Vocabulário - parte 17
portuguesa, esquecida em Port. É de notar que o nome de rojão se aplicaria melhor ao que aqui e lá chamamos "busca-pé". E quem sabe se de fato não se aplicou outrora, passando depois a designar o foguete, que não é mais do que um buscapé ligado a uma cana? ROMINHÓ(L), s. m. - vasilha de lata na ponta de um pau, para tirar o melado quente da tacha. RONCÁ(R), v. t. e 1. - bravatear. | É port. RONCA. s. f. - na frase "metê, botá a ronca": falar mal, difamar. | "Diz que sois ronca" ("Aulegrafia"), exemplo colhido por F. J. Freire. Usou-o Vieira num sentido material e restrito: "... sois as roncas do mar". (Sermão de Sto. Antônio) RONCADOR. q. - fanfarrão, valentão. | "Roncador e fanfarrão" chamou Diogo do Couto a Dom J. de Castro (M. de S. Pinto, p. 23). ROQUÊRA, s. f. - tubo cheio de pólvora e pedras ou ferros, destinado a salvas, em festividades religiosas e populares: Ressôa pela mata o estrondo da roqueira, Assustando na grota a caça e o passaredo. (C. P.). Também se usa em Pernamb. e no Ceará. - Nome de uma antiga peça de artilharia, que arremessava pedras. RÚIM, ruim, q. | Encontra-se geralmente, nos antigos escritores, roim. Gil. V., no "Auto da Feira", escreveu-o com u e rimou-o, no plural, com "sentis": Hi de homens ruis Mais mil vezes que não bõs, Como vos mui bem sentis. SABÃO, s. m. - repreensão. | Reparai bem, matula afrancesada No sabão que vos vai pelos bigodes - (F. Elísio, III). SABERÊTE, s. m. - indivíduo que se presume sabedor, instruído. | Diminutivo de sábio. - Em Port., significa pouco saber, conhecimento imperfeito, tomando-se, pois, como dimin. de saber. SABIÁ, s. m. - designa várias espécies das fams. "Turdidae" e "Mimidae". | Seg. B. Caet., do tupi "haã-pyi-har". - Em Pernamb. e regiões convizinhas, é feminino. SABIÀCI, s. m. - esp. de papagaio pequeno. | Tupi. SACI1, s. m. - pássaro, também chamado Sem-fim. | Seg. Couto de M., esse pássaro é considerado como o próprio Saci pererê, e, quando canta, diz o povo que é para chamar o sol. SACI2, s. m. - entidade fantástica, geralmente apresentada sob a forma de um negrinho com uma perna só, chavelhos e olhos de fogo. | É superstição africano-tupi. O voc., como a cousa, está sujeito, em S. P. e no resto do país, a muitas variações e flutuações. Saci, saci-sererê, saci-pererê em S. P., saci-taperê, matim-taperê, matinta-perêra, etc., em outros Estados, designa ao mesmo tempo um pássaro (saci ou sem-fim) e uma entidade mítica que tem algo do caipora e do currupira, ligando-se ainda, como é bem de ver, ao referido pássaro. SACUDIDO, q. - forte, valente. SAGUARAGÍ, s. m. - árvore da fam. das Ramnáceas. | Tupi. SAÍRA. s. m. - certo pássaro. | Tupi. SAÍDO, q. - desenvolto: "Uma das moças, criaturinha requintada de malícia, muito saída e semostradeira..." (M. L.). SAFADO, q. - Diz-se de terreno esgotado: "... o viajante respira mais animado, deixando a terra safada onde vegeta, esfiapado e ralo, o capinzinho que nem o gado aceita..." (M. L.). SALUÇO, soluço, s. m. - É forma arcaica: "...e nem se podiam teer de lagrimas, e salluços, como se fosse madre de cada huum delles..." (Fem. Lopes, "Cron. de D. Fern.") Foi usada até Camões (Canto II): E co seu apertando o rosto amado, Que os saluços e lagrimas aumenta - É popular em todo o Brasil. Encontra-se em Cat. ("A Promessa") Minha viola soluça cum tudo o teu coração. SALMORÃO, salmourão, s. m. - qualidade de terra pedregulhosa. SALVAR, v. t. - cumprimentar com o chapéu. | Arcaísmo. SAMAMBAIA, s. f. - espécie de feto. | Tupi. SAMBANGA, q. - tolo, palerma. O mesmo que saranga. SAMBIQUIRA s. f. - glândula oleosa da galinha, sobre o mucuranchim; uropígio. | Tupi. SAMBURÁ, s. m. - cestinho de taquara para conduzir frutas, flores