Vocabulário - parte 7 O Dialeto Caipira · Capítulo 12 de 24
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Vocabulário - parte 7

contos regionais, e de Cornélio Pires, no conto "O que é de raça...": Viro terra, viro mundo, afundo na sertania, mais meu coiração tá preso neste bairro do Garcia -. O que é mais interessante é que essa mesma forma, tal qual, foi empregada por Faria e Sousa nas suas églogas de estilo rústico, que têm por título "A Montanha". Devia ser, porém, bastante rara em Port., pois o erudito sr. L. de Vasc. não a conhecendo, nem lhe achando jeito de coisa real, a atribuía à fantasia do poeta. Entretanto, nada se nos afigura mais explicável do que essa forma pop., por influência de coiro ou coiraça. COISA-FEITO, - FEITA, s. f. - feitiço; mal praticado às ocultas, como, por ex., um envenenamento: "... o afamado Benedito Macaia, curador às direitas, que não punha, mas sabia desmanchar feitiço e as coisa feito. | A expressão parece mais ou menos generalizada pelo Brasil. Garcia recolheu-a em Pernamb. - Já nas "Memórias de um Sarg. de Mil.", 2.ª parte, cap. XVIII, se encontra isto: "Aquele rapaz nasceu em mau dia, disse ela, ou então aquilo é cousa que lhe fizeram: do contrário não pode ser". COISA-MÁ, CUISA-MÁ, s. m. - o diabo; indivíduo malvado, ordinário; criança traquinas. | Diz Garcia de Rez., na "Cron. de D. João II", descrevendo uma cena de assombramento, ou coisa parecida: "... e mais havendo ahi suspeita que alli sentia cousa má". COISA-RÚIN, CUSA-RÚIN, s. m. o diabo: "Já, nhor sim, o dianho do Barão inté parece que tinha o coisa ruim no corpo!" (A. S.). | Pronuncia-se rúin, com acento no u. COIVARA, s. f. - paus meio carbonizados que restam de uma queimada: "Assaltava, aqui, um monte de coivara velha; além, o sapé..." (C. P.). Do tupi "co-ybá", mato seco, gravetos? CÓLA, s. f. - cauda (de animal cavalar ou muar): "Não pude até hoje saber de quem era aquêle bragado tão exquisito, de táboa do pescoço tão fina, de cola tão rala..." (V. S.). COLA E LÚIZ, c. e luz, - expressão usada nas carreiras de cavalos para designar certa vantagem que se concede, na saída, ao animal contrário. Luz é geralmente usado na linguagem do "turf" para designar o espaço que fica entre um cavalo e outro que corre atrás: - "Eu dô lambuja"! - Trata-se a carreira. - Cola e lúiz nas treis quadra! Quem mais qué? - "Déis por cinco, e é no Pampa!" - "Quem inteira?" (C. P. "A Raia"). COLERADO, ENCOLERiZADO, q. - "E eu fiquei colerado, passei a mão na espingarda..." (V. S.). COMÕA, COMÚA, s. f. - latrina. | Comúa, neste sentido, ainda é usado em Port. Antiga forma femin. de comum. CONCHEGADO, q. - diz-se da pessoa ou animal de membros curtos, grosso e forte. CONGADA, s. f. - certa festa de negros, espécie de auto, já quase inteiramente em desuso. CONGADO, s. m. - o mesmo que congada. CONTIA, quantia, s. f. - quantidade qualquer. | Arcaísmo de forma e de sentido. Quanto à forma, era esta a que F. J. Freire preferia, de acordo com o uso clássico. Quanto ao sentido, mais geral que o que tem hoje, também se observa nos clássicos. É de F. Elísio, na "Arte Poét.": ... Que quantia de cavalos que passa! COPAIBA, s. f. - árvore da fam. das Leguminosas. | H. P. regista diversas variantes: copaúva, copaúba, etc. CORENTA, quarenta, adj. num. | "E auendo este recado: o meestre mandou logo o Almada a Nunalurez com quorenta". (Cr. do Cond., XXVI). O qu em vez de c obedece a preocupação etimológica. - "...mil e corenta e sinco corpos d'armas brancas..." (De uma "Relação" do tempo de D. João III, no "Dom J. de Castro" de M. de S. Pinto, p. 13-14, nota). CORESMA, quaresma, s. f. Forma arc. e pop, CÓRGO, córrego, s. m. - riacho. | F. J. Freire dá o t. como antiq. e equivalente 'a "regueiro". Ad. Coelho, na "Ling.", dá esta palavra entre as que "estão realmente caídas em desuso ou vivem só como termos provinciais". CÓRO, couro, s. m. - chicote, relho: "Preguei o córo e cheguei a espora no bicho, que êle veiu que veiu avoano!" CORO DE ARRASTO, s. m. - couro largo, em que se conduz