Palmeira Imperial Tarde · Capítulo 75 de 98
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Palmeira Imperial

Mostras na glória um coração mesquinho...

Numa beleza esplêndida, que aterra,

Passas desencadeando um ar de guerra,

Sem deixar um perfume no caminho.

Como a palmeira, não susténs um ninho!

Não és filha, mas hóspeda da Terra;

Subjugando a planície, na alta serra,

- Cruel às aves, seca de carinho.

Ha no deslumbramento do teu porte

Tédio, orgulho, desdém: talvez saudade

De outra vida, ambição talvez da morte...

Como a palmeira, tens a majestade,

E dela tens a desgraçada sorte:

A avareza da sombra e da piedade.

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