Vocabulário - parte 12 O Dialeto Caipira · Capítulo 17 de 24
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Vocabulário - parte 12

lombo branco, os lados das costelas preto ou vermelho, e, geralmente, barriga branca. Seg. o Barão Homem de Mello, citado por B. - R., dir-se-ia também por aqui jaguanés, o que está mais de acordo com a forma chilena "aguanés". Contudo, Firmino Costa ("Rev. do Br.") escreve "jaguaney". - Há em tupi "iaguanê", significando "fétido de onça" (T. Sarapaio), mas provavelmente sem relação alguma com o t. em questão. JAGUÀTIRICA s. f. - espécie de onça pequena ("Felis mitis"). | Tupi. JALEIA, geleia, s. f. - Forma registada já por F. J. Freire, que a condenava. JANGADA, s. f. - espécie de balsa feita com paus amarrados entre si. JANTA, s. f. - jantar. | É forma pop. também em Port. JANTÁ, s. m. - árvore frondosa, de madeira vermelha. JAÓ, s. f. - espécie de pombo selvagem, "Crypturus noctivagus" | Voz onomatopaica. "Zabelê" de outros Estados. JAPONA, s. f. - espécie de capa de baeta. JARACATIÁ, s. m. - árvore leitosa, de lenho mole. | Seg. B. - R. há no Br. duas ou mais espécies com este nome, todas do gên. "Caryca" c fam. das Papaiáceas. - O leite de jaracatiá é empregado pelos curandeiros da roça. - Tupi. JARAGUÁ, s. m. - capim muito estimado para pasto. | Parece provir de nome próprio de lugar. JARARÁCA, s. f. - designa diversas espécies de serpentes ("Bothrops"); pessoa colérica. | Seg. Gabriel Soares os indígenas diziam "gereraca" (B. - R.). T. Sampaio dá "yará-raca", JARARACUÇÚ, s. f. - jararaca grande. JARIVÁ, JERIVÁ, s. m. - palmeira do gên. "Cocos". JATAÍ1, JETAÍ, JUTAÍ, s.m. - leguminosa das nossas matas, "Hyraoenea stigonocarpa", Mart. Há ainda jatai-peba e j. vermelho. JATAÍ2, JATEÍ, s. f. - abelha selvagem, "Mellipona", cujo mel é muito apreciado. | Segundo T. Sarapaio, o nome dessa abelha vem da sua predileção pela árvore assim chamada. JATOBÁ, s. m. - leguminosa muito semelhante ao JATAÍ1. | Seg. H. P. chamam-lhe também, em S. P., óleo de jataí. Diz T. Sampaio que, em tupi, jatobá designa apenas o fruto do jataí, sendo alter. de "yataybá". JAÚ, s. m. - grande peixe de rio. | Tupi. JAVEVÓ, q. - desengraçado, insulso, corrido (falando-se de pessoa). JERÈRÊ, s. m. - erupção cutânea, como bertoejas. JIBÓIA, s. f. - ofídio do gên. "Boa". JINÉLA, janela, s. f. | Esta forma veio por "jenela", antiga em Port,. já registada por F. J. Freire. JIQUITÁIA, s. f. - pimenta em pó. | Do tupi "juquitaia", sal ardente, seg. B. - R. JIQUITIBÁ, s.m. - mirtácea de grande altura.- Há j. amarelo, branco e vermelho. | É a maior árvore da flora e das maiores do mundo (B. - R.) - Costuma-se escrever "jequitibá". - Tupi. JIQUITIRANABÓIA, JAQUIRANABÓIA, JITIRANABÓIA, s. f. - inseto de feio aspecto, tido por terrivelmente venenoso. | Tupi "jaquirana-boy", cigarra-cobra, "alusão à forma e manchas do inseto, e não ao veneno, que não tem" (T. Sampaio). A lenda ter-se-ia pois originado de uma interpretação errada do nome. JIRAU, s. m. - estrado de varas ou tábuas, colocado sobre esteios, ou na parte superior de uma parede, para nele se depositarem objetos quaisquer, ou para se fazer algum serviço, como de serra, que demande altura para o competente