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*Bom dia, paixão!*
Ao final
da madrugada,
e quase,
despontar do dia,
outra coisa desponta,
saliente
no edredom.
Ah, não resisto!
Ao olhar você assim,
desprotegido
e tão armado…
Não me limito.
Atrevida,
te toco
delicada,
com minhas mãos.
Uma carícia suave,
para ver
sua reação.
E quem sabe?!
Despertar você
com meu toque
de sedução.
Bom dia, paixão!
MarU
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#Desafio 127
*Decidi*
Decidi
me calar.
Apesar…
Que minhas decisões
não têm valido
de nada!
Decidi
me afastar.
Apesar…
De que tudo
à minha volta
me acende
a sua presença.
Decidi
te ignorar.
Apesar…
Do meu coração
me desobedecer
a cada mínimo indício
da sua existência.
Decidi
não te querer.
Apesar…
Do timbre
da sua voz,
dizendo:
“Saudades!”
me fazer voltar atrás
e esquecer.
Decidi!
Mas não decido
nada…
E sigo assim,
completamente apaixonada,
querendo amar você
ainda mais.
MarU
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#Desafio 125
*Som de piano*
O som
das teclas do piano
acionadas
fazem bater o martelo.
As cordas
vibram o tom,
o pianista
toca a melodia.
Ouvir a música
é tão bom!
Sinto-me em sintonia
ao som do piano.
Alinho meus tons
ao som
e me transformo
em música vibrante
dentro do meu coração.
Esqueço
o que martela por dentro,
e me entrego…
Neste momento…
Sou a música
no mesmo tom,
sou o pianista
tocando o som,
sou o piano
vibrando emoção.
MarU
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#Desafio 122
*Distante*
Mais uma vez,
te sinto distante!
Como alma penada,
uma perturbação vagante.
Recusa meu abraço,
me expulsa do contato,
atormenta minha inocência,
inflama minha paciência…
Às vezes, canso de tentar.
Busco compreender,
mas não mais ficar.
Há horas para deixar fluir…
Seguir vibrando em sintonia
com o que ressona simpatia,
que acolhe minha energia,
que se entrega em sinergia.
É hora de deixar ir!
MarU
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#Desafio 121
*Linhas abertas*
Escrevo
de alma nua,
completamente exposta,
desnuda de amarras,
sem borrachas,
desmunida de respostas,
aberta em linhas e rimas.
Escrevo
palavras honestas,
verdades floreadas
para se tornarem digestas.
Escrevo
o que a boca não fala,
o que a alma cala…
Escrevo
porque sinto,
até mesmo
o vazio do nada!
Escrevo
como quem se lê,
e, lendo a mim mesma,
sei que também
escrevo você.
Escrevo
tudo isso,
e sei
que não escrevi nada.
É ínfimo
o que tenho produzido.
Mesmo escrevendo bonito,
ainda tenho muito
que escrever…
Traduzindo
meu caminho
em letras,
fluindo no papel
o caminho
que a caneta
quiser escrever.
MarU
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*Palavras cruzadas*
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
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