#Desafio 256
*Coração atado*
Coração atado
no peito,
no leito
a nota é dó.
Meus olhos
dos seus
marejam,
nas mãos vazias
sem nós.
Na garganta
um nó se ata,
o silêncio
assume
minha voz.
Quisera ouvir
seus sonetos,
de mensagens
secretas
de nós.
MarU
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#Desafio 255
*Ventos*
Os ventos
sopram ares.
Revolvem
os galhos
das árvores,
guiam,
nos céus,
as aves,
ondulam
as águas
dos mares.
Sopram quente
e sopram o frio.
Arrepiam a pele,
refrescam
o calor vil.
Movem
areias de dunas
de seus lugares.
Revoltam-se,
revolvendo-se,
arrastam
e carregam,
com fúria,
tudo pelos ares.
Seu furor
não vê desculpas:
faça fogo,
faça chuva,
faça tudo
que há na terra…
alimento
para sua busca.
E depois
de todo movimento,
plácido
e isento,
cessa
sua revolta.
E, à sua volta,
a brisa
é calmaria.
Após o tormento,
os ecos
do silêncio
entre os destroços
da força
de selvageria.
Ruídos altos
de silêncio,
gritos
do que foi,
um dia,
algo.
Gemidos doloridos
de todos,
aturdidos
pelo sentimento
de impotência
diante
de sua magnitude
e violência.
Os ventos
que sopram calmos
também sopram
árduos.
Só não sopram
de volta
o que já foi…
se foi.
Se foi!
MarU
*Ventos*
Os ventos
sopram ares.
Revolvem
os galhos
das árvores,
guiam,
nos céus,
as aves,
ondulam
as águas
dos mares.
Sopram quente
e sopram o frio.
Arrepiam a pele,
refrescam
o calor vil.
Movem
areias de dunas
de seus lugares.
Revoltam-se,
revolvendo-se,
arrastam
e carregam,
com fúria,
tudo pelos ares.
Seu furor
não vê desculpas:
faça fogo,
faça chuva,
faça tudo
que há na terra…
alimento
para sua busca.
E depois
de todo movimento,
plácido
e isento,
cessa
sua revolta.
E, à sua volta,
a brisa
é calmaria.
Após o tormento,
os ecos
do silêncio
entre os destroços
da força
de selvageria.
Ruídos altos
de silêncio,
gritos
do que foi,
um dia,
algo.
Gemidos doloridos
de todos,
aturdidos
pelo sentimento
de impotência
diante
de sua magnitude
e violência.
Os ventos
que sopram calmos
também sopram
árduos.
Só não sopram
de volta
o que já foi…
se foi.
Se foi!
MarU
#Desafio 254
*Merengue*
Gosto da cor,
da textura.
Gosto da forma,
e da temperatura.
Gosto do gosto,
de como sinto
com língua…
E, de súbito,
abocanhar
inteiro
dentro da boca…
e deslizar
pra fora,
lentamente,
como quem aprecia…
Aquela sensação
de crescer
e diminuir,
explodindo em leite
doce
dentro da boca.
Uma sensação pulsante,
que instiga a saliva
e me deixa
ansiando por outra.
Gosto de brincar
com as mãos,
e passear
com os dedos
nos intervalos…
intercalando
a respiração
com o toque.
O gosto,
a força,
a visão,
a temperatura…
E todas as outras coisas
que envolvem
degustá-lo.
Decantá-lo,
abocanhá-lo
e devorá-lo
lentamente,
até sentir
se desfazer…
Dentro da minha boca…
só suspiros…
e creme.
Merengue…
meu docinho
favorito
de comer.
MarU
*Merengue*
Gosto da cor,
da textura.
Gosto da forma,
e da temperatura.
Gosto do gosto,
de como sinto
com língua…
E, de súbito,
abocanhar
inteiro
dentro da boca…
e deslizar
pra fora,
lentamente,
como quem aprecia…
Aquela sensação
de crescer
e diminuir,
explodindo em leite
doce
dentro da boca.
Uma sensação pulsante,
que instiga a saliva
e me deixa
ansiando por outra.
Gosto de brincar
com as mãos,
e passear
com os dedos
nos intervalos…
intercalando
a respiração
com o toque.
O gosto,
a força,
a visão,
a temperatura…
E todas as outras coisas
que envolvem
degustá-lo.
Decantá-lo,
abocanhá-lo
e devorá-lo
lentamente,
até sentir
se desfazer…
Dentro da minha boca…
só suspiros…
e creme.
Merengue…
meu docinho
favorito
de comer.
MarU
#Desafio 253
*Entre nós*
Entre nós,
as palavras falam
mais do que dizemos.
Os silêncios gritam
o que precisa ser dito.
Nossos olhos calam,
mas não se deviam…
nem por um instante,
estão fixos
em cada detalhe
que julgarem importante.
Os ouvidos atentos
captam o tom da voz,
as notas da música…
captam o som
da respiração
nas pausas,
captam o que há no entorno:
se vento,
se mar,
se chuva…
se trânsito
nas ruas.
