Vocabulário - parte 2 O Dialeto Caipira · Capítulo 7 de 24
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Vocabulário - parte 2

"Estive lá ainda em antes que ele chegasse". ANTES TEMPO, loc. adv. - antecipadamente, antes da hora marcada ou oportuna: "Foi tão de pressa que chegô na eigreja antes tempo". | Os antigos diziam ante tempo: "Uma muito principal razão porque muitas pessoas cuidam de si mais do que tem, e ante tempo se tem por muito aproveitadas, é, que como Deus em todas suas obras se parece comsigo é tão fermoso nos seus começos, que muitos enganados com isso, se dão por perfeitos". (Fr. Tomé de Jesus, "Trabalhos de Jesus"). "E dizemos 'lampeiro' o que faz alguã cousa ante tempo..." (D. Nunes, "Orig.", VII). Cp. anteontem, a que se vai preferindo "antes de ontem" como mais correto. Na Carta de Caminha há ante sol posto. ANTONHO, Antônio, n. p. | Forma antiga, registada por Vit. Cp. Junho de Juniu(m), sonho de somniu(m), etc. ANTONTE, anteontem, adv. | V. ANTE. ANÚ1, nu, q. ANÚ2, ANUM, s. m. - ave da fam. "Cuculidae". A PAR DE, loc. prep. - junto de, ao lado de: "Eu tava bem a par dêle quando assucedeu o causo". | É de uso antiquíssimo na língua, como mostram estes exemplos: "E quando comião de suum dom Diego Lopez e sa molher, asseemtaua eli apar de ssy o filho; e ella assemtaua apar de ssy a filha da outra parte". (Lenda da Dama Pé de Cabra, no "Livro da Linhagem", séc. XV). Aqui, aqui, Oribella, Serrana, alli apar della. (Gil V., "Com. de Rubena") "Eu tenho huã quinta apar de Cintra..." (Testam. de D. João de Castro). APARÊIO, aparelho, s. m. - Na loc. "aparêio de fumo", que compreende o isqueiro, a pedra, o fuzil, e parece que também o que é necessário para fazer um cigarro. APAREIADA, aparelhada. | V. PAREIADA. APÊRO(S), apeiros, s. m.. pl. - conjunto de instrumentos de caça. É port. O "Novo Dic." não lhe põe nota de antiquado; mas parece que já não é de uso corrente em Port., segundo o que se depreende desta menção de M.. dos Rem. ("Obras de Gil V.", Gloss.): "APEIRO - Nome que antigamente se dava a diferentes instrumentos de lavoura", etc. J. Moreira, por sua vez, o tinha por antiq., como se vê desta referência ("Estudos", 2.º v., p. 175): "Há em português o vocábulo apeiro, a que em espanhol corresponde apero. Diez derivou-os do latim apparium (do verbo apparo). As suas significações eram variadas. Designa o conjunto de utensílios ou instrumentos de lavoura, e aplicava-se ainda a outros objetos, chamando-se "apeiro de caçador" aos instrumentos e armadilhas de caça..." etc. Vê-se em Vit. que já no séc. XVII a palavra era usada tal qual. - Esses autores registam a forma do sing.; acreditamos, porém, que no dial. só se emprega no plur., - o que aliás já é uso antigo, como se vê deste passo de Gil V., "Auto de Mof. Mendes": Leva os tarros e apeiros E o çurrão co'os chocalhos - APEÁ(R), v. i. - voc. port., que no dial. apresenta a particularidade de envolver, correntemente, a idéia de "hospedar-se": "Quando chegô? Adonde apeô? - Apeei na casa do Chico, perto de onde tenho meus que-fazê". APINCHÁ(R), PINCHÁ(R), v. t.. arremessar: "Fui de verêda pro quarto, despois de tê apinchado a ferramenta num canto da sala..." (V. S.) "Tratei de me apinchá pra outra