Balada — Balada Mármores · Capítulo 28 de 45
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Balada — Balada

“Eu vou partir. A noite já desmaia. Parto; por isso, cândida princesa, Venho beijar as mãos à Vossa Alteza... Botes e naus esperam-me na praia. Tenho, decerto, de sofrer azares, Dores sofrer; mas hei de, com denodo, Pugnas vencer e conquistar de todo Terras estranhas e remotos mares... Não sei se morrerei; mas se, princesa, Através de procelas e de escolhos A negra morte me fechar os olhos, Eu morrerei pensando em Vossa alteza. Mas, forçoso é partir; adeus, senhora...” “Conde, adeus...” murmurou, baixando a fronte. A noite desmaiava. No horizonte Já se movia o séquito da aurora. E ela, a princesa, imersa num letargo, Ficou olhando a vastidão do oceano. Rompeu, enfim, o sol. E, a todo o pano, A aventureira nau se fez ao largo...

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