#Desafio 006
As Mãos do Meu Pai
Mãos que guardam a força dos dias,
de quem cedo enfrentou o labor.
Aos nove, no campo,
cultivava esperanças,
sonhando além dos passos dos pais.
Lançou-se ao destino,
com a fé dos que teimam vencer.
Ergueu muralhas de luta:
formou um lar, semeou o amanhã,
colheu honrarias,
nunca esquecendo que o afago
vale mais que o aplauso intenso.
Mãos que tocaram mil faces
e jamais se ergueram como tempestade.
Que seguraram três filhos
com a firmeza de quem envolve o mundo.
Que se despediram da amada
em prantos calados,
cinquenta dezembros de amor,
força silente nos murmúrios do tempo.
Hoje, marcadas
por manchas e sulcos,
mapas que o tempo esculpiu sem pressa…
Cada traço é história,
cada linha, uma estrada que ficou.
Mãos que ainda seguram o peso do mundo,
mas o erguem com graça serena.
São porto onde ancoro meus dias,
baluartes contra ventos bravios.
Teus gestos são mais que memórias,
são futuro que ainda pulsa,
vida que germina,
que deseja e insiste
em ser raiz e ser asa.
Crs Ribeiro
#desafio 006
@MarU
Mar.U
380
posts
58
Seguidores
48
Seguindo
Séries por #
@Sjangelsautora
sj Angels
@liria
Líria Azevedo
@egdsx
Emmanuel Gomes
@jotorquato
Josué Pereira Torquato
@alexsander-oliveira-g00U8
Alexsander Oliveira
@karen622
Karen Kazumi de Souza Moraes Yoritoni
@cynthiabrum
Cynthia Brum
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@francisco579
Francisco Calmon
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@danielmareis
Maria Danielma dos Santos Reis
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@louaguillarautora
Louisa Aguillar
@projvts
João Victor Tavares Sampaio
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@autorsilviojunior
Silvio Junior
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@Baennfox
Maddison Baennfox
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@inifadadresch
Inifada Dresch
@Yasmine
Yasmine Gabriela da Silva
@deise129
Deise Lima
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@luanaescritora
Luana Oliveira
@tecaschiavo
Teca Schiavo
@uaipaulinnn
Paulin Basalces
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@brunob612
Bruno Barboza
@mirian52
Mirian SCalvo
@fernanda51
Fernanda Piotrowski
@Cilene
CILENE RESENDE
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@marcia48
MÁRCIA MARIA DE MEDEIROS
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@Branca20
Branca
@avaliador
Avaliador
@eduliguori
EDU LIGUORI
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@tiagoandreatto
Tiago do Amaral Andreatto
@ricardoathos
Ricardo Athos
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@zamiescritora
Zami Fernandez
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@beatrizkath
Beatriz Kath da Silva Ribeiro
@cynthiabrum
Cynthia Brum
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@danielmareis
Maria Danielma dos Santos Reis
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@wilcipolli
Wilcleverson Cipolli Pereira Junior
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@dani_ln
Dani. LN
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@autorsilviojunior
Silvio Junior
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@carlajaia
Carla Torres Pereira Carrion
@inifadadresch
Inifada Dresch
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@versoparalelo
Fagner Mera
@Cilene
CILENE RESENDE
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@Branca20
Branca
@aleituracria
A Leitura Cria
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@gisele
Gisele Carmona
@corinievre
Corine Gueniévre
@eliz_leao
Eliz Leão
@zamiescritora
Zami Fernandez
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@literunico
Eder B. Jr.
Alma
(006 de 365)
A alma é a noite, como a noite é bela,
E veste de negro o vão firmamento;
A noite é a graça, a garça singela,
Que voa e que vaga, e que beija o vento.
A noite é a alma, e a alma, a alma,
É o sonho dourado da vã poesia;
E é poesia o pranto que acalma,
Como é sentimento a garça que pia.
A alma é a garça; a garça é o sonho,
O sonho dourado da vida que cala;
A alma é a vida, o amor que proponho
Do fundo do berço onde a vida me embala.
