Balada — Estela
Como dormes feliz, anjo adorado, Nesse teu berço, assim... tu, cujos olhos Nunca viram misérias nem abrolhos, Mas as vêm somente o maternal cuidado. O anjo da guarda está velando ao lado Do teu berço, a sorrir.... Os teus antolhos São, por enquanto, os ondulantes folhos Do teu bercinho de ébano lavrado. Dorme, que enquanto o querubim de vela, Ele te envolve nessa etérea veste Que usam no céu os querubins, Estela; Dorme; o teu sono cheio de fulgores De certo eleva-te a um país celeste Todo cheio de pássaros e flores.