@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 111

*Liberdade*

Não verás
Mais o caos
Que há em mim.

(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)

Vestirei
Uma máscara
De alegria

E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.

Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.

Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.

Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.

Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?

Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?

Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,

Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.

Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…

Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…

Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!

Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige

Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!

Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!

E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 110

*Me ilumina*

Todos os dias,
Agradeço a Deus
Pela sua companhia.

Meu anjo, que veio
De dentro do peito,
Nasceu em meu
Coração primeiro.

Preencheu um vazio,
Curou uma dor…

Tinha que ter vindo homem,
Para me mostrar
Outro tipo de amor.

Esse amor, que
Brotou em meu ventre,
Fazendo uma mulher
Estéril em fértil.

Conectado a mim
Por uma linha de vida,
Me permitir o poder
De dar a você a luz…

Me fazer sentir
A mulher mais divina,
Um portal
Para a sua humanidade…
Uma divindade sagrada,
Na tua vida.

Que ironia…
Eu?
Eu renasci para uma nova vida.

Eu te dei a luz…
Mas é você
Que com seu amor,
Todos os dias,
Me ilumina!

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 109

*Beijo de língua*

É algo…

Nesse hálito fresco,
Adocicado…
Nesse batom vermelho,
Delineando seus lábios…

Esse sabor de paraíso,
Com tempero de pecado.

Tabu divino:
Degustar essa boca bandida.

Tentar me enrolar
Nessa língua arredia.
Saborear sua saliva,
Boca a boca,
Dentro da minha.

Nessa pele suave,
Cheirosa,
Macia.

Nessas mãos tão geladas,
De unhas alongadas,
Nessa pegada delicada,
Apertando minha cintura
A cada investida
Da minha língua
Contra a sua.

E as minhas mãos
Nas suas curvas…
Sem a intenção, mas…
Dando-te a direção,
Guiadas sob influência
Do mais puro tesão.

Coladas,
Caladas,
Enquanto minha boca
Com gosto te degusta.

Suadas,
Excitadas…
Mas mais que isso:
Conectadas
Por um delicado fio.

Matriarcas poderosas no cio.
Feminilidade glamurosa,
Com instinto primitivo.
Mulheres são carinhosas,
Têm a pegada gostosa.
Duas forças da natureza,
Misturando tanta beleza
Com safadeza…

Como deusas!

Enquanto o mundo
Se acaba lá fora,
A gente aqui
Se explora.

Dando margem
À vontade
Que implora:

Saborear os céus
Dentro da sua boca…
Lambendo-te as estrelas,
Entrelinhas com a língua,
Sem tempo
Nem hora…

Afinal,
Este papo
É apenas
Entre as meninas…
Que são as
“Senhoras de si”.

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 108

*Amor doentio*

Seu amor é frio!
Me busca carente,
E, quando me sente,
Mente pra gente,
Se fecha doente
E se põe arredio.

Seu amor doentio
Tem a clara intenção
De acabar comigo.
Me causando dor
E chamando de “amor”
O que pressinto ser perigo…
Mas não consigo, sair.

Seu amor será meu fim,
Mas também,
será o seu sem mim!
Quando se vir
Sem meu amor, enfim…
Terá, tarde de mais entendido…

Que amar é mais que isso.

E poderia ser tão bonito…
Se você retribuísse
O amor que te dedico.
Acho que, por isso, sigo,
(Eu ainda acredito
No nosso “enfim”).

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
*Louco querer*

Me encurrala num canto,
E rouba-me o beijo.
Degusta o desejo
Que guardei pra você.

Não guarda a vontade
Que, entre minhas pernas, arde.
Não é tarde demais
Para explorar o prazer.

Levanta minha saia,
E, com dedos, se insira.
Entregue à lascívia
Deste louco querer.

Degusta, na língua,
O sabor que te atiça.
Delira… Apreciando
O que sonhava fazer.

Me encara e, enquanto
Prepara o ataque,
Se ajoelha, devoto,
Se esbanje, se farte.

Se aposse de tudo,
Não pare de lamber.
Que prazer absurdo,
Alcançar o ápice com você!

MarU

#
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 107

*Sua noite*

Vou virar “A Noite”,
Adornada de estrelas.

Olharás nos meus olhos
E adentrarás a Via Láctea,
Via pupilas negras.

Serás engolido,
Anos-luz de distância de si.

Sentirá
A matéria volátil expandir.

Noite adentro,
Seremos o centro do Universo,
Donos do espaço,
Donos do nosso tempo.

Na minha pele alva,
Dedilhará emoções,
Como quem reconhece
Suas próprias constelações.

Sentirá explosões cósmicas
Diante das minhas reações.

