Vocabulário - parte 18
SUCURI, s. f. - ofídio do gên. "Boa". | Existem pelo pais muitas variantes deste nome: "sucuriú, sucurujú, sucuriúba, sucurijuba", etc. - Tupi. SUFICIENTE, q. - apto, capaz: "Eu logo vi que o tar não era suficiente pra fazê o que vancê queria, mais cumo vancê tinha cunfiança nêle..." | "E porque erão muitos, e trazião muita gente, pareceu-me cousa mui importante mandar lá uma pessoa sufficiente, e de muito sizo, experiencia, e saber..." (Carta de Dom J. de Castro ao rei, escrita na Índia). - Também se usa, com sentido idêntico ao dos antigos escritores, e cremos que de acordo ainda com o uso atual em Port., suficiência = capacidade, aptidão, - como neste passo do mesmo documento acima citado: "...forcei-o a isso, assim porque para o caso cumpria pessoa de suas qualidades, como por ser aleijado duma perna por serviço de v. a., e por este impedimento não ter suficiência para saltar paredes..." SUINAN, s. f. - leguminosa, cuja madeira se emprega no fabrico de gamelas. SUINDÁRA, s. f. - espécie de coruja. | Tupi. SULIMÃO, s. m. - sublimado corrosivo. | Usa-se dependurar num saquinho, ao pescoço dos cães de caça, para afugentar as cobras. Também se aplica à gente. Em Port. existe superstição semelhante. - A forma resultou de certo da queda de b em sublimado (sublimado), com alteração do final por influência de Suliman, Salomão. Quanto à queda de b, teria sido por efeito de analogia com o prefixo so, su, de sub. Cp. soverter, sojeitar, etc. SUNGÁ(R), v. t. - puxar, suspender: "A moça sungô o vistido pra riba, e correu". | Segundo Capêlo e Ivens, citados por B. - R., do bundo "cusunga", puxar. SUPETÃO, s. m. usado na loc. adv. de supetão, isto é, de repente, de brusco. | É expressão usual em todas as camadas sociais, no Br., mas os que presumem bem conhecer a língua pronunciam e escrevem "sopetão" (com o). - É corrente no castelhano da Argentina: Habia sido fierazo Hailarse de sopeton Em medio a una poblacion Ansina, deste tamaño. (Granada). - Liga-se a súbito e a de súbito. Veja se SÚPITO. SUPIMPA, q. - excelente, superior, delicioso: "Uma festa supimpa". SÚPITO, súbito, s. m. - repente assomo: "O véio tem cada súpito, que fica que nem lôco". | A forma registada, com troca de b por p, é arcaica, e ainda pop. em Port. Encontra-se em Diogo do Couto, "Dec.": "Ruy Gonçalves ficou triste de ver esta tão supita mudança. Em Gil V., achase supita, supitamente, supitania (subitânia). Freire cita a loc. adv. de supito, de Brito, "Mon. Lusit.", e o adv. supitamente, de M. Tomás, "Insulana". - Como subst., só nos ocorre um exemplo de Chagas, "Obras espirituais", citado pelo mesmo Freire. Apesar disso, é de crer que a substantivação, aqui registada, provenha de longe, no tempo e no espaço. Em Minas, L. Gomes colheu a expressão "num súbito" (com b), da qual se depreende que também lá se observa o fenômeno. Cp. supetão. SUPITOSO, q. - diz-se do indivíduo sujeito a repentinos acessos (súpitos) de ira, atreito a tomar deliberações inopinadas e enérgicas. | Com este sentido, encontra-se súpito no livro "Afonso de Albuquerque", de Ant. Baiâo, pág. 39, em cita de documento antigo: "... dizendo ser Albuquerque homem mui aspero de condição e muito