Vulnerant Omnes, Ultima Necat Tarde · Capítulo 95 de 98
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Vulnerant Omnes, Ultima Necat

Rio perpétuo e surdo, as serras esboroas,

Serras e almas, ó Tempo! e, em mudas cataratas,

As tuas horas vão mordendo, aluindo, à toa...

Todas ferem, passando: e a derradeira mata.

Mas a vida é um favor! De crepe, ou de ouro e prata,

Da injúria ou do perdão, do opróbrio ou da coroa,

Todas as horas, para o martírio, são gratas!

Todas, para a esperança e para a fé, são boas!

Primeira, que, em meu ninho, os primeiros arrulhos

Me deste, e a minha Mãe deste um grito e um orgulho,

Bendita! E todas vós, benditas, na ânsia triste

Ou no clamor triunfal, que todas me feristes!

E bendita, que sobre a minha cova aberta

Pairas, última, ó tu que matas e libertas!

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