Mas o que há entre nós
de mais bonito,
sem dúvidas,
é o que sentimos.
Cada descoberta,
na memória,
um registro.
Cada palavra pronunciada,
assimilo.
Cada dor compartilhada,
sangro contigo.
…mas não largo
a sua mão,
e sinto
que não largará a minha,
mesmo que a distância
nos mantenha distantes
em corpo vivo.
A alma
nunca se ausenta:
faz memória,
se apresenta,
e, em consciência,
é presença…
em pensamento vívido.
MarU
*Entre nós*
Entre nós,
as palavras falam
mais do que dizemos.
Os silêncios gritam
o que precisa ser dito.
Nossos olhos calam,
mas não se deviam…
nem por um instante,
estão fixos
em cada detalhe
que julgarem importante.
Os ouvidos atentos
captam o tom da voz,
as notas da música…
captam o som
da respiração
nas pausas,
captam o que há no entorno:
se vento,
se mar,
se chuva…
se trânsito
nas ruas.
Mas o que há entre nós
de mais bonito,
sem dúvidas,
é o que sentimos.
Cada descoberta,
na memória,
um registro.
Cada palavra pronunciada,
assimilo.
Cada dor compartilhada,
sangro contigo.
…mas não largo
a sua mão,
e sinto
que não largará a minha,
mesmo que a distância
nos mantenha distantes
em corpo vivo.
A alma
nunca se ausenta:
faz memória,
se apresenta,
e, em consciência,
é presença…
em pensamento vívido.
MarU
#Desafio 252
*Vezes*
As vezes que eu queria falar,
e não falei nada.
As vezes que você poderia falar,
mas decidiu calar e ir embora pra casa.
As vezes que pensei estar conectada…
Sinto falta.
As vezes que você decidiu se afastar…
de tanto ter que lidar, decidi aceitar, calada.
As vezes que nos abrimos um pro outro,
mas, de um dia pro outro, nos fechamos.
As vezes que incluí você nos meus planos…
foram tantos!
As vezes que não soube dizer
se era amor ou engano.
As vezes que, num surto de ardor,
acabei transbordando.
Às vezes…
as vezes…
por vezes…
uma vez que… cada vez mais…
de vez em quando… ou desta vez…
vez por outra… de uma vez por todas!
Invés de… outra vez… dessa vez…
vês?! A vez… nossa vez…
talvez…
talvez!
MarU
*Vezes*
As vezes que eu queria falar,
e não falei nada.
As vezes que você poderia falar,
mas decidiu calar e ir embora pra casa.
As vezes que pensei estar conectada…
Sinto falta.
As vezes que você decidiu se afastar…
de tanto ter que lidar, decidi aceitar, calada.
As vezes que nos abrimos um pro outro,
mas, de um dia pro outro, nos fechamos.
As vezes que incluí você nos meus planos…
foram tantos!
As vezes que não soube dizer
se era amor ou engano.
As vezes que, num surto de ardor,
acabei transbordando.
Às vezes…
as vezes…
por vezes…
uma vez que… cada vez mais…
de vez em quando… ou desta vez…
vez por outra… de uma vez por todas!
Invés de… outra vez… dessa vez…
vês?! A vez… nossa vez…
talvez…
talvez!
MarU
#Desafio 251
*Lugar de paz*
Meu lugar de paz…
tem silêncio!
Cortinas fechadas,
cama desarrumada,
corpos nus,
sem energias para mais nada,
colados peito a peito.
O silêncio de tudo
que não mais importa
para este momento…
não agora!
Alma quieta,
completude manifesta,
carinho com dedos,
raspar suave de unhas
pela pele escorregadia.
Escaneando os detalhes
do seu corpo,
conhecendo com tato
o que a alma pressentia…
em sonhos.
Amortecida,
com uma suave sensação
de dormência no rosto,
e o olhar perdido…
pausado no seu,
meu céu.
viajando em cada nuance,
arcos da íris… profundos…
águas turvas, dias nublados,
cinza lua, brilhante…
cheia…
de calor de dentro,
dos nossos corpos,
no conforto desta cama,
entre lençóis,
no silêncio que ecoa,
ressona… dentro deste nó
em nós.
Neste momento
sou completa,
uníssona,
satisfeita,
sua…
tudo…
e nada mais.
MarU
*Lugar de paz*
Meu lugar de paz…
tem silêncio!
Cortinas fechadas,
cama desarrumada,
corpos nus,
sem energias para mais nada,
colados peito a peito.
O silêncio de tudo
que não mais importa
para este momento…
não agora!
Alma quieta,
completude manifesta,
carinho com dedos,
raspar suave de unhas
pela pele escorregadia.
Escaneando os detalhes
do seu corpo,
conhecendo com tato
o que a alma pressentia…
em sonhos.