supito (impulsivo). SURJÃO, cirurgião, s. m. | Esse encurtamento do voc. explica-se pela forma antiga "sururgião", que se encontra em Camões: Não tinhamos ali medico astuto, Sururgião sutil menos se achava - ("Lus.". V, 82). SURTUM, s. m. - espécie de jaleco de baeta, muito usado antigamente: "... se um par de olhos creoulos não o fizessem trocar a negrura do saioto pelo estridente escarlate de um surtum profano..." (M. L). | Do Port. sertum. Cp. assertoar. SURUCUÁ, s. m. - designa varias aves do gên. "Trogon": Já cantam surucuós, já trinam gaturamos - (C. P.) | Tupi. SURUIÁ, s. m. - pequena rede de lanço, fixa em duas hastes de pau dispostas em ângulo. SURURUCA, s. f. - peneira grossa. | Seg. B. - R., do verbo tupi "sururu", vasar, derramar. SURURUCÁ(R), v. i. - fazer movimentos peneirados com o corpo. SUSTÂNCIA, s. f. - vigor corporal. | É pronúncia castiça. TABARANA, s. f. - certo peixe de rio. TABATINGA, s. f. - terra branca azulada, que se emprega no fabrico de louça rústica e de pelotas de bodoque. - Do tupi "itab + atinga", mineral branco (T. S.), ou "tobatinga", barro branco (B. - R.). TABÔA, s. f. - certa planta aquática de que se fazem esteiras. TÁBUA, s. f. - na frase "tomar tábua", ou "levar tábua", não ser aceito em proposta de casamento. | É variante de frase port. Em outras regiões do Br. se diz "levar tabóca" para exprimir logro, desapontamento, e "taboquear" por lograr, desiludir, verbo esse que B. - R. com razão aproxima do antigo port. atabucar. TACUARA, s. f. - designa várias espécies de gramínea, do mesmo gên. do "bambu", nome que se reserva para as espécies importadas e de grande diâmetro. Há tacuàruçu, tacuaratinga, tacuara do Reino, tacuari, tacuara-póca, etc. - Tupi. TACUARÁ(L), s. m. - mato onde há muita taquara. TAÇUIRA, s. f. - certa casta de formigas. | Tupi. TACURÚ, s. m. - fogão improvisado, com três pedras ou tijolos. Do tupi "itacurub", pedra quebrada? TACURUVA, s. f. - o mesmo que TACURÚ. TAGUÁ, TAUÁ, s. m. - terra amarela azulada, com que se dá cor à louça de barro fabricada na roça. | Tupi "taguá", amarelo. TAIÓVA, s. f. - planta aquática de grandes e largas folhas. | Será a mesma "Colocasta esculenta" registada por B. - R.? TAIÚVA, s. f. - árvore da fam. das Moráceas, que dá madeira para marcenaria, esteios, vigas, etc. | Tupi. TALA, s. f. - tira de couro, geralmente empregada em relhos. | O vocáb. é port., mas sem essa especialização de matéria. TALENTO, s. m. - força, destreza: "Isto é um cavalo de talento". | Também usado em Pernamb. Parece mais ou menos geral, no Br. TAMANDUÁ, s. m. - mamífero desdentado, do gên. "Myrmecophaga". - BANDÊRA, espécie de grande tamanho, que se distingue também por uma enorme cauda de longos pelos. TAMBAQUE, s. m. - tambor feito de um tronco, no qual se bate com as mãos. Alter. de tabaque, atabaque. TAMBIÚ, s. m. - certo peixe de rio. | Tupi. TAMBURI, e. ni. - leguminosa de grande altura e frondosa. Escreve-se às vezes "tamboril". Haverá relação entre uma coisa e outra, ou trata-se de simples traição do ouvido? TAMBÚ, tambor, s. m. - instrumento músico que consiste numa seção de um tronco de árvore, cavada profundamente no sentido longitudinal, e em cuja boca se colocou um couro