Ser esquecido
é inevitável
ninguém nasce atrelado
até tua sombra
te larga
quando meio dia
Edu Liguori
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EDU LIGUORI
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RAFAEL ARAUJO
Sobrevivo entorpecido
vendo as ondas que me cercam
as almas que passam
sinto muito como sempre
enxergo mais que nunca
entorpecido entendo
a magia da vida profana
os pesos que deixamos
as lágrimas que secam
os copos que derramamos
sigo calado entorpecido
pela dor do que foi perdido
pela seca do tempo rápido
que me deixa para trás
sem os encontros
que um dia sonhei beber
Edu Liguori
vendo as ondas que me cercam
as almas que passam
sinto muito como sempre
enxergo mais que nunca
entorpecido entendo
a magia da vida profana
os pesos que deixamos
as lágrimas que secam
os copos que derramamos
sigo calado entorpecido
pela dor do que foi perdido
pela seca do tempo rápido
que me deixa para trás
sem os encontros
que um dia sonhei beber
Edu Liguori
Bato a cara com força no muro
com a pena convenções esmurro
se me orgulho é de ser impuro
se estiver parado te empurro!
Edu Liguori
com a pena convenções esmurro
se me orgulho é de ser impuro
se estiver parado te empurro!
Edu Liguori
Não vou arrumar a cama
deitar em uma poça de lama
ficar com a mesma roupa
café amargo e suco de polpa
não ligar a tevê nem o rádio
fitar o vazio do estádio
um cigarro aceso na boca
uma febre muito louca
nada de conversas
pensamento em terras imersas
um dia cinza mesmo com céu azul
ranzinza os olhos miram o sul
de lá vem todo o silêncio
sofre como o pobre Gaudêncio
hoje será tristeza por fora e por dentro
poesia pontuada e com acento.
Edu Liguori
deitar em uma poça de lama
ficar com a mesma roupa
café amargo e suco de polpa
não ligar a tevê nem o rádio
fitar o vazio do estádio
um cigarro aceso na boca
uma febre muito louca
nada de conversas
pensamento em terras imersas
um dia cinza mesmo com céu azul
ranzinza os olhos miram o sul
de lá vem todo o silêncio
sofre como o pobre Gaudêncio
hoje será tristeza por fora e por dentro
poesia pontuada e com acento.
Edu Liguori
Quando ela chegar
quero que seja sábado de aleluia
água de flores na cuia
cama perfumada para se deitar
quando ela chegar
quero que seja terça de carnaval
lençóis brancos frescos do varal
taquara erguida pra desfrutar
quando ela chegar
quero que seja domingo de páscoa
pela porteira passa a récua
cavalgadas até se acabar
quando ela chegar
quero que seja quarta de cinzas
totalmente perdidos entre as balizas
do que significa amar
Edu Liguori
quero que seja sábado de aleluia
água de flores na cuia
cama perfumada para se deitar
quando ela chegar
quero que seja terça de carnaval
lençóis brancos frescos do varal
taquara erguida pra desfrutar
quando ela chegar
quero que seja domingo de páscoa
pela porteira passa a récua
cavalgadas até se acabar
quando ela chegar
quero que seja quarta de cinzas
totalmente perdidos entre as balizas
do que significa amar
Edu Liguori
Bom dia pessoal, dentre as novas criações, estou migrando gradativamente para o Literunico todos meus poemas que estavam arquivados/publicados no Wattpad e Wordpress.
A sorte me fugiu
feito passarinho assustado
tudo deu errado
o que era certo mentiu
o que era verdadeiro sumiu
ando muito apressado
no mesmo lugar parado
a sorte me iludiu
Edu Liguori
feito passarinho assustado
tudo deu errado
o que era certo mentiu
o que era verdadeiro sumiu
ando muito apressado
no mesmo lugar parado
a sorte me iludiu
Edu Liguori
Enquanto chove lá fora
o parasita aqui dentro consome
roe a carne que dorme
um sono profundo silencioso
por fora bela viola dizia vovó
por dentro pão bolorento
uma imagem que surge e some
uma verve sem vida sem tempo
arde a pele que ninguém toca
no fundo do peito tuberculoso
um nó e outro nó
sem fermento não cresce
só lamento e defeito
o poeta sofre mas não devia
o forno aquece e queima a massa
a vida amassa e teima
insiste por mais um dia
mais uma noite fria
chove lá fora já disse
e sorri o parasita
não desista eles dizem
não desisto
escrevo
Edu Liguori
o parasita aqui dentro consome
roe a carne que dorme
um sono profundo silencioso
por fora bela viola dizia vovó
por dentro pão bolorento
uma imagem que surge e some
uma verve sem vida sem tempo
arde a pele que ninguém toca
no fundo do peito tuberculoso
um nó e outro nó
sem fermento não cresce
só lamento e defeito
o poeta sofre mas não devia
o forno aquece e queima a massa
a vida amassa e teima
insiste por mais um dia
mais uma noite fria
chove lá fora já disse
e sorri o parasita
não desista eles dizem
não desisto
escrevo
Edu Liguori
Não sou culpado pelo que sinto
pelo espaço que desejo ocupar
pelo gosto dos teus lábios
pelo cheiro dos teus cabelos
não sou culpado por amar
por desejar sua pele morena
por gostar de caminhar contigo
por me encantar com tua voz
não sou culpado de ser assim
de viver com intensidade
de almejar tua companhia
de saber que com você é simples
não sou culpado do acaso
que nos fez conhecer e aprender
que em você vive uma brisa
que com você sou muito melhor
Edu Liguori
pelo espaço que desejo ocupar
pelo gosto dos teus lábios
pelo cheiro dos teus cabelos
não sou culpado por amar
por desejar sua pele morena
por gostar de caminhar contigo
por me encantar com tua voz
não sou culpado de ser assim
de viver com intensidade
de almejar tua companhia
de saber que com você é simples
não sou culpado do acaso
que nos fez conhecer e aprender
que em você vive uma brisa
que com você sou muito melhor
Edu Liguori
Estou desde aquele tempo
como que sob uma infecção
febril afetado pelo espectro
de tua única existência
não sou muito espiritual
tampouco creio em milagres
mas inegável estar capturado
desde aquele tempo
em que senti a respiração
fui contaminado circunflexo
de tanto conteúdo e aparência
envolto em afetos e carnaval
sequestrado entre os pilares
um poeta gentil desarmado
desde aquele tempo
Edu Liguori
como que sob uma infecção
febril afetado pelo espectro
de tua única existência
não sou muito espiritual
tampouco creio em milagres
mas inegável estar capturado
desde aquele tempo
em que senti a respiração
fui contaminado circunflexo
de tanto conteúdo e aparência
envolto em afetos e carnaval
sequestrado entre os pilares
um poeta gentil desarmado
desde aquele tempo
Edu Liguori