A alma é o sonho, o sonho é o dia,
E o dia é a Lua, que a noite consola;
E a Lua é aquela que, na noite fria,
Lhe rouba a magia, e lhe traz a aurora.
A Lua é a Lua, a Lua, a Lua,
Que brilha a maré, e que faz uivar
O lobo, na noite pela qual flutua
E brilha, e queima, e paira no ar.
É a alma, enfim, a vida perdida
Nas páginas brancas que escondem o trauma
De ter, entre o sonho, a Lua e a vida,
A noite, a garça, o vento e a alma.
(006 de 365)
A alma é a noite, como a noite é bela,
E veste de negro o vão firmamento;
A noite é a graça, a garça singela,
Que voa e que vaga, e que beija o vento.
A noite é a alma, e a alma, a alma,
É o sonho dourado da vã poesia;
E é poesia o pranto que acalma,
Como é sentimento a garça que pia.
A alma é a garça; a garça é o sonho,
O sonho dourado da vida que cala;
A alma é a vida, o amor que proponho
Do fundo do berço onde a vida me embala.
A alma é o sonho, o sonho é o dia,
E o dia é a Lua, que a noite consola;
E a Lua é aquela que, na noite fria,
Lhe rouba a magia, e lhe traz a aurora.
A Lua é a Lua, a Lua, a Lua,
Que brilha a maré, e que faz uivar
O lobo, na noite pela qual flutua
E brilha, e queima, e paira no ar.
É a alma, enfim, a vida perdida
Nas páginas brancas que escondem o trauma
De ter, entre o sonho, a Lua e a vida,
A noite, a garça, o vento e a alma.
A palavra proibida
(007 de 365)
(trecho de uma história inacabada)
Perguntei aos meus pais:
“Posso comer só a sobremesa?”
“Sim”, me disseram.
“E posso jogar videogame até mais tarde, e faltar à escola amanhã?”, arrisquei um teste mais desafiador.
“Claro, filho! Pode ligar o videogame na TV da sala, que é maior“, me responderam, com um sorriso nos lábios.
Eu sabia que eles não podiam me dizer a palavra proibida. Eles teriam que me dar o universo, teriam que concordar com tudo o que eu dissesse, e teriam que assentir seja lá o que fosse dito. Agora, eu podia tudo.
Fiquei intrigado. Se era possível me permitir tudo isso, por que é que nunca me deixavam fazer essas coisas? Se agora era possível me dar apenas afirmativas, qual a razão de todas as negativas que haviam me dado até aquele momento?
Sem entender, perguntei, por fim:
“Vocês me odeiam?”
Vi o sorriso de mamãe murchar. O ‘s’ do sim chegou a se formar em seus lábios - afinal, ela só poderia me falar isso. Papai pigarreou e pareceu engasgar.
Os olhos de mamãe me olharam, piedosos e marejados. Ela não conseguia dizer ‘Não, claro que não, nós te amamos!’, porque o ‘não’ parecia ter sumido da sua mente. Ela começou a chorar copiosamente, abraçando-se a papai, que, com força, apertava os olhos, entre soluços. Não; eles não eram capazes de dizer “sim” para tudo, não importava qual fosse a mandinga de um Deus ou um Diabo qualquer.
Mamãe me olhava em súplica. Ela não tinha uma resposta possível - e se negava a me dizer a única palavra permitida naquele jogo idiota. Senti o quanto me amavam e o quanto havia sido dolorido, para eles, todos os ‘nãos’ que já haviam me dado.
“Quer saber?”, eu disse, por fim, “Vamos parar com essa brincadeira? Desejo que vocês voltem a poder me dar todas as respostas que eu mereço e preciso ouvir”.
(007 de 365)
(trecho de uma história inacabada)
Perguntei aos meus pais:
“Posso comer só a sobremesa?”
“Sim”, me disseram.
“E posso jogar videogame até mais tarde, e faltar à escola amanhã?”, arrisquei um teste mais desafiador.