Corpos celestes,
Entre estrelas cadentes,
Desvendaremos, carentes,
O espaço adjacente.

Me amando,
Noite adentro,
Como astronauta
Explorando o firmamento.

Um Universo de desejos
Dentro do meu olhar.

Me farei noite,
Só pra você
Me enamorar.

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 106

*Foram devaneios*

Parece que, quanto
Mais perto do “enfim”,
Mais cedo o “fim” se apressa.

O que nos resta?

Nada.

Não resta mais nada
Neste plano, nesta vida.

Ficou um engano engasgado,
O câncer no peito alastrado,
A revolta carcomendo a calma,
A voz que diz, mas não fala…
A dúvida do que haverá
De ter acontecido?!
Apesar de, no fundo,
Já saber do perigo.

Descuido desprevenido
De haver pertencido,
Ter sido mais que um querer,
Um sonho não acontecido,
Não vivido,
Não medido,
Não merecido,
E que agora, nunca irá acontecer.
Não era pra ser.
Vou entender como um devaneio
de pensamentos intrusivos…

É só o que pôde ser…

Nada mais!

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 105

*Te des (Escrever)*

Como escrever sem você,
Se meu texto te chama,
E a tinta da caneta se inflama,
Querendo te descrever?

Como será que vai ser,
Sem a plenitude da palavra aberta,
E escrever-te poemas ardentes,
Sabendo que lembrarás nossas conversas?

Como poderei não desviar a ponta dileta,
Deslizando-a na curva do meu sorriso,
Rasgando, propositalmente ao seu viso, a palavra incerta,
Em alto tom de paixão que te dedico?

Como me farei poeta,
Sem aquele que me desperta a poesia?
Deixarei de te escrever, serei de palavra vazia,
Uma promessa, na imensidão, que jurei manter.

Como honrarei minha palavra,
Se, em plena consciência ativa,
No papel, a palavra me escapa
E se rasga, me abrindo pra você?

Como resistir à tentação de te escrever,
Se nos encontrarmos nas entrelinhas
Dos meus poemas é o que nos dá prazer?
Se sei que lê o que omito,
De você não me escondo ou minto,
Mas serei obrigada a esquecer.

Como poderei… Mesmo sabendo
Que você não mais me lê,
Que já não lembra dos nossos planos…
Quanto engano, entregar meu coração a você.

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 104

*(des)Encontro*

Parei um momento
Para pensar:
Em como será
Que será?

Mergulhará
No verde dos meus olhos,
Cara a cara,
Profundamente.

Adentrará em mim,
Tomado de memórias,
Reviverá nossas histórias
Novamente,
Tudo numa fração
De segundos.

Tentará discretamente
Desviar o olhar,
Mas, de súbito,
Um abraço virá,
E meu perfume
Impregnará
Em sua mente.

Sentirá minhas nuances
De suor
Levemente,
E, tão rápido
Quanto o momento
Chegou,
Ao mesmo tempo
Me vou.

E, com um sorriso,
De cumplicidade,
Como quem sabe
O que ninguém
Além de nós
Mais sabe,
Deixarei apenas
O som
Da minha voz educada:

“— Foi bom,
Enfim,
Te conhecer!”

E, com um aceno,
De rosto baixo
E sorriso largo,
Te deixo ali parado,
Entre imagens
Do meu corpo, no passado
E as peças que faltavam,
Tudo perfeitamente
Alinhado,
Confuso…
No fundo,
Premeditado.

E não vais
Me esquecer,
Jamais.
Vai desejar
Ter vivido
Muito mais
Do que pôde
Acontecer.

Mas agora
O tempo já foi
Cumprido
E, como a voz
Que se despede
E vai sumindo,
Vais assumindo
Sua sentença:

Hás de me amar
Mais do que pensa.

Assim como eu,
Acanhada,
Discretamente
Me vou,
Sem saber
Se suportarei
Lhe esconder
Este meu amor.

MarU
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@MarU
há 10 meses
Público
#Desafio 103

*Aos Poucos…*

Aos poucos
Vai deixando
As palavras quietas,
Vai calando a alma,
Vai deixando pra lá…
Perdendo o interesse,
Deixando de sentir.

Aos poucos
Se esquece,
Aos poucos…
Desaparece,
Aos poucos…
Será estranho,
Como quem
Não se conhece.

Aos poucos
Se perde
O que achou
Que encontrou.
Aos poucos
Se desconecta
Dos outros,
De tanto
Que se afastou.

Aos poucos
Cada lágrima
Que já escorreu,
Também já se secou.
Aos poucos
Se desencontrou…

Se enterrou
A sete palmos
O que restou.
Aos poucos…
O tempo passou,
E tempo passado
Não volta!
Não…

MarU
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