ou pássaros. | Tupi. SAMEÁ(R), semear, v. t. SAMEADO, semeado, q.: "...um pampa grande, um picaço, um pangaré, outro branco sameado de preto..." (C. P.). | É forma antiga: Bolo de trigo alqueivado, Com dous ratos, no meu lar; Per minha mão sameado - (Gil V., "Auto das Fadas"). SANCRISTÃO, sacristão, s. m. Forma arc., pop. em Port. e no Br.; foi de uso clássico, como faz notar F. J. Freire. SANGRADÔ(R), s. m. - região entre o pescoço e o peito, onde se fere o animal a ser morto; rego que se abre nos caminhos para desvio de águas pluviais. SANGUE-DE-TATÚ, loc. adj. - diz-se de uma qualidade de terra, de coloração roxa viva. SANGÙÊRA, sangueira, s. f. - A notar a pronúncia, com u soante. SANHAÇO, s. m. - designa várias espécies da fam. "Tanagridae". | Em outras regiões do país, e talvez mesmo em algum ponto de S. P., se diz sanhaçú ("sanhassú"). SANHARÃO, s. m. - certa abelha do mato. SANZALA, senzala, s. f. - habitação dos escravos nas antigas fazendas. | A forma pop. é a primeira; a segunda é preferida pela gente que se preza de bem-falante. - Do bundo, onde significa pequena reunião de casas, aldeiola. SÃO-GONÇALO, s. m. - indivíduo que faz um pedido de casamento para outrem, e de certo modo o patrocina: Nada de frases, basta o olhar; só resta buscar pra São-Gonçalo algum parente. e sonhar com os preparos para a festa. (C. P.). A signif. atual é a que aí fica exarada; mas é provável que outrora tenha tido a, mais geral, de protetor de namorados. Até hoje os caipiras celebram a cada passo certas festas especiais de sabor nitidamente popular, extra-eclesiástico, em honra de S. Gonçalo de Amarante, - visível importação portuguesa. A parte cultual dessas festas consta de uma espécie de ladainha em que, à guisa de orações, se cantam quadrinhas, e até quadrinhas alegres e picantes, em louvor do milagroso santo. Os cantos são entremeados e acompanhados de sapateados e palmas. SAPÉ, s. m., - gramínea do gên. "Saccharum". | Tupi. SAPÉCA, s. f. - ação ou efeito de sapecar; fig., descompostura, surra. | A sua forma clássica de subst. verbal mostra que é tirado de SAPECAR. - Na acepç. de descompostura, é usado nos Açores. SAPECÁ(R), v. t. - queimar ligeiramente, chamuscar: "Cheguei tão perto do fogo que a labarêda me sapecô a rôpa". - "Pra pelá o porco, percisa sapecá premêro". | Querem que derive do tupi "sapec". Não virá simplesmente de sapé? Note-se que é costume, na roça, empregar o sapé como combustível, quando se trata de chamuscar, dê queimar superficialmente alguma coisa, como o porco antes de ser retalhado. Daí se teria formado sapecar, mediante a introdução de um c, pelo modelo de "pererecar", "petecar", etc. - Na Amaz. se diz "saberecar", "sabrecar" e "sabererecar". Influência de "pererê", "saperê", ou forma mais próxima da origem? SAPESÁ(L), s. m. - campo de sapé. SAPIRÓCA, s. f. - inflamação que ataca os bordos das pálpebras. (Blefarite ciliar). | É a "sapiranga" (= olhos vermelhos) de outros Estados. Como esse voc., é de orig. tupi, e traduz-se por "olhos esfolados". SAPUVA, s. f. - árvore da fam. das Leguminosas. | Tupi. SARACUÁ, s. m. - pau espontado numa das extremidades, com que se abrem covas para semear milho. | Tupi. SARACÚRA, s. f. - designa várias aves pernaltas, do gên. "Gallinula". | Tupi. SARAGOÇO, q. - diz-se do perdigueiro branco com pequenas pintas escuras. SARAMBÉ: q. - toleirão, simplório: "Eu nunca vi Moreira que não fosse palerma e sarambé". (M. L.) | No Sul se usa uma espécie de fandango a que dão o nome de "saramba", alter. provável de "sarabanda". É possível que haja ligação entre "saramba" e "sarambé". Qual o processo, quanto ao sentido, não há base para se conjecturar. Quanto à forma, pode dever-se a alteração à