manejo. JISSARA, s. f. - palmácea cujo coco é comestível. JOÇÁ, s. m. - os pêlos da cana de açúcar. JUÃO-DE-BARRO, s. m. - pássaro que constrói uma casa de barro com repartições internas, dependurada a um galho de árvore. JUÁ, s. m. - fruto de um arbusto espinhoso da fam. das Solanáceas; esse mesmo arb. Há uma esp. comestível; de sabor doce e agradável, e há outras que são tidas por nocivas - j. bravo e j. de cobra. Na Bahia e outros Estados do Norte juá é coisa diversa, é o fruto do "juàseiro" árvore do gên. "Zizyphus". - Tupi "yú-á", fruto de espinho (T. Sarapaio). JUDA(S), s. m. - boneco de grandes dimensões, feito geralmente com velhas roupas de homem ou mulher, cheias de palhas ou de trapos. Costumavam colocar-se vários exemplares no alto de postes, pelas esquinas, em sábado de aleluia, para que o rapazio, após a cerimônia da ressurreição, os descesse, arrastasse e destruísse debaixo de grande alarido. | Diz Mons. Dalg.: "Em Goa judeu é, em sentido restrito, a figura humana que os rapazes fazem de palha nas vésperas de S. João Batista, vestem grotescamente, escarnecem por algumas horas, e ao sol posto queimam e batem com paus, clamando: judeu! judeu!" JUDIAÇÃO - s. f. - judiaria. JUQUIÁ, s. m. - espécie de cesto para apanhar peixes. | Tupi. JURUPÓCA, s.m. - certo peixe fluvial. | Tupi. JURURÚ, q. - encolhido, indisposto, triste (falando-se de quaisquer viventes, mas com especialidade de aves). | Tupi. JURUTI, JURTÍ, s. f. - galináceo do gen. "Columba", espécie de rôla. LADINEZA, s. f. - ladinice. LAMBADA, s. f. - golpe de chicote, ou cousa semelhante. O "Novo Dic." dá-o como sinon. de "paulada", o que diverge da signif. brasileira, que parece envolver a idéia de flexibilidade do instrumento. Em Pernamb., segundo Garc., o sentido é idêntico ao que tem em S. P. LAMBANÇA, s. f. - farroma, jactância, conversa fiada. | Do cast. alabanza, provavelmente. LAMBANCÊRO, q. - o que faz lambança: jactancioso, roncador, palreiro: "Voceis são tudo lambanciro... Inganum a gente, despois pinxum pr u"a banda que nem tareco véio..." (C. P.). LAMBUJA, lambugem, s. f. - aquilo que se dá, como vantagem, numa aposta; - Eu dô lambuja! - Trata-se a carreira. - Cola ô lúiz nas trêis queda! - Quem mais qué? (C. P.) | Lambugem pertence à língua, com significações essencialmente idênticas. LAPIANA, s f. - faca de ponta: Entra furioso o Chico, e já da estaca despendura a espingarda e põe de lado a aguçada lapeana, a enorme faca, e vai de alcance atrás do "amardiçoado". (C. P.) LAPO, s. m. - lanho, corte de faca. LANÇÓ(R), lençol, s. m. | "...comer a mesma mulher, que de má vontade lhe dá para mortalha o lançol mais velho da casa..." (Vieira, "Serm. de Sto. Ant.", IV). LARANJINHA, s. f. - bola de cera oca, do feitio de uma pequena laranja e cheia de água, com que se fazia outrora o jogo do entrudo. B. - R. regista-o como t. do Norte, e sem dúvida o é, sendo também paulista: o que apenas mostra a extensão que teve no pais o uso desse e quejandos brincos carnavalescos. LÁTICO, s. m. - correia que prende a barrigueira à argola do travessão. | Alter. de látego; cp. cócica, náfico. LAZARINA, s. f. - espingarda de cano comprido. | Ainda não ouvimos usado este t., mas foi-nos comunicado por pessoa conhecedora dos nossos