Balada — Pérfida
Disse-lhe o poeta: “Aqui sob estes ramos, Sob estas verdes laçarias bravas, Ah! Quantos beijos, trêmula, me davas! Ah! Quantas horas de prazer passamos! Foi aqui mesmo, – como tu me amavas! Foi aqui, sob os flóridos recamos Desta ramagem, que uma rede alçamos Em que teu corpo, mole, repousavas. Horas passava junto a ti, bem perto De ti. Que gozo então! Mas pouco a pouco, Todo esse amor calcaste sob os pés”. Mas, disse-lhe ela, quem és tu? De certo, Essa mulher de quem tu falas, louco, Não, não sou eu, porque não sei quem és...