Balada — Mãe Mármores · Capítulo 43 de 45
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Balada — Mãe

Embora a mágoa a aflija e a sorte a oprima, O seu amor, como celeste esmola, É um perfume sutil que se lhe evola Do peito e sobe deste mundo acima. Com que ternura a sua voz me anima, Quando, pelo meu rosto, o pranto rola! Ninguém, como ela, a minha dor consola, Ninguém, como ela, o meu pesar lastima. Julgo-me só e chamo-a... Ela não tarda! Volta, acode-me, alegre; e, num momento, Desfaz a dor que o coração me enluta. Ela é a mais fiel, a mais constante guarda Que, no meio da noite, o ouvido atento, O meu suspiro entrecortado escuta.

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