XVII Opúsculo Humanitário · Capítulo 17 de 62
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XVII

É tempo de voltarmos ao nosso caro Brasil, cujo interesse inspirou-nos este trabalho, e repetir a exclamação com que começamos este opúsculo. – Povos do Brasil, que vos dizeis civilizados! Governo, que vos dizeis liberal! Onde está a doação mais importante dessa civilização, desse liberalismo? Temos já transposto metade do século XIX, século marcado pelo Eterno para nele revelar ao homem estupendos segredos da ciência tendentes a aplainar as grandes dificuldades, que se opõe a universalidade do aperfeiçoamento das ideias, em ordem a fraternizar todos os povos da terra. Temos testemunhado o empenho dos homens pensadores das nações cultas em harmonizar a educação da mulher com o grandioso porvir que se prepara à humanidade! Nada, porém, ou quase nada temos visto fazer-se para remover os obstáculos que retardam os progressos da educação das nossas mulheres, a fim de que elas possam vencer as trevas que lhes obscurecem a inteligência, e conhecer as doçuras infinitas da vida intelectual, a que têm direito as mulheres de uma nação livre e civilizada. Deus depôs no coração da Brasileira o germe de todas as virtudes; vejamos o impulso, que o governo e os homens da nossa nação têm dado a este germe precioso; como têm eles cultivado e feito desabrochar as flores, madurar os frutos que se deve esperar de uma planta de abundante seiva, sob os cuidados de um hábil e sábio horticultor. 67 Personagens d’A cabana do Pai Tomás, de sentimentos abolicionistas.

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