bagaço, arrastando: "Fora era o bagaceiro, com seus montes brancos trazidos pelo couro de arrasto, em que os crioulinhos se equilibravam sôbre o bagaço..." (C. P.). CORÓ, s. m. - bicho de pau podre: "Um galho grosso, roído pelos corós, se desprendera da árvore morta..." (C. P.). COROÁ(R), v. t. - fazer um círculo de pedras, terra e detritos vegetais em roda do cafeeiro. COROAÇÃO, s. f. - ato de coroar (o cafeeiro). COROANHA, CORONHA, s. f. - semente dura e lisa, que se extrai de uma vagem silvestre. Parece ter aplicações de medicina caseira. Brincam com ela os meninos, geralmente aquecendo-a por atrito, sobre a manga, e pondo-a de surpresa sobre a pele de outra pessoa. COROCA, q. - muito idosa, encurvada, caduca (mulher); geralmente junto a "velha": "Era uma véia coroca..." Também se usa substantivamente: "uma coroca". | No Maranhão ("Dic. da ling. Tupi", G. Dias) o povo diz dos velhos adoentados, sem distinguir sexo. Também se usa no Amaz. com signific. idêntica (Cherm., que grafa "córóca"). Dá-se-lhe étimo tupi: "curóca", caduco. CORRE-CORRE, s. m. - agitação de pessoas que correm em várias direções; ato de correr muito repetidamente. | Cp. péga-péga, agarra-agarra. CORREDÊRA, s. f. - lugar onde as águas de um rio precipitam a marcha, devido a uma diferença mais forte de nível: Poitei na correclêro do Zé Bento - (C. P.) CORREIÇÃO1, s. f. - desfilada de, formigas em trabalho. | "Do terreiro, como uma correção (sic) de formigas, gente vinha e ia, para ouvi-las". (A. Delf.) - A viuva autorisada Que não possue vintera Porque o marido de bem Deixou a casa empenhada; Ali entra a fradalhada Qual formiga em correição Dizendo que à casa vão Manter a honra da casa. (Greg. de M.. "Justiça") CORREIÇÃO2, correcção, s. f. | Forma arc.: "He a lisonja manjar doce, & detem-se com gosto, & daqui vem q. corrompe o juizo, & empede a correição". (Arraiz, prol. dos "Dial."). CORRIQUÊRO, CURRIQUERO, q. - presumido, afetado. CORRIQUERISMO, CURRIQUERISMO, s. m. - qualidade, ou ato de pessoa presumida, afetada. CORTADO, s. m. - na frase "trazer alguém num cortado", isto é, persegui-lo, apoquentá-lo. COSQUENTO, q. - que é muito sensível a cócegas. | "Coç'guento", "coç'quento". COSTEÁ(R), v. t. - castigar, fazer sofrer (alguém), com despiques, metendo inveja, etc.; "quebrar o topete". | No R. G. do S. tem signif. semelhante e mais o de "arrebanhar" (o gado). COSTEÁ(R), custear, v. t. - COSTEIO, custeio, s. m. - COTÓ1, q. - que tem o rabo cortado (animal); que tem falta de um pedaço (membro). COTÓ2, s. m. - fragmento, pedaço; faca pequenina e insignificante. COVANCA, s. f. - grota descoberta. CÓVO, s. m. - espécie de cesto de taquara para apanhar peixes, com um estreitamento no terço mais próximo à boca. | Em Port. designa também "cesto comprido de vime para pesca". CRAVINA. clavina, s. f. - carabina. | É alteração de carabina, que já F. J. Freire emendava, em Port. CRAVINÓTE, clavinóte, s. m. - certa espécie de carabina pequena. CREÇUDO, q. - crescido, que cresce muito: "Esse minino é tão creçudo que daqui a pôco tá igualano o pai". | Foram ambos a mondar, E o trigo era creçudo E foi-se a ella. (Gil V., "O Juiz da Beira"). "Moysés sendo já creçudo de ydade, aconteceu que os da Etyopia destruirom huma parte do Egito..." ("Hist. d'abreviado Test. Velho"). Nos primeiros tempos da língua, udo era a terminação regular do part. pass. CRÉDO!, intj. de espanto, muito usada isoladamente, e junto com outras palavras: Maria, credo! - Jisúis, credo! - Credo im crúiz! - Ah, ah! credo! CREMDOSPADRE, s. m. - a oração que começa: "Creio em Deus Padre...": "Naquela hora, rezei um cremdospadre, e a mó que já miorei". - Intj. de espanto. CRIADÊRA, q. - diz-se da chuva prolongada e mansa, que rega profundamente o solo: "Pela madrugada um ventinho frio começou a entrar pelas frestas da parede e uma chuvinha criadeira, de semana, caiu lenta, monótona, sem um trovão ou corisco (C. P.). Em Port. há a expr. equival. "chuva criadora"; mas o nosso povo não gosta da desinência dora: criadêra, abridêra, trabaiadêra, cantadêra, faladêra, etc. CRIÔ(U)LO, s. m. designava os pretos criados em determinada fazenda, localidade, etc. CRISO, eclipse, s. m. | Em Rui de Pina, "Cron. de D. Duarte", crys = eclipsado. CRUZADO, s. m. - a quantia. de 400 réis. | É port. CUATI, s. m. - carnívoro da fam. "Procynidae". | Escreve-se geralmente coati ou quati. Do tupi. - MUNDEU, s. m. - cuati macho, que vive solitário. CUCA, s. f. - entidade fantástica, com que se mete medo às criancinhas: Durma, meu bemzinho, que a cuca j'ei vem diz uma cantiga de adormecer. Por ext., entre adultos, ameaça, atos destinados a atemorizar: "Eu cá não tenho medo de cucas!" | A palavra e a superstição, esta quase de todo delida já em S. P., existem espalhadas pelo Brasil. Num dos seus contos goianos, escreveu C. R.: "Ah, sim, a bruxa... Essa, de certo, levou-a o "Cuca", num pé de vento, à hora da meia noite..." Em Pernamb. significa mulher velha e feia, espécie de feiticeira, e é também o mesmo que "quicuca", 'ticuca", rolo de mato (Garc.). B. - R. regista as variantes "corica", "curuca", curumba", das terras do Norte. - A cuca paulista é em tudo semelhante ao vago "papão" luso-brasil., ao "bicho" e ao "tutú" de vários Estados, ao "negro velho" de Minas. Diz uma quadrinha pop. port. citada por G. Viana ("Pal."): Vai-te "papão", Vai-te embora de cima desse telhado, deixa dormir o menino um soninho descansado. Diz uma quadrinha mineira, visivelmente aparentada com a precedente: Olha o "negro velho" em cima do telhado. Ele está dizendo, quer o menino o assado. Outra, ainda mais próxima da port., e também de Minas (citada, como a primeira, por L. Gomes): Vai-te, "Cóca", sai daqui para cima do telhado; deixa dormir o menino o seu sono sossegado. Vê-se desse exemplo que em Minas se diz "cóca". As formas port. são "côca" e "côco". Na procissão de Passos, em Portimão, havia um indivíduo vestido de túnica cinzenta e coberto com um capuz, a quem chamavam "côca" (L. de Vasç., seg. L. Gomes). A essa figura correspondia, nas antigas procissões do Enterro, em Minas (L. Gomes), e na dos Passos, em S. P., o "farricôco", Lê-se no "S. Paulo ant.": "Adeante dessa solenissima procissão era costume, parece que até o ano de 1856, ir o pregoeiro, chamado Farricôco ou a Morte - vestido de uma camisola de pano de cor preta, tendo na cabeça um capuz do mesmo pano, que lhe cobria o rosto, com dois buracos nos olhos, e lhe caía sobre o peito... sendo que as crianças, ao avistarem esse feio personagem, ficavam apavoradas, pois umas choravam e outras tapavam com as mãos os seus olhos". - Em Espanha há "coca", serpente de papelão que, na Galiza e outras províncias, sai no dia de "Corpus Christi"; há também "mala cuca", malicioso, de má índole. G. Viana ("Pal.") refere-se ainda a uma pal. cast. "côco", entidade fantástica, que se julga habituada a devorar criaturas humanas, como o "papão". - A sinonímia entre "papão" e "côco" ou "côca" está estabelecida no seguinte dístico das "Orações acadêmicas" de frei Simão, citado por G. Viana: O melhor poeta um "côco", o melhor vate um "papão". "Côco" encontra-se ainda em Gil V. no "Auto da Barca do Purg." onde parece indicar o diabo: Mãe, e o "côco" está ali. - Rub. parece que d'ava a "côco" a significação geral de entidade fantástica; definindo "bitu", chama-lhe - "côco para meter medo às crianças", e define identicamente "boitatá". ÇUCRE, açúcar, s. m.: "Oi que toicinho tá caro e o çucre não tá barato". (C. P.). CUÉRA, q. de ordinário substantivado - valente, forte, ágil, destorcido, destabocado, turuna: quebra o chapeu na testa o tal Faé, que é o piso mais cuero e mais desempenado. (C. P.) | No R. G. do S. (Romag.) há "cuêra", ferida produzida por maus lombilhos, e há "cuerudo", o que tem "cuêra", duro, forte, respeitado, temido. Aí está, provavelmente, a origem do nosso t. - "Cuêra" deve ser forma abrasileirada de cueira, derivado de cu. - É possível que tenha contribuído para a abertura do e, em S. P., a semelhança com cuéba. Os vocábs. flutuam, cruzam-se, desmembram-se, contaminam-se, constantemente, na boca