“Claro, filho! Pode ligar o videogame na TV da sala, que é maior“, me responderam, com um sorriso nos lábios.
Eu sabia que eles não podiam me dizer a palavra proibida. Eles teriam que me dar o universo, teriam que concordar com tudo o que eu dissesse, e teriam que assentir seja lá o que fosse dito. Agora, eu podia tudo.
Fiquei intrigado. Se era possível me permitir tudo isso, por que é que nunca me deixavam fazer essas coisas? Se agora era possível me dar apenas afirmativas, qual a razão de todas as negativas que haviam me dado até aquele momento?
Sem entender, perguntei, por fim:
“Vocês me odeiam?”
Vi o sorriso de mamãe murchar. O ‘s’ do sim chegou a se formar em seus lábios - afinal, ela só poderia me falar isso. Papai pigarreou e pareceu engasgar.
Os olhos de mamãe me olharam, piedosos e marejados. Ela não conseguia dizer ‘Não, claro que não, nós te amamos!’, porque o ‘não’ parecia ter sumido da sua mente. Ela começou a chorar copiosamente, abraçando-se a papai, que, com força, apertava os olhos, entre soluços. Não; eles não eram capazes de dizer “sim” para tudo, não importava qual fosse a mandinga de um Deus ou um Diabo qualquer.
Mamãe me olhava em súplica. Ela não tinha uma resposta possível - e se negava a me dizer a única palavra permitida naquele jogo idiota. Senti o quanto me amavam e o quanto havia sido dolorido, para eles, todos os ‘nãos’ que já haviam me dado.
“Quer saber?”, eu disse, por fim, “Vamos parar com essa brincadeira? Desejo que vocês voltem a poder me dar todas as respostas que eu mereço e preciso ouvir”.
#desafio - 3
Represa
Me odeio por sentir tanto.
Se isso te causa espanto
Em mim causa quebranto.
Todos os dias eu me levanto
Volto meus olhos aos céus
Imploro, faço uma prece
Para que a vida seja leve
Que a tristeza seja breve
Que o rio dos meus olhos seque.
Mas a vida segue
Massacrando meus os sonhos
Me reduzindo a cinzas
Abrindo as comportas,
Dos meus tristes olhos de rio.
Jusley Naiane
Represa
Me odeio por sentir tanto.
Se isso te causa espanto
Em mim causa quebranto.
Todos os dias eu me levanto
Volto meus olhos aos céus
Imploro, faço uma prece
Para que a vida seja leve
Que a tristeza seja breve
Que o rio dos meus olhos seque.
Mas a vida segue
Massacrando meus os sonhos
Me reduzindo a cinzas
Abrindo as comportas,
Dos meus tristes olhos de rio.
Jusley Naiane
#Desafio 007
O olhar do outro
é rio que me atravessa.
Carrega espelhos que não me sabem,
reflexos que não me alcançam.
Diz se sou barco que flutua
ou pedra que afunda,
mas não toca o chão
onde planto meus passos.
Lê-me feito mapa,
mas meu destino não tem linhas.
É vento que invento
quando a alma precisa ser pássaro.
É estrada improvisada
onde meus pés rejeitam a espera.
Há olhares que pesam feito tempestade,
mas sou chuva que escolhe onde cair.
Há em mim um grito de asas presas,
uma sede sem nome,
sangue inquieto que corre no fundo dos meus versos.
Sou folha, sim,
mas folha que escreve sua história.
Sou sombra, talvez.
mas sombra que dança com a luz.
Quem se dissolve no outro
perde o cheiro da terra,
o sal dos dias,
o abraço das raízes.
Quem vive no outro,
esquece-se de ser árvore:
tronco, seiva e fruto.
Sou o que invento.
E se o horizonte não me chama,
eu o desenho.
Vou mesmo sem bússola.
Sigo, ainda que doa.
Sigo, ainda que me perca.
Pois a promessa do Sol em mim
é bem maior que o silêncio do mundo.
