Caos Tarde · Capítulo 7 de 98
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Caos

No fundo do meu ser, ouço e suspeito

Um pélago em suspiros e rajadas:

Milhões de vivas almas sepultadas,

Cidades submergidas no meu peito.

As vezes, um torpor de águas paradas...

Mas, de repente, um temporal desfeito:

Festa, agonia, júbilo, despeito,

Clamor de sinos, retintim de espadas,

Procissões e motins, glórias e luto,

Choro e hosana... Ferver de sangue novo,

Fermentação de um mundo agreste e bruto...

E há na esperança, de que me comovo,

E na grita de dúvidas, que escuto,

A incerteza e a alvorada do meu povo!

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