sertões. Segundo o "Novo Dic.", vem do nome de um antigo armeiro de Braga, Lázaro, e ainda se aplica a uma contrafação fabricada na Bélgica e exportada de lá para os pretos da África. LERDIÁ(R), v. i. - tornar-se momentaneamente lerdo; apatetar-se; afrouxar a atividade, a energia, em meio de alguma ocupação: "Lerdiô tanto qu'ia perdêno o trem". LIBURNO, q. - diz-se do animal eqüino cor de chocolate. No R. G. do S. regista-se "lobuno", de orig. cast., provindo de "lobo". LIGÁ(R), s. m. - couro de boi com que cobrem cargas levadas por animais. LIVÉ(L), nível, s. m. | Em Port. corre também esta forma pop. e arc., "mais fiel ao seu étimo, de libelum". (M. dos Rem., Obras de Gil V., gloss.). Em Gil V. encontra-se nivél, em F. M. Pinto, livél. "Deste muro para dentro tem um terrapleno que vera ao livel com as ameias..." (CLIX). - F. J. Freire preferia a forma com n (sem dizer nada da acentuação) por mais conforme ao francês "niveau", de onde julgava oriunda. Herculano usou livél, tendo a outra variante por deturpação. LIVIANO, q. - leve: "Carregue esse pacote, que é livianinho". | Em cast., "liviano", forma e sentido idênticos. LOJA, s. f. - casa comercial onde se vendem fazendas a retalho. Também se diz loja de armarinho, loja de ferragem. | O t. em port. refere-se ao edifício, ou à parte dele que fica ao rés do chão; aqui tomou-se o conteúdo pelo continente. - Do it. "loggia". LOJISTA, s. m. - negociante estabelecido com LOJA. LOMBÊRA, s. f. - derreamento, preguiça: "... era só lombeira pr amor da calma do dia..." (V. S.). LONCA, s. f. - couro cujos pêlos foram raspados a frio: "Manheceu duro no pasto e eu num quiz nem proveitá o côro pra tirá lonca..." | (C. P.) Cast. lonja. LONQUEÁ(R), v. t. - raspar (um couro). LUNA, lua, s. f. | Forma arc. intermediária: luna(m) -> lu"a -> lua. Os cornos ajuntou da eburora lu"a Com força o moço indomito excessiva. (Camões). LUITA, luta, s. f. | Forma arc. em que o i representa o c primitivo: lucta(m). - Temos uma vaga reminiscência de haver também ouvido, há muitos anos, loita, que é outra forma arc. LUITÁ(R), ALUITÁ(R), lutar, v. i. | Forma arc.: "...que nos ajudavam deles a acaretar lenha e meter nos batees e lujtavam com os nosos..." (Caminha). LUMBIO, lombilho, s. m. - espécie de basto ou selim. LUNANCO, q. - diz-se do equídeo que tem um quarto mais baixo. | Do cast. lunanjo. MANGUÊRA, MANGUÊRO, mangueiro, s. f. e s. m. - recinto fechado onde se recolhe gado. MANHA, s. f. - choro sem motivo (especialmente de criança). MANHÊRA, s. f. - pranto prolongado e sem motivo. MANJUBA, s. f. - comida boa, quitute. | No Rio de J. e algures, designa um peixe miúdo; na Bahia, uma comida. Em antigos escritores encontra-se manja e manjua: Não é aquela a tua granja, Pois se lá fala de siso E não é terra de manja. (Sá de Mir., "Extrangeiros"). MACAIA, q. ? - diz-se do fumo, ou tabaco ordinário: "Fumo é cumigo". | Não se encontra nos vocabulários de brasileirismos que consultamos. Empregou-o, porém, há muito, Greg. de M., na poesia "Verdades": Tabaco pobre é macaya. MAÇARANDUBA, s. f. - árvore sapotácea, de que há três espécies - a amarela, a vermelha e a de leite. MACEGA, s. f. - capinzal do campo. | É t. port., com variantes de