do povo. Veja-se esta série de sinônimos, onde se vislumbra um curioso entrançamento de formas: cuéra, cuêba, cuéba, québra, caibra, cabra, cumba, tutumcuéba, cutuba... CUIA, s. f. - metade de um fruto de cabaceira, ou cuietê, limpo, usado como vasilha, principalmente como farinheira. | T. corrente em todo o Brasil com ligeiras variações de sentido. - Dão-lhe orig. tupi-guar.: "iacui", - o que faz pensar no celebre epigrama: "Il a bien changé sur la route"... CUIÉ-TORTA, colher-torta, s. f. - na frase "botá a cuié torta", intrometer-se (alguém) em conversa ou negócio onde nada tem que ver: "Pras muié não botá a cuié torta, bamo levá êle no arrosá..." (C. P.). CÙIETÉ, s. m. - árvore que produz um fruto grande, de casca rija, utilizado para vasilhas; esse mesmo fruto. | De S. P. para o Norte dizem "cuité" para designar o fruto, "cuitezera" e "cuietra", para designar a árvore. - Do tupi. CUITÉLO, s. m. - beija-flor. | É forma antiga de cutelo do lat. cultellu(m): "Oo piedade do muy alto Deos, se emtom fora tua mercee de botares aquell cruel cuytello que nom dampnara o seu alvo corpo, inocente de tam torpe culpa". (Fem. Lop., episódio de D. Maria e do inf. D. João). CULIDADE, qualidade, s. f. - "Eu vou simbora! Sombração de ótra culidade eu pego". (C. P.). CUMARI, CUMBARI, s. f. - designa certa espécie conhecida de pimenta, do gen. "Capsicum", fam. das Solaneas. | B. - R. regitra "cumarim". CUMBA, q., ordinariamente substantivado - destro, forte, valente. CUMBÉ, s. m. - certo bicharoco mole, como sanguessuga. CUMBUCA, s. f. - cabaça esvaziada, que serve a vários fins, entre os quais o de armadilha para apanhar macacos. Neste caso, é um vaso grande, de boca muito pequena, onde se põe milho, e que se coloca em lugar conveniente, no mato. O macaco mete a mão pelo orifício e agarra um punhado de grãos, mas não pode retirar a mão cheia, e debate-se preso á cumbuca, sem se lembrar de largar o milho. Isto se conta geralmente, mas não conhecemos ninguém que o houvesse testemunhado em pessoa. Cp. o provérbio - "macaco velho não mete a mão em cumbuca". | B. - R. regista "cuiambuca", forma bastante semelhante ao cast. callambuco e à ant. port. calambuco, certa substância vegetal aromática do Oriente. ÇUMITÉRIO, cemitério, s. m. CUPIM, s. m. - designa varias espécies de térmitas, que constróem grandes "casas" de terra; a habitação dos cupins, a que se dá também o nome de cupinzê(i)ro. CURANCHIM, MUCURANCHIM, s. m. - a extremidade da espinha dorsal das aves; por ext., e em linguag. familiar ou jocosa, a mesma região nos indivíduos humanos: "Mal apeia-se, derreado com o curanchim em fogo, ao fim dos trinta e seis mil metros de caminheira..." (M. L.). CURAU, s. m. - papas de milho verde. CURIÂNGO, CURIANGÚ, s. m. - ave noturna do gen. "Caprímulgus": "A noite caía devagarinho e os curiangos começavam a cantar pelas estradas". (C. P.). - "Triste anoitecer o daquele dia, picado a espaços pelo revôo surdo dos curiangos..." (M. L.). - C. da F. dá "curiangó", no seu conto "Assombração". B. - R. regista "curiangú" como paulista. CURINGA, s. m. - a carta mais forte em certos jogos. | Cherm. dá como o dois de paus em alguns jogos. CURIÓ, s. m. - certo pássaro (avinhado): E lá no brejo o canto do curió e os jassanãs avivam-me a lembrança... (C. P.) CURRUÇÃO, s. f. - preguiça extrema. | Deu-se este nome, muitos anos atrás, a certa moléstia, vulgar no interior do país, também chamada "macùlo", a qual se caracterizava por vários efeitos, entre os quais um desânimo e abatimento profundos. - Há um voc. arc., "currença", que significa "diarreia", e está em Gil V., "Barca do Inf.": Caganera que te venha, Má currença que t'acuda. Convém notar que o povo pronuncia currução, com u na primeira sílaba, ao passo que pronuncia correição, corrê(r), corrida, com o. Também Gil. V. escreveu "currença". - Contudo, cremos indubitável que currução nada tem que ver com corrupção, mas deriva, como "currença", "corrimaça", etc., de correr. Cp. curso, diarréia.

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