bem esticado, sobre o qual se bate com ambas as mãos: objeto usado em festas e danças das populações rurais. | Alter. de tambor com influência de guatambú? TANTAN, q. - tolo, palerma. TAPERA, s. f. - casa abandonada, em lugar ermo. | Tupi. TAPERÁ, e. m. - espécie de andorinha. | Tupi. TAPERÁ-GUAÇÚ, s. m. - o mesmo que chabó. | Tupi. TAPINHOÁ, e. m. - árvore da fam. das Lauráceas. TARAÍRA, TARIRA, TRAÍRA, s. f. - certo peixe conhecido. TARUMÁ, s. m. - vegetal da fam. das Verbenáceas. TATORANA, s. f. - lagarta cujo contato produz irritação na pele, com forte ardor. | Mont. dá "tataurã", que define - "gusano colorado". - O ditongo au explicará a pronúncia pop. com o, mais vulgar, mais genuinamente caipira do que taturana, como se ouve às vezes, como escreveu Bernardo Guimarães (poesias) e como registou B. - R. TATÚ, s. m. - designa várias espécies de desdentados, do gên. "Dasypus". | Tupi. TÉIPA, taipa, s. f. - parede de terra batida. | Cp. réiva. TEMPO-QUENTE, s. m. - distúrbio, discussão acalorada. TEMPO-SERÁ, s. m. - brinco infantil. TENDA, s. f. - oficina de ferreiro. TENTOS, s. m. - tiras de couro; particularmente, as tiras de que estão providos os lombilhos dos campeiros, as quais se amarra o laço enrolado, ou qualquer outro objeto: Laço nos lentos, a chilena ao pé - (C. P.) | É t. sul-americano. Usou-o Manuel Bernardes, nos seus "Cuadros del campo" (Uruguai): "...el lazo trenzado, de cuatro tientos, en la mano". TER1, v. usado impessoalmente, em lugar de "haver": "tem dia que não posso trabaiá" - "tem gente que pensa ansim" - "nêste mundo tem cada coisa, que inté assusta". (V. "Sintaxe") TER2, v. t. - dar à luz: "Ela teve o Juca antes do Tonico". TERERÉCA, q. - diz-se do indivíduo buliçoso, versátil, falador. | Cp. PERERÉCA, PARARACA. TERNO, e. m. - grupo: um terno de meninos, um terno de amimais: "E qual é o durão dêste terno? O durão, sem dúvida alguma, é o Astolfo". (V. S.). TERRÃO, torrão, s. m. | Existe também em Port. TETÉIA, s. f. - brinquedo de criança, coisa bonita: "aquela moça é uma tetéia" - "Ele arranjou a casa de geito que ficou uma tetéia". | Muito se tem já escrito sobre a orig. deste voc., mas a discussão ainda está longe de ser esclarecida. TETERÊ-TETÊ, int. que, intercalada na oração, vale quase por um advérbio de tempo, como "freqüentemente", "a cada momento", "a todo instante": "Aquilo é home perigoso: teterê-tetê, tá armando barúio!" -"Nunca vi gente como esta: teterê-tetê, um bailinho; teterê-tetê, um pagóde!" | Sem muitos elementos para julgar, quer-nos contudo parecer que esta curiosa onomatopéia (porque evidentemente disso se trata) tenderia dantes a dar idéia do rumor de um rápido discurso ou discussão. Assim, o primeiro exemplo poderia ser interpretado: "Aquilo é homem perigoso: uma troca de palavras, uma ligeira discussão, e ei-lo a provocar desordem". Depois, com o uso, ter-se-ia ampliado a aplicação desse meio expressivo a outras circunstâncias, em que a sua interpretação se torna menos fácil. Eis a explicação que nos ocorre. Não esquecemos, porém, que resta explicar porque se popularizou tanto, e não só em S. P., essa curiosa onomatopéia. Cherm. colheu na Amaz. com idêntico sentido, tétété, de cujo emprego dá