Balada — No boudoir
Aguarda o jovem conde há quase uma hora, Mudo, a agradável ocasião de vê-la. A um canto de boudoir, altiva e bela, Está sentada a viscondessa Aurora. Entra e murmura: “Que brilhante estrela! Vou confessar-lhe o meu amor agora...” Depois, aproximando-se: “Senhora, Tenho muito prazer em conhecê-la...” E segreda baixinho: “Viscondessa, É por Vossa Excelência que deliro...” E ela, soerguendo, tímida, a cabeça, Fita-o, sorrindo, nada lhe responde... Solta apenas um trêmulo suspiro Ao ver os olhos do formoso conde.