banda, porque a noite ia esfriando". (V. S.). | Também se usa no Ceará, segundo este e outros passos do "Meu Sertão", de Catulo Cear.: Meu compade Dizidero somentes pra me impuiá, má cheguei, me foi pinchanda lá pra Avenida Cintrá. Pinchar é port. mas acreditamos que bem pouco usado hoje, neste sentido, em Port. No Brasil, é absolutamente defeso à gente educada - Joanne, personagem do "Auto Pastoril Port.", de Gil V., exclama a certo momento: Oh! commendo ó demo a vida A que a eu arrepincho! No gloss., ao fim do 3.º v. da sua ed. das "Obras de Gil V.", pergunta M. dos Rem.: "Quererá dizer o Poeta 'vida que eu levo a pular, a divertir-me?' Por nossa parte, com a devida vênia de tão erudito mestre, a resposta é negativa: não, o poeta não quis dizer isso. O entrecho da cena e a construção da frase não autorizariam tal interpretação. A cena passa-se entre Joanne e Catherina. Aquele faz e repisa declarações de ardente paixão, que a rapariga repele grosseiramente, mandando-o bugiar, chamando-lhe parvo. O pobre moço, enfim desesperado, exclama: Oh commendo ó demo esta vida A que a eu arrepincho! isto é: encomendo esta vida ao diabo, ao qual a arremesso! - A continuação da fala não faz senão confirmar esta interpretação: Catalina, se me eu incho, Por esta que me va de ida. A índia não está hi? Que quero eu de mi aqui? Melhor será que me va. É provável que o que do segundo dos dois versos primeiro citados venha de uma transcrição errada de que "ou má interpretação de q", A verificação deste ponto concorreria bastante a elucidar a questão. - Quanto ao arre que Gil V. antepôs ao verbo, destinava-se de certo a darlhe mais energia. O uso de tais expletivos era comum em Gil V. e outros poetas d0 seu tempo, nos quais se encontra até re-não, re-si, re-velho, re-tanto, re-milhor. Refletiam eles, sem dúvida, uma tendência popular então bem viva, da qual nos terá vindo boa parte dessa multidão de termos em re e arre, que a língua possui. APÔS, APÓS, prep. - no encalço de: "Saí no mesmo instantinho após êle, mais foi de barde". | É de uso antigo na ling.: "... e os outros foram logo apos ele e lhas tornaram..." (Carta de Caminha). "... e correndo apoz nós, que já então lhe iamos fugindo..." (F. M. Pinto). APÔS, APÓS DE, com o mesmo valor: "Andei após disso muito tempo". "Receio que a minha classe vá após d'esses fantasmas com que a iludem". (Garrett). ARA, ora, conj. e intj. | Cp. sinhara, vacê, hame(m), palavras nas quais o som o se muda em â. ARÁ(R), v. i. - empregado figuradamente no mesmo sentido que as expressões "suar o topete", "ver-se em apuros ': "Cos diacho! arei; pra descobri quem me fizesse êsse sirviço". ARAÇARI, s. m. - espécie de tucano pequeno. | Tupi. ARAGANO, q. - diz-se do cavalo espantadiço, que dificilmente se deixa pegar. | Cast. haragano. ARAGUARI, s. m. - espécie de papagaio pequeno. | Tupi. ARAPONGA, s. f. - pássaro da fam. "Cotingidae", também chamado "ferreiro". | Tupi. ARAPUÁ, s. f. - certa abelha do mato. | Tupi. ARAPUCA, URUPUCA, s. f. - armadilha para apanhar pássaros, feita de pequenos paus arranjados horizontalmente e em forma de pirâmide. | B. Rodrigues regista "arapuca" e "urapuca", do nheengatu. ARARA, s. f. - papagaio grande, de cauda longa. | Tupi. ARARA-UNA - arara inteiramente azul, de bico preto. ARARIBÁ, s. m. - certa árvore de boa madeira. | Tupi. ARATACA, s. f. - armadilha grande, que colhe e mata a caça. | Tupi "aratag", armad. "para pássaros" (Mont.). ARCO-DA-VÉIA, arco-da-velha, s. m. - arco-iris. | Paiva, nas "Inferm. da Língua" (séc. XVIII), coloca este termo entre os que cumpre evitar. O "Novo Dic." só o regista em sua última ed. - No Brasil, é corrente a frase "coisas do arco-da-velha", por "coisas extraordinárias, surpreendentes". ARÊA, areia, s. f. | É forma arc. Cp. vêa, chêo, etc., igualmente arcaicos mas persistentes no dial. caip. AREÁ(R), v. t. - limpar cuidadosamente (qualquer objeto). AREADO, part. de arear - muito limpo, em estado de perfeito asseio: "... revirava de sol a sol na labuta das donas, trazia tudo areadinho..." (V. S.). AREÃO, s. m. - larga extensão de solo coberta de areia: "Assim falavam o Chico Gregório e o Bertolomeu, no areão da estrada do Abertão, sob uma sombra..." (C. P.). AREJA(R), v. i. - constipar-se (o animal): "Desincie o cavalo e recôia no paió. Tá choveno daqui um poquinho e êle tá banhado de suór; pode arejá!" (C. P.) | Em Mato Grosso e outras regiões há, com o mesmo sentido, "airar": "Virou os arreios, não de súbito, mas com cautela e lentidão, para que o animal, encalmado como estava, não ficasse airado, (Taunay, "Inoc."). AREJADO, q. - part. de "arejar". V. esta palavra. ARIMBÁ, s. m. - boião de barro vidrado em que se guardam doces em calda. | Do tupi? ARIRANHA, s. m. carnívoro da fam. "Mustelidae" e semelhante à lontra, hoje raro. | É nome de uma localidade do Estado de S. Paulo. - Tupi. ARFENETE, alfinete, s. m. Não m'arrarão alfenetes E tamísem enxaravia. (Gil V., "Auto Past. Port.") ARMA-D~GATO, alma de g., s. f. - ave da fam. "Cuculidae", castanho-parda, cinzenta na parte inferior, cauda longa com pontas brancas. Também se lhe chama, no Brasil, "alma de caboclo", "rabo-de-palha", e "tinguassu". (R. v. I.). ARRAIA-MIUDA, s. f. - populacho. | Cp. arraial, pequeno povoado, e outrora povo (contraído em arreal, real). Parece ter havido aqui contaminação da idéia de "arraia" peixe. ARRANCHÁ(R), v. i. - armar barraca, ou "rancho"; estabelecer-se provisoriamente; fig., hospedar-se sem cerimônia (com alguém): "No fim do segundo dia fumo arranchá na bêra do Mugi". "O Bituca arranchô na casa do cumpadre, sem mais nem menos". ARRE LÁ, intj. - de enfado ou cólera, como arre: "Não me aborreça! Arre lá!" | Esta intj., que não encontramos registada em dicionário, se acha em Gil V. ("Auto da Barca do Purg."): Arre lá! uxte. morena! Arre, arre lá, uxte e uxtix (que todas se encontram em Gil V.) eram intjs. usadas pelos arrieiros para estimularem os animais (se bem que, no passo acima citado, não se dá esse caso, mas trata-se de uma rapariga do povo a quem o diabo quer levar na sua barca). ARREMINADO, q. - irritadiço, intratável. | Cuido que o vejo erguer-se arruminado Lá da campa onde jaz seco e moído, O meu Garção... (F. Elísio, "Arte Poet.") ARRESPONDÊ(R), responder: "Cum pôca demora ela me arrespondeu falando sussegado..." (V. S.). ARTERICE, s. f. - astúcia, ardil. | "Arteiríce caiu em desuso depois que do latim se tirou a sinônima astúcia, palavra que era nova no séc. XV..." (Ad. Coelho, "A