A Morte de Orfeu Tarde · Capítulo 51 de 98
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A Morte de Orfeu

"Em vão as bacantes da Trácia procuram

consolá-lo. Mas Orfeu, fiel ao amor de

Eurídice, encarcerada no Averno, repeliu

o amor de todas as outras mulheres.

E estas, despeitadas, esquartejaram-no."

Houve gemidos no Ebro e no arvoredo,

Horror nas feras, pranto no rochedo;

E fugiras as Mênadas, de medo,

Espantadas da própria maldição.

Luz da Grécia, pontífice de Apolo,

Orfeu, despedaçada a lira ao colo,

A carne rota ensangüentando o solo,

Tombou... E abriu-se em músicas o chão...

A boca ansiosa em nome disse, um grito,

Rolando em beijos pelo nome dito;

"Eurídice", e expirou... Assim Orfeu,

No último canto, no supremo brado,

Pelo ódio das mulheres trucidado,

Chorando o amor de uma mulher, morreu...

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