Balada — As duas irmãs Mármores · Capítulo 39 de 45
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Balada — As duas irmãs

Vem a primeira a fala-lhe em segredo: “Amiga, vê, (nem sei como isto conte!) Como correm as águas desta fonte: Tal corre a vida, e acaba-se tão cedo! Ama, pois!” A segunda, em cuja fronte Brilha um raio de luz, murmura, a medo, Apontando-lhe o chão: “Este é o degredo Perpétuo e atroz do teu amor insonte. Contudo, espera.” E somem-se a Esperança E a Saudade. E ela fica, como douda, A olhar o rastro dessas deusas belas... E ela fica esperando-as.... Cansa, cansa De esperá-las assim, a vida toda, Sem jamais receber notícias delas! ...

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