volta em mil gritos…
Vivas.
Livres.
Sem medo!
Não haverá silêncio.
Que venha a tempestade…
que venha o trovão…
que cada gota
desperte
nossa vil humanidade.
Crs Ribeiro
#Desafio 256
#Desafio 255
Arquivos Vivos
Nossas vozes
dormiram:
arquivos frios
poeira sobre nomes
desprezo sobre memórias.
Rasgadas dos livros
alijadas da ciência
apagadas da política
silenciadas na literatura.
Mas nós voltamos.
Voltamos como trovão
voltamos como incêndio
voltamos como faca
que corta o esquecimento.
Fogo na palavra
ferro na memória
grito que não cabe no peito
e escorre pelos dedos.
Respiramos nas brechas
nas rachaduras da história
nas bocas que insistem em abrir-se
flores selvagens rompendo o cimento.
Estamos na mulher que escreve
na que descobre
na que governa
na que inventa
na que se sustenta
vendendo seu corpo
sufocando sua alma
e ainda assim sendo luz.
Somos pulsos nas sombras do instante
Sopro que curva séculos
Eco que se recusa a desaparecer.
Mesmo quando tentam nos apagar;
mesmo quando tentam nos calar;
mesmo quando tentam nos matar.
Não fomos criadas da costela
somos substância e verbo
vértebra e raiz
sustento do mundo
maré que recolhe ausências
raio que atravessa a escuridão.
Não pedimos licença.
Não.
Não mais.
Exigimos
EXIGIMOS
E X I G I M O S
JUSTIÇA.
Crs Ribeiro
Arquivos Vivos
Nossas vozes
dormiram:
arquivos frios
poeira sobre nomes
desprezo sobre memórias.
Rasgadas dos livros
alijadas da ciência
apagadas da política
silenciadas na literatura.
Mas nós voltamos.
Voltamos como trovão
voltamos como incêndio
voltamos como faca
que corta o esquecimento.
Fogo na palavra
ferro na memória
grito que não cabe no peito
e escorre pelos dedos.
Respiramos nas brechas
nas rachaduras da história
nas bocas que insistem em abrir-se
flores selvagens rompendo o cimento.
Estamos na mulher que escreve
na que descobre
na que governa
na que inventa
na que se sustenta
vendendo seu corpo
sufocando sua alma
e ainda assim sendo luz.
Somos pulsos nas sombras do instante
Sopro que curva séculos
Eco que se recusa a desaparecer.
Mesmo quando tentam nos apagar;
mesmo quando tentam nos calar;
mesmo quando tentam nos matar.
Não fomos criadas da costela
somos substância e verbo
vértebra e raiz
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maré que recolhe ausências
raio que atravessa a escuridão.
Não pedimos licença.
Não.
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Crs Ribeiro