Amortecida,
com uma suave sensação
de dormência no rosto,
e o olhar perdido…
pausado no seu,
meu céu.
viajando em cada nuance,
arcos da íris… profundos…
águas turvas, dias nublados,
cinza lua, brilhante…
cheia…
de calor de dentro,
dos nossos corpos,
no conforto desta cama,
entre lençóis,
no silêncio que ecoa,
ressona… dentro deste nó
em nós.
Neste momento
sou completa,
uníssona,
satisfeita,
sua…
tudo…
e nada mais.
MarU
#Desafio 250
*Desilusão*
Naquele tempo,
me sonhei lançada ao vento,
inspirada em um amor intenso,
adornado por magia
e conexão.
Naquele tempo,
não pensei em mais nada,
queria deitar meus cabelos
na estrada
e viver tudo
que imaginava.
Doce ilusão!
Naquele tempo,
eu acreditava
em contos de fadas,
amava um príncipe
que me faria escrava.
Só me veria cativa
quando sobrasse mágoa,
dor e desilusão…
MarU
*Desilusão*
Naquele tempo,
me sonhei lançada ao vento,
inspirada em um amor intenso,
adornado por magia
e conexão.
Naquele tempo,
não pensei em mais nada,
queria deitar meus cabelos
na estrada
e viver tudo
que imaginava.
Doce ilusão!
Naquele tempo,
eu acreditava
em contos de fadas,
amava um príncipe
que me faria escrava.
Só me veria cativa
quando sobrasse mágoa,
dor e desilusão…
MarU
#Desafio 249
*Nós fomos*
Quando foi
que nos desencontramos?
Me pego em pensamento
a lembrar…
houveram momentos
de cuidado, amparo…
mas agora,
não há.
Quando nos perdemos
de nós?
O momento,
no tempo,
não tenho.
Em meu peito,
tenho um nó.
Quando nos desconhecemos?
Indago a todo momento,
estranhando nós.
Nós tornamos estranhos
com o tempo.
Não te reconheço,
nem a mim…
Achando que deveríamos
ser um,
me perdi de mim.
Então, refletindo sobre tanto,
com o celular em mãos,
tantas vezes te aguardando…
encontrei com meu coração
em prantos…
e o sentimento se intensificando,
guiando meu pensamento
para a resolução:
Nós fomos…
não somos mais, não!
MarU
*Nós fomos*
Quando foi
que nos desencontramos?
Me pego em pensamento
a lembrar…
houveram momentos
de cuidado, amparo…
mas agora,
não há.
Quando nos perdemos
de nós?
O momento,
no tempo,
não tenho.
Em meu peito,
tenho um nó.
Quando nos desconhecemos?
Indago a todo momento,
estranhando nós.
Nós tornamos estranhos
com o tempo.
Não te reconheço,
nem a mim…
Achando que deveríamos
ser um,
me perdi de mim.
Então, refletindo sobre tanto,
com o celular em mãos,
tantas vezes te aguardando…
encontrei com meu coração
em prantos…
e o sentimento se intensificando,
guiando meu pensamento
para a resolução:
Nós fomos…
não somos mais, não!
MarU
#Desafio 248
*Libertas*
Fiz as pazes comigo mesma.
Me redescobri, acoada,
num cantinho da minha subconsciência,
praticamente escondida.
Peguei em minhas mãos,
me abracei e saí dali,
agarrada em mim mesma,
agora como sendo uma só alma.
Nada difere o “eu” do passado
com o do presente.
Rumamos libertas para o futuro,
desta vez, conscientes
de ser quem sou,
sendo quem tenho que ser.
E serei feliz assim,
me fundindo em um
tudo que há em mim,
com todos os outros
meus modos
de ser quem sou.
Serei eu.
MarU
*Libertas*
Fiz as pazes comigo mesma.
Me redescobri, acoada,
num cantinho da minha subconsciência,
praticamente escondida.
Peguei em minhas mãos,
me abracei e saí dali,
agarrada em mim mesma,
agora como sendo uma só alma.
Nada difere o “eu” do passado
com o do presente.
Rumamos libertas para o futuro,
desta vez, conscientes
de ser quem sou,
sendo quem tenho que ser.
E serei feliz assim,
me fundindo em um
tudo que há em mim,
com todos os outros
meus modos
de ser quem sou.
Serei eu.
MarU
#Desafio 247
*Esperança*
O coração apertado
desata num abraço.
Os pesos do dia a dia
aliviam, partilhando contato.
Acredito que a vida
seja mais que percalços!
Gostaria de transpor distâncias
e, com a força de um pensamento,
me dispor na ânsia…
de, tal qual num sonho,
ingênua como criança,
consertar tudo com um beijo,
um abraço e carinho
de alguém…
que ainda carrega no peito
a esperança.
MarU
*Esperança*
O coração apertado
desata num abraço.
Os pesos do dia a dia
aliviam, partilhando contato.
Acredito que a vida
seja mais que percalços!
Gostaria de transpor distâncias
e, com a força de um pensamento,
me dispor na ânsia…
de, tal qual num sonho,
ingênua como criança,
consertar tudo com um beijo,
um abraço e carinho
de alguém…
que ainda carrega no peito
a esperança.
MarU