Líng. Port.", p. 59). ARTÊRO, q. - ardiloso, astuto. J. J. Nunes, "Crest. Arc.", regista arteiro como fora de uso corrente. O "Novo Dic." regista-o sem essa menção. ASCANÇÁ(R), alcançar, v. t. - "É do cano cumprido! Bem mais cumprido do que a minha! A vareta num chega no fundo. Há de ascançá longe..." (C. P.) | A sílaba al, de acordo com a fonética roceira, mudou-se em ar, e depois, por influência do som sibilante de ç, em as. ASCANÇADO, alcançador, q. ASCANÇADIERA, f. de ALCANÇADOR - "Aminhã nóis vai na vila... Ocê já tá cum déiz ano i coisa, i eu ti vo compra u"a de cartuche (espingarda), que tem na loja do Bismara. - Que bão!... É ascançadêra?" (C. P.). A Só POR SÓ, loc. ad. equivalente a "a sós": "Eu sempre maginei, a só por só cumigo, que não hai coisa mais triste que andar um cristão pro mundo..." (V. S.). | Expressão clássica. ASPEREJÁ(R), v. reI. - usar de linguagem ou de modos ásperos (com alguém): "Não aspereje ansim co a pròvezinha da criança". ASPRE, áspero, q. invar.: "Nossa, que muié aspre pra lidá cos póvre!" ASSOMBRAÇÃO, SOMBRAÇÃO, s. f. - aparição, fantasma, alma do outro mundo. ASSOMBRADO. q. - diz-se do lugar ou casa onde se crê haver assombração; "mal assombrado", em linguagem polida. ASSUNTÁ(R). v. i. - escutar refletindo, considerar, observar: "Pois ensilhe o seu 'bicho' e caminhe como eu lhe disser. Mas assunte bem, que rio terceiro dia de viagem ficará decidido quem é "cavoqueiro" e embromador". (Taun., "Inoc."). ATABULADO, part. de ATABULÁ(R), v. t. - estugar (o passo), apressar (algum serviço ou negócio). | De atribular? A hipótese não é gratuita, pois o caipira usa constantemente de "tribulado", "tribulação", dando a tais palavras um grande elastério. ATAIÁ(R). atalhar, v. t. - fazer uma cavidade (por dentro da cangalha, em lugar correspondente a uma pisadura no animal): "Ao pouso arribava à boquinha da noite, feita a descarga... afofadas e atalhadas as cangalhas pisadoras..." (C. Ram.) ATANAZÁ(R), atenazar, v. t. - importunar. De tenaz. Veis aquelios azotar Con vergas de hierro ardiendo Y despues atanazar? (Gil V., "Auto da Barca da Gl.") F. J. Freire registou-o. ATENTÁ(R), v. t. - tentar; apoquentar, irritar: "Não me atente mais, Nhô, que eu tô no fim da paciença!" (V. S.). "Num brinque cum revorve; ói que o diabo atenta!" | Esta última acepção se encontra também em Port., e até em frases muito semelhantes à citada. J. Moreira colheu em Armamar um trecho de romance onde há estes dois versos: Puxei pela minha faca, O diabo me atentou. ÁTIMO, s. m. - usado na loc. "num átimo", num instante, num abrir e fechar de olhos: "E as espigas desenvolveram-se num átimo, avolumaram-se e começaram a secar". (A. Delf.) | O "Novo Dic." registra atimar, como t. açoriano e antigo, equivalente de "ultimar". Acha-se em Vit., que o dá como "o mesmo que acimar": "concluir, executar, levar a cabo alguma empresa, obra, ou façanha". M. dos Rem. define-o quase nos mesmos termos, no gloss. aposto à sua ed. de Gil Vic., em cujas peças o verbo aparece muitas vezes. - Cp. o ital. attimo, instante. À TOA, loc. adv. - inutilmente, sem razão, sem causa explicável: "Eles brigaram à tôa". "Num havia percisão de virem; viérum à tôa, por troça". - sem delonga, sem receio nem cuidado: "Você é capáiz de cortá aquêle pau antes da janta? Corto à tôa! | De à tôa, isto é, à sirga, a reboque. - Daqui se tirou. ATÔA, q. - desprezível, insignificante: "Aquilo é um tipo atôa". "Não custumo brigá por quarqué quistã atoa . Tenho le visto na rua cum gente atoa, mecê num faça isso". ÀTOINHA, loc. adv. - o mesmo que a toa, com um sentido irônico, escarninho ou jocoso: "Vai dansá um pôco, lindeza? - À toinha!" ATORÁ(R), v. i. - partir a pressa: "Passei a mão na ferramenta c'a pobre da minha cabeça a mó que deleriada, e atorei pra casa". (V. S.). ATROADO, q. - que fala com estrondo e de pressa, embrulhando as palavras: "Aquilo é um atroado, nem se intende o que êle fala". | Part. de atroar, com significação ativa, como "entendido", "viajado". ÁTRU-DIA, outro-dia, loc. adv. de tempo: "Atrudia estive em sua casa não le achei". | Não é caso único esta mudança de o em a: Cp. ara, sinhara, hame; e ainda aribu, arapuca, ao lado de urubu, urupuca. Também há isturdia, que, com variantes (siturdia, etc.) é comum em quase todo o Brasil, notadamente no Nordeste: Bem me disse, siturdia, a Josefa Caprimbu que esse passo era afiado de curuja e de aribu. (Cai., "Meu Sertão"). Quanto à sintaxe, cumpre notar a diferença em relação à frase port. - "no outro dia". O mesmo processo se observa, de acordo com o uso clássico, no emprego de outros complementos de tempo, que dispensam prep.: "Dia de S. João eu vô le visitá". "Essa hora eu tava longe". "Chegô a somana passada". ÁUA(S), ÁGUAS, s. f. pl. - direção das fibras da madeira: "Esta bengala não tem resistência, pois o aparelhador cortou as águas da madeira". ÁUA-MÓRNA, ÁGUA-MÓRNA, q. - irresoluto, fraco: "Não seja água mórna, mande o desgraciado fazê uma viaje sem chapéu!" (V. S.). AVALUÁ(R), avaliar, v. t. | Forma arc. AVENTÁ(R), v. t. - separar (cereais da casca, atirando-os ao ar com peneiras ou pás). | É t. port., mas especializado aqui nesta acepção. AVINHADO, s. m. - pássaro da fam. "Fringilidae"; curió. AVUÁ(R), v. i. | De voar com a explet. Conjuga-se: avua, avuô, avuava, etc.; avuê, avuasse, etc. AZARADO, q. - o que "está de azar", infeliz, sem sorte. AZORETADO, q. - atordoado, confuso: "As corujas do campo a mó que tavam malucas, essa noite: era um voar sem parada em riba da minha testa, que me deixava azoretado". (V. S.) - O "Novo Dic." regista "azoratado, doidivanas ou estroina". E pergunta se terá relação com ozoar. Segundo J. Moreira ("Estudos", 2.º v.) azoratado vem de zorate (ou orates, ozorates, o zorate). É também a explicação de Leite de Vasc., citado pelo precedente. AZUCRINÁ(R), v. t. - Atormentar com impertinências, importunar. | O "Novo Dic." regista azucrinar como brasil. do Norte e com o mesmo significado. Também é do Sul, ao menos de S. Paulo e, provavelmente, de Minas. Em Pernamb. há "azucrim", importuno. AZUCRINADO, part. de azucrinar. AZULÁ(R), v. i. - fugir. Sentido irônico ou burlesco: "O tar sojeito, quano eu fui atrais dêle, já tinha azulado". AZULÃO, s. m. - nome de vários pássaros azuis, como: o sanhaço, "Stephanophorus leucocephalos" e um pássaro da família "Fringilidae", também conhecido por papa-arroz. | No Norte dá-se aquele nome ao virabosta.

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