Diamante Negro Tarde · Capítulo 76 de 98
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Diamante Negro

Vi-te uma vez, e estremeci de medo...

Havia susto no ar, quando passavas:

Vida morta enterrada num segredo,

Letárgico vulcão de ignotas lavas.

Ias como quem vai para um degredo,

De invisíveis grilhões as mãos escravas,

A marcha dúbia, o olhar turvado e quedo

No roxo abismo das olheiras cavas...

Aonde ias? aonde vais? Foge o teu vulto;

Mas fica o assombro do teu passo errante,

E fica o sopro desse inferno oculto,

O horrível fogo que contigo levas,

Incompreendido mal, negro diamante,

Sol sinistro e abafado ardendo em trevas.

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