sentido. MACÓTA, q. - grande, forte, excelente, importante: "Seu coroné Tinoco e macóta aqui na terra". - Na sala o cururu e, no terreiro, o samba ferverá, samba macóta. entre os sons da viola e do pandeiro. (C. P.) T. bundo, com que os pretos designam o conselheiro do soba. MACUCO, s. m. - designa várias espécies da fam. "Tinamidae". MADAMA, s. f. - mulher estrangeira; costureira; parteira. MADÓRNA, s. f. - modorra, sonolência. | Forma registada por F. J. Freire como autorizada e como preferida dos autores. MADRINHA, s. f. - égua que vai à frente de uma tropa, levando cabeçada e guizos, a servir de guia aos outros animais. MÃE D'ÁUA, - d'água, s. f. - ente fantástico: superstição aborígene, geral em todo o pais. MÃE DE ÔRO, - de ouro, s. f. - ente fantástico, vago e informe como todos os que restara da mitologia aborígene, de caboclos e sertanejos; como o t. indica, atribui-se-lhe o papel de geradora do ouro: "Os véio dizium que a Mãe de Ôro morava ali no poço..." (C. P.). MAGINÁ, imaginar, v. t. e i. - meditar, pensar insistentemente. Forma e sentido são de época recuada do idioma: "... até ora nem foi sabido nem maginado algum segredo que nesta parte alcamcei..." (Carta de D. João de Castro, em M. de S. Pinto, p. 21). MAGRUÇO, q. - um tanto magro: "Rapáiz, vacê tá magruço, percisa tomá remédio". Às vezes se usa o aumentat.: "um sojeito magrução", isto é, meio magro, mais magro que gordo. MALIMPREGÁ(R), mal-empregar, v. t. - lamentar o destino que teve alguma dádiva, ou coisa considerada valiosa: "Eu mal-imprego o tempo que gasto cum êste servicinho atôa". - "Nha Chica vive malimpregando o dinhêro que deu pras fia". MALACARA, q. - diz-se do animal que tem mancha branca na cara, da testa abaixo. | De malha = mancha e cara, ou do cast. mala cara? MALACAXETA, s. f. - mica. MALUNGO, s. m. - amigo, camarada: "O preto Tibúrcio era malungo dos Pereiras". | Seg. B.- R., era o nome que os escravos africanos davam aos que tinham vindo com eles na mesma embarcação. MÂMÁ, s. f. - nome com que outrora se designava a preta que servia de ama de leite. MANDIOCA, s. f. - "Manihot utilissima". - PUBA, polvilho fermentado. MANDIÒQUINHA, s. f. - planta que dá umas raízes semelhantes às da mandioca. MAMANGAVA, s. f. - vespídeo zumbidor, cuja ferretoada é dolorosa. | Será o "mangangá" do Norte? MAMINHA DE PÓRCA, MAMICA DE -, s. f. - árvore da fam. das Rutáceas. MAMONA, s. f. - rícino, especialmente a respectiva baga. MAMONERO, s. m. - a planta do rícino. MAMÓTE, s.m. - bezerro que ainda mama. MAMPÁ(R), v. t. - comer. MAMPARRA, s. f. - vadiação, delonga injustificada, subterfúgio. | Existe em cast. "máncharras", "cháncharras", que significa "rodeios, pretextos para deixar de fazer alguma coisa". É, evidentemente, por aí que se deve rastrear o étimo do nosso t., e não na esquipática formação "mão + parar", algures proposta. MAMPARREÁ(R), v. i. - vadiar, estar com delongas sob falsos pretextos. MANCÁ(R), v. i. - manquejar. MANDAÇÁIA, s. f. - certa casta de abelha. MANDAGUARI, s. f. - certa abelha silvestre. MANDÍ, s.m. - certo peixe de rio. MANDINGA, s. f. - feitiçaria: "Foi êle que botô mandinga na sua casa por orde do vendêro novo da incruziada do Sapupema..." (C. P.) | Mandinga designava a região da África ocidental que