A caçada
A Valentim Magalhães Ao mirante gentil de construção bizarra Acabou de subir naquele mesmo instante Em que o seu noivo foi à caça; e, palpitante, Lá fora cuida ouvir os sons de uma fanfarra. E, ao mesmo tempo ouvindo o selvagem descante Que, entre as folhas, sibila a estrídula cigarra, Ela vai ler a carta onde o seu noivo narra A dor que há de sofrer quando estiver distante... E dorme, vendo o sol que, através de uma escassa Nuvem branca, ilumina as íngremes encostas Dos montes onde ondeja10 a matilha da caça; E, bem de perto, ao rumor de trompas e ladridos, O seu noivo gentil que, de espingarda às costas, Lhe oferta uma porção de pássaros feridos... ções.