este exemplo: "O Manuel Domiciano tétété está na taberna do alferes Luís bebendo cachaça". TICO, s. m. - uma pequena quantidade, um bocadinho: "Me dê um tico de fumo pr'um cigarro" | Mais freqüente no diminut.: tiquinho, usado em todo ou quase todo o Br. "Mas não se vá, homem de Deus, espera aí um tiquinho..." (C. R.). TIÈTÊ, s. m. - avezinha do gên. "Euphone". | Decompõe-se em "tiê + etê". Tupi. TIGUÉRA, s. f. - lugar onde houve roça, depois da colheita: - Intão, compadre, como foi de caça? - Ara, nem diga! Abaxo da tigùéra bem pra riba do rumo do Colaça, dexei sòzinbo o Sarvadô de espera. (C. P.). TIJUCADA, s. f. - grande quantidade de TIJUCO. TIJUCO, s. m. - lama. | Tupi. TIJUQUÊRA, s. f. - muito TIJUCO. TIMÃO, s. m. - casaco curto e singelo, geralmente de baeta e sem forro, usado, há tempos, pelos escravos, e também pelas crianças. | Do clássico quimão, queimão (hoje substituído pelo anglicizado "kimono"). - G. Viana define: roupão amplo que usam os japoneses. Diz M. Dalg. que tal definição quadra ao roupão que usavam muitos indivíduos em Goa, e que agora vai rareando e tomando o nome de "cabaia". Mas o t. continua a aplicar-se ao casaco curto e largo, de raparigas pobres e inuptas, feito de chita ou chêla. No dialeto de Macau (diz sempre Dalg.) "queimão" é casaco, assim de homem, como de mulher. - J. Brígido regista o t. como de uso antigo no Ceará. TIMBÓ, s. m. - nome de vários vegetais empregados por pescadores de rio para tontear o peixe. | Daí atimbòado, zonzo, tonto. TINGUÍ, s. m. - várias espécies vegetais dos gêns. "Phaecarpus", "Magonia" e "Jacquinia", também usadas, como o timbó, na pesca fluvial. TIPITÍ, s. m. - cesto ou outro receptáculo em que se espreme a mandioca ralada. TIRA-CISMA, s. m. - aquele ou aquilo a que se pode recorrer com toda a confiança: "Aquêle dotôr é tira-cisma em negócio de devogacia". | Cisma, no caso, eqüivale a pretensões, fumaças. Tira-cisma quer dizer, pois, literalmente, - o que desfaz pretensões, o que acaba com alheias jactâncias. Sinônimo: TIRA-PRÓSA. TIRADÊRA, s. f. - pau que, nos carros de bois, serve de suplemento ao cabeçalho, ao qual se liga com tiras de couro. TIRADÔ(R), s. m. - pequeno avental de couro que os laçadores põem de lado, por cima da virilha, para sobre ele firmar o laço. TIRIRICA, s. f. - designa varias ciperáceas que constituem praga dos arvoredos. TIRIVA, s. f. - ave da fam. dos papagaios, menor do que estes: E as patativas cantando sôbre o junco! E os bons caipiras... e um bando barulhento de tirivas! (C. P.). TISIU, s. m. - pequeno pássaro. | Voz onomatopaica. TITIA. forma pronominal de tia. TITICA, XIXICA, s. f. - excremento de ave. TITIU, titio, forma pronominal de tio. TITUBIÁ(R), v. i. - ficar perplexo, apatetar-se. | São mais vulgares as formas tutubíá(r), turtuviá (r). TOBIANO, q. - diz-se do animal cavalar pampa com manchas azulegas. | De Tobias (brigadeiro Tobias de Aguiar), segundo informações. TOCAIA, s. f. - esconderijo onde o caçador aguarda a passagem da caça, ou o agressor a da vítima escolhida. Daí as expressões: DE -, à espreita; de emboscada. FAZÊ(R) - pôr-se à espera, fazer emboscada. | Do tupi, seg. uns; do guar., seg. outros. TOCAIÁ(R), v. i. - fazer