Sonho africano
A João Ribeiro Ei-lo em sua choupana. A lâmpada, suspensa Ao teto, oscila; a um canto, um velho e ervado fimbo7. Entretanto, porta dentro, o sol forma-lhe um nimbo Cor de cinabre em torno à carapinha densa. Estira-se no chão... tanta fadiga e doença! Espreguiça, boceja... O apagado cachimbo Na boca, nessa meia escuridão de limbo, Mole, semicerrando os dúbios olhos, pensa... Pensa na longe pátria.... As florestas gigantes Se estendem, sob o azul, onde, cheios de mágoa, Vivem negros pitus e enormes elefantes... Calma em tudo. Dardeja o sol raios tranquilos... Desce um rio, a cantar... Coalham-se à tona d’água, Em compacto apertão, os velhos crocodilos...