compreende os povos das margens do Niger, Senegal e Gambia. Acha-se em Camões. MANDINGUERO, q. - fazedor de mandingas, feiticeiro. MANDOROVÁ, s. m. - designa várias lagartas peludas, cujo contato produz dores vivas. | Af. Taun. regista "marandová", que nunca ouvimos; Romag. colheu, no, R. G. do S., "maranduvá". Do guar. "marandobá" (B. R.). MANDUCA, diminut. carinhoso de Manuel. Outros: Mandú, Mané, Maneco. Todos admitem nova desinência diminutiva: Manduquinha, Manequinho, etc. MANEJA, s. f. - correia com que se manietam animais eqüinos; espécie de peia. MANÊRA, s. f. - abertura na saia, contígua e perpendicular ao cós, para facilitar a passagem pelo corpo no ato de vestir ou despir. MANGABA, MANGAVA, s. f. - fruto da mangabeira. | Do tupi. MANGABÊRA MANGAVÊRA, s. f. - árvore da fam. das Apocináceas. MANGAÇÃO, s. f. - ato de MANGAR. MANGÁ(R), v. i. - vadiar, estar com delongas e evasivas em algum serviço: "Se não tivesse mangado tanto, já estava pronta a róça". MANGARITO, s. m. - planta da fam. das Aroideas, que dá uns tubérculos comestíveis; o tubérculo por ela produzido. | Dimin. de "mangará". Primitivamente se lhe chamava mangarámirim", seg B. - R. MANGUARI, s. m. - indivíduo alto e corpulento: "O João, que parecia tão fraquinho, agora está um manguari". | Também usado no R. G. do S. Do guar. "moaguari", garça, ave pernalta (Romag.). MANQUÊRA1, s. f. - epizootia dos bovídeos, carbúnculo sintomático. MANQUERA2, s. f. - ação de mancar, estado do que é manco. MANTA, s. f. - usado na expressão "passar a manta", lograr, empulhar (em negócio). | Cp. "capóte", t. de jogo. MANTEÁ(R), v. t. - enganar (alguém) em alguma venda ou aposta. | De MANTA. MANTEÚDO, q. - diz-se do animal eqüino bem conservado: Montado no manteúdo pangaré - (C. P.) | Garc. colheu-o em Pernamb. - É forma arc. do particípio passado de manter. MÃOZINHA PRETA, s. f. - ente fantástico em que acredita a gente da roça. MARACUJÁ, s. m. - designa muitas espécies do gên. "Passiflora". | Do tupi "murucujá" (B. - R.). MARCHA, s. f. - andar suave ou macio da cavalgadura. - BATIDA, quando a passos curtos, levantando o animal as mãos; - VIAJERA, também a passos curtos, própria para longas caminhadas; - TROTEADA, mais áspera que as precedentes. MARCHADÊRA, q. - V. MARCHADÔ(R). MARCHADÔ(R), q. - diz-se do cavalo que marcha bem. MARDADE, s. f. - pus, matéria: "Rangei um talo de fôia de bananêra, ingraxei co azeite i destampei a garganta: foi um mundo de mardade". (C. P.). MARIA-CONDÊ, s. f. - designa um brinquedo de crianças. | No R. G. do S., "Maria-mucurabé"; no Rio, "M.-mocangué". Em Goiás, C. Ramos colheu "Maria-longuê" num estribilho de "congado". É muito possível que, se não o brinquedo, ao menos a palavra tenha ligação com esse divertimento de pretos. MARINHÊRO, s. m. - grão de arroz com casca ou com película, que escapou ao beneficiamento". MARTELO, s. m. - certa medida de vinho ou aguardente, para sumo: cálice grande, dos usuais. MASCATE, s. m. - vendedor ambulante de fazendas ou quinquilharias. MASCATEÁ(R), v. i. - levar vida de mascate, vender qualquer coisas de porta em porta. MAIS PORÉM, mas porém, loc. conj.: "Mais porém é perciso vancê sabê que o potro tá cum

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