influência de "sarambeque", antigo penteado, de que o Cancioneiro de Rezende faz menção. O "Novo Dic." regista essa última palavra com a vaga signif. de "dança de pretos". Bem apurado isso, talvez sirva de confirmar a hipótese. - Cp. SARANGA, SAMBANGA. SARANGA, q. - toleirão, simplório, sarambé, sambanga. | Na língua antiga, sarangue significava piloto e guarda de proa (F. J. Freire). SASTIFA, satisfação, s. f.: "Num dê sastifa pra cabeça-sêco..." (C. P.) Cp. paixa, deduzido de paíxão, onde se viu um aumentativo. SASTIFAÇÃO, satisfação. s. f. SASTIFEITO, satisfeito, q. SAÚVA, s. f. - formiga que constitui terrível praga das lavouras ("Ecodoma cephalotes"). | Sinônimos, em outros Estados: "tanajura", "formiga de roça", "f. carregadeira". - Tupi. SAVITÚ, s. m. - formiga saúva do sexo masc.: "Por todos os cantos imperava soberano o ferrão das sauvas, dia e noite entregues á tosa dos capins, para que, em Outubro, se toldasse o céu de nuvens de içás em saracoteios amorosos com enamorados savitús". (M. L.) | Tupi. SE, conj. | Releva notar que o nosso povo rústico desconhece o desagradável "si", inventado por gramáticos e popularizado entre a gente culta, no Brasil, por via literária. Ele diz sempre, e bem claramente, se. SEM-FIM, s. m. - V. SACI 1. SEM-VERGONHA, q. - diz-se da planta que pega facilmente: "O plantio (da mandioca) se faz com um palmo de rama fincado em qualquer terra. Não pede cuidados. Não a ataca a formiga. É sem-vergonha". (M. L.). SEM-VERGONHICE, SEM-VERGONHISMO, s. f. e s. m. falta de vergonha. pouca vergonha, ação torpe. SEQUI(LH)O, s. m. - doce seco, bolacha doce, de fabricação doméstica. | Também usado no R. G. do S. SERELÉPE, s. m. - caxinguelê; fig., pessoa esperta, ágil. | Já houve quem o quisesse tirar de celer, is, e pes, pedis, sem explicar, porém, como pôde uma expressão latina ser adotada popularmente para designar um animal indígena. SEÁ, SEA, SIÁ, SIA, formas proclíticas, tônicas e átonas de senhora. SEU, SEÔ, SIÔ, formas proclíticas de senhor. V. SINHÔ. SINHARA, SINHÁ, formas enclíticas e pronominais de Senhora. V. SINHÔR. SINHÀRINHA, dimin. de SINHARA. SINHÁZINHA, dimin. de SINHÁ. SINHÔR, SINHÔ, SIÔR, SIÔ, formas enclíticas de senhor. | Senhor, como senhora, como minha e outros vocs. de uso constante, sofreu grandes alterações e se cindiu cm formas proclíticas e enclíticas, determinadas simultaneamente pelas diferentes posições e pelos vários empregos gramaticais. Seu usa-se anteposto imediatamente a nomes de pessoa: seu Juaquim, seu padre, seu mestre. Sinhôr, sinho e siôr são formas enclíticas e pronominais, mas diferem no uso. As primeiras podem seguir-se outras palavras: "Já vô, sim, sinhôr" - "Quero falá c'o sinhô" - "O sinhô bem viu que eu tinha rezão". A terceira, em regra, só se emprega em fórmulas "fechadas", sem seguimento: "Sim, siôr!" Siô usa-se em próclise, como seu, e também encliticamente, como sinhô e siôr. Todas estas distinções, é inútil dizer, foram estabelecidas, a pouco e pouco, pelo uso, por meio de constantes ações e reações das tendências fisiológicas sobre o senso gramatical, e vice-versa. - Adendo: sinhô, à parte o que ficou indicado, aparece em próclise nas fórmulas sinhô-moço e sinhô-véio. É caso isolado, devido já a outro gênero de influência. Essas fórmulas, tais como se acham grafadas, se devem aos antigos escravos negros (cuja fonética especial, como já assinalamos em outro lugar, diferia, em mais de um ponto, da fonética popular dominante, ou caipira) e foram adotadas geralmente para designar os senhores em relação aos seus cativos: "Vá dizê pra seu sinhô-moço que eu espero êle". É claro que o emprego de tal expressão é hoje raro, e mais raro se torna a medida que se afasta no passado a época