TOCAIA. | Garc. colheu essa forma e mais "atocaiar", em Pernamb. TOMBADÔ(R), s. m. - lugar onde há queda de água; essa mesma queda. | Alter. de tombadouro. Na Bahia, encosta íngreme (B. - R.). TÓPE, s. m. - pião posto no centro do círculo, no jogo da corrióla, servindo de alvo às ferradas dos outros piões. TOPETUDO, q. - que tem topete; audacioso. TÓSSE-CUMPRIDA, s. f. - coqueluche. TÓSSE-DE-CACHÔRRO, s. f. - acesso de tosse rouca e impetuosa, na coqueluche, ou em qualquer outra afecção de garganta. No Pará, chamam à tosse-comprida "tosse de guariba" (B. - R.). TOVÁCA, s. f. - pássaro formicaroide. | Tupi. TOVACUÇÚ, s. f. - variedade de TOVACA. TRAIBÁIO(S), s. m. pl. - padecimentos. | É acepção castiça. TRABUCÁ(R), v. i. - trabalhar esforçadamente: "Quem não trabuca não manduca" (adágio pop.). Acidentalmente trans.: "... nunca deixei de não trabucar a minha obrigação nas horas certas (V. S.) | Cp. o cast. "trabajar", com a pronuncia peculiar do j. TRABUCO, s. m. - espécie de espingarda de um só cano, de grosso calibre, empregada geralmente em salvas, nas festas da roça. | Trabuco era nome de certa "máquina de guerra que teve uso antes da artilharia" diz F. J. Freire (3.º v., p. 57). - Não lhe aproveita já trabuco horrendo, Mina secreta, aríete forçoso - (Camões, III, 79). TRAMA, s. f. - trato, negócio. TRANCA, q. - malandro, ordinário: "Aquilo é um tranca". TRANCO, s. m. - chouto, andar (de animal de sela); encontrão. | Em port., salto. TRANQUINHO, dimin. de TRANCO; ramerrão: "Como lhe vai?" "Ora! sempre no mesmo tranquinho". TRAQUE, s. m. - pequena b6mba de forma cilíndrica, com que brincam as crianças; explosão de gás intestinal. | Em ambos os sentidos é de velho uso na língua, como se vê no "Foguetário". Exemplo de Gil V.: Quando eu, rua, por vós vou Todolos traques que dou São suspiros de saudade - ("Pranto de Maria Parda".) TRAQUEÁ(R), v. i. - soltar gases intestinais com estrondo. TRAVÁGE(M), s. f. - carne esponjosa nas gengivas dos equídeos. TRELÊ(R), v. i. - mexer; intrometer-se: "Não trêla no que não é de sua conta". | Conjuga-se trelo, trele(s), trele, trelemo; trela, trela(s), trela... etc. - De tresler? De trela? TRELENTE, q. - o que tréle, o que gosta ou tem o hábito de. tocar em coisas ou assuntos que não são da sua conta; intrometido, indiscreto. TRELÊNCIA, s. f. - ato ou efeito de trelê(r). TROCÊ(R) v. t. e i. - desviar-se; desviar o corpo; fazer volta; mudar de rumo em caminho: "Troci um pouco, passei pr'o sobrado, esbarrei logo c'a dita moça". (V. S.) TROCHADO, q. - diz-se do cano de espingarda que é feito de uma fita de aço em espiral. | Com esse nome se designou outrora um lavor de seda, seg. Freire. TRÓLE, s. m. - veículo muito usado no campo, para transporte de pessoas. Consiste, resumidamente, em duas tábuas cruzadas sobre quatro rodas, com dois assentos, um dos quais para o bolieiro. | Do ingl. "trolley". TROMBETEÁ(R), v. t. e i. - assoalhar (alguma coisa); dar à língua. TRÓPA, s. f. - caravana de bestas de carga, comboio; manada de equídeos, quantidade desses animais; fig., corja, cambada (de marotos, de ladrões, de patifes, de estúpidos). TROPÊRO, s. m. - negociante de animais equídeos, que viaja com eles; condutor de tropa de