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Sou legal e barrigudo
feito borrachudo eu grudo
gosto de mar, água e beijo
petisco, queijo, bebo de tudo
amar, gozar e caminhar
pra vida fazer sentido
debaixo do coqueiral
uma rede e descanso
ao som manso das ondas
tu que me rondas
se aproxime e rime
diga olá e saravá
Edu Liguori
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Eu não sei dançar
também não sei cantar
minha habilidade para pintar
é desprezível
não tenho conhecimento espacial
para artes plásticas
eu só sei contar histórias
misturar as palavras
sorrir e lacrimejar
sou apenas um poeta
um homem só
com seu coração
buscando uma rima
Edu Liguori
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Naquele momento
ele foi deus
seus lábios conheceram a verdade
entre os pelos grisalhos
a umidez do aceno
e o sabor da saliva
se encontraram
nunca mais se recuperou
foi divino foi imensurável
o beijo
o ser mais completo
sentiu o tempo se perder
naquele beijo
a vida fez sentido
Edu Liguori
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Hoje eu compus um poema
enquanto estava na esteira na academia
resultado
não temos um poema
ele morreu naqueles quilômetros
isso acontece às vezes
desce pelo ralo
às vezes fica no ônibus
a vida do poeta
é desperdiçar poemas
Edu Liguori
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Minha alma está cheirando a lírios
delírios ruivos uivantes tão doces
mesmerizado pelo seduzente mistério
um ministério de olhares e vozes
me entrego nu e tão transparente
que como se fossem dunas ao vento
danço sob o sol brilhante intenso
em busca da conjugação e fúria
do amor desconhecido sem pudor
sou flor sou areia sou teu calor
Edu Liguori
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Público
Não te conheço
mas gosto de você
curto essa ousadia
essa maneira de ver
esse jeito complexo
não te conheço
mas posso te conhecer
o tempo vai seguir
de qualquer jeito
e estaremos aqui
a curiosidade faz o fruto
a poesia reside no mistério
e depois das montanhas
sempre tem o mar
Edu Liguori
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Nunca me faltou coragem
nem sonhos
sou muito destemido
léguas não me afligem
entre grãos de areia
e conchas mortas
caminho seguro
em busca do que é devido
será o que será de ser
tua boca carmim
teus olhos claros
e talvez
nossa vida futura
nunca me faltou
hoje sou eu
amanhã você
Edu Liguori
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Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
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Me engano
muito mais que acerto
me aperto
muito mais que devia
como seria
se fosse esperto
não entrasse pelo cano
o engano que me persegue
Edu Liguori
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Só eu me entendo
só eu sei o que existe
no fundo do fundo
a dor e o valor
de cada ideia
de cada suspiro
o honesto ingênuo
e mais fraco elo
o que rompe
e se perde
por mim
Edu Liguori
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