Crs Ribeiro
O olhar do outro
é rio que me atravessa.
Carrega espelhos que não me sabem,
reflexos que não me alcançam.
Diz se sou barco que flutua
ou pedra que afunda,
mas não toca o chão
onde planto meus passos.
Lê-me feito mapa,
mas meu destino não tem linhas.
É vento que invento
quando a alma precisa ser pássaro.
É estrada improvisada
onde meus pés rejeitam a espera.
Há olhares que pesam feito tempestade,
mas sou chuva que escolhe onde cair.
Há em mim um grito de asas presas,
uma sede sem nome,
sangue inquieto que corre no fundo dos meus versos.
Sou folha, sim,
mas folha que escreve sua história.
Sou sombra, talvez.
mas sombra que dança com a luz.
Quem se dissolve no outro
perde o cheiro da terra,
o sal dos dias,
o abraço das raízes.
Quem vive no outro,
esquece-se de ser árvore:
tronco, seiva e fruto.
Sou o que invento.
E se o horizonte não me chama,
eu o desenho.
Vou mesmo sem bússola.
Sigo, ainda que doa.
Sigo, ainda que me perca.
Pois a promessa do Sol em mim
é bem maior que o silêncio do mundo.
Crs Ribeiro
Nesta casa
(008 de 365)
Quero nesta casa
O tempero do riso dos amigos
O aroma das brincadeiras das crianças
O paladar das noites de amor.
Quero cozinhar com alegria
Com pitadas de satisfação
Com doses bem servidas de carinho
E colheres cheias de felicidade.
Nesta casa se mora feliz.
Neste ambiente se ama e se quer bem.
Nesta morada cuidamos uns dos outros.
Nesta casa se vive em paz.
(poema escrito por mim na parede de entrada da minha casa)
(008 de 365)
Quero nesta casa
O tempero do riso dos amigos
O aroma das brincadeiras das crianças
O paladar das noites de amor.
Quero cozinhar com alegria
Com pitadas de satisfação
Com doses bem servidas de carinho
E colheres cheias de felicidade.
Nesta casa se mora feliz.
Neste ambiente se ama e se quer bem.
Nesta morada cuidamos uns dos outros.
Nesta casa se vive em paz.
(poema escrito por mim na parede de entrada da minha casa)
#Desafio 008. Por favor, clique para ler.
Um dia
ela será como uma amiga
um dia ela moverá montanhas
e será recompensada
um dia não mais haverá distância
e eles saberão o valor
um dia e uma noite
a verdade e a determinação
serão tudo que as flores
verão
Edu Liguori
ela será como uma amiga
um dia ela moverá montanhas
e será recompensada
um dia não mais haverá distância
e eles saberão o valor
um dia e uma noite
a verdade e a determinação
serão tudo que as flores
verão
Edu Liguori
Não há poema que explique
aquilo que se negou a ser
o mistério a dúvida o vazio
não houve não foi não deu
até o último dia fica o registro
aqueles dois não se tocaram
não dançaram não se viram
esse tango silencioso ninguém viu
Edu Liguori
aquilo que se negou a ser
o mistério a dúvida o vazio
não houve não foi não deu
até o último dia fica o registro
aqueles dois não se tocaram
não dançaram não se viram
esse tango silencioso ninguém viu
Edu Liguori
A Viagem - microconto
(009 de 365)
De repente, levantou-se da cama. Há muito não sentia o chão sob os pés. Andou sem dor; alcançou na mesa uma foto. Olhou para a cama, lar dos últimos anos, onde a foto chorava. Por fim, viu a sombra de uma velha conhecida o chamar da janela, e, sem medo, deu-lhe o braço rumo à longa viagem.
(009 de 365)
De repente, levantou-se da cama. Há muito não sentia o chão sob os pés. Andou sem dor; alcançou na mesa uma foto. Olhou para a cama, lar dos últimos anos, onde a foto chorava. Por fim, viu a sombra de uma velha conhecida o chamar da janela, e, sem medo, deu-lhe o braço rumo à longa viagem.