Aos Meus Amigos de São Paulo Tarde · Capítulo 54 de 98
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Aos Meus Amigos de São Paulo

Se amo, padeço, e sonho, a recompensa

É a melhor que me dais, neste agasalho:

Desta ternura, sobre mim suspensa,

Desce todo o valor do quanto valho.

Não tenho aroma que vos não pertença:

Vêm de vós a doçura e o bem que espalho;

Valemos todos pela nossa crença,

Na comunhão do amor e do trabalho.

Operário modesto, abelha pobre,

De vós e para vós o mel fabrico,

E abençôo a colmeia que nos cobre.

Só do labor geral me glorifico:

Por ser da minha terra é que sou nobre,

Por ser da minha gente é que sou rico.

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