da escravidão. SINHÔZINHO, dimin. de SINHÔ. SI(G)NIFICÁ(R), v. t. - J. J. Nunes ("Crestomat.", gloss.) regista seneficar. Exemplo de Dom J. de Castro: "... e em cima huma grande bola que deve senificar o mundo". (Descrição do edif. d0 pagode, em M. de S. Pinto, p. 29). - Cp. manifica, malino, morar, formas arcaicas ainda populares em S. P. SITIANTE, SITIÊRO, s. m. - proprietário de SÍTIO. SÍTIO, s. m. - propriedade rural menor que a fazenda; o campo, a roça, por oposição à cidade: "Gósto mais do sítio do que da praça". SOBERBIA, s. f. - soberbice. SÔBRE-CINCHA, s. f. - peça conexa à cincha. SÔBRE-LÁTICO, s. m. - a parte que se opõe ao LÁTICO, na barrigueira. | B. , R. regista "látego" e sobre-látego SÓCA, s. f. - a segunda produção de certas plantas, que, como a cana de açúcar, crescem de novo, depois de se terem cortado uma vez. Diz-se de uma planta que ela "dá boa sóca", ou "não dá sóca", conforme permite ou não mais de uma colheita regular. | E t. mais ou menos geral, no Br. - V. SOQUERA. SOCADO, s. m. - lombilho de cabeça alta. SÒCÓ, s. m. - ave pernalta ("Ardea brasiliensis") Os pios dos nambús e das batuíras e os socós na lagôa. (C. P.). SOFRAGANTE, s. m. - usado na loc. adv. "no sofragante", isto é, no mesmo momento, imediatamente: "A Ogusta saltou no chão, saiu correndo inté na porta da rua, mas porêm voltou no mesmo sofragante, caiu nos pés da cama do filho..." (V. S.) | Usado na Beira com a mesma acepção ("Novo Dic."). Paiva regista "sofregante". - De sob flagrante? SOJEITÁ(R), sujeitar, v. t. | É mais comum assojeitá(r). SOJEITA, s. f. - mulher, em sentido depreciativo. SOJEITO, s. m. - homem, em sentido depreciativo; às vezes aparentemente depreciativo, mas de fato admirativo ou carinhoso: Lá na festa do nho Zinho, no bairro do Riu Cumprido, pareceu um sojeitinho que é cabocro destrocido. (C. P.) A forma é arc.: "...sojeito por tantas, & tam sobejas razões corrome dizervolo". ("Eufros.", I.) -"Sojeita ao cruel jugo" ("Castro", I). "Sojeito a brandos rogos" ("Castro", I). SOJIGÁ(R), SUJIGÁ(R), subjugar, v. t. | Formas arcaicas, ainda populares em quase todo o Br. C. Ramos colheu-a em Goiás: "... quando supunha já ser ocasião de sujigá-lo nas esporas e tacadas de rabo de tatú aplicadas a preceito..." - Da "Eufros.": "Mas que farey triste, pois amor me sogiga..." (I, scena I.) Da "Crori. do Cond.": "...a terra seria de todo perdida e sugiguada a elrey de Castella" (XX). Paiva registou o t. entre os condenáveis. SOMANA, semana, s. f. | É pop. em todo o Br., ou quase todo. Colheu-o Cat. no Nordeste: Cheguei há cinco "sumana" nesta grande capitá -. É também arc.: A novilha vou buscar: Viste-ma tu ca andar? - Não na vi esta somana. (Gil V., "Tragicom. da Serra da Estr.") Seria muita costura Para toda esta somana - (Joham Gomes de Abreu. Canc. de Rez.). "En termho de Santarem há terra tam frutiffera que do dia que semeam o pam ataa sete somanas o segam". ("Estoria geral", descr. de Santarem - séc. XIV-XV). SONDÁ, s. f. - linha grossa e longa para se pescar com anzol. | De sondar, por "linha de sondar". SOPAPEÁ(R), v. t. - dar sopapos em (alguém). SÓ POR SÓ, loc. adv. - a sós, só por si, só consigo. | É clássica: "Maldito o homem, que confia em homem; e bendito o homem, que confia neste Homem; e só neste Homem, e muito só por só com este Homem trata do que lhe convém. (Vieira, Sermão do sab. 4.º da Quar., VII). - Esta foi a maior ventura daquella alma e esta a melhor hora daquelle dia: aquelle breve tempo, em que só por só com Christo". (Idem, ibid.). SOQUÊ(I)RA, s. f. -. planta cortada (notadamente a cana de açúcar) de que se deixa na terra uma parte do caule, para que torne a crescer e dê nova colheita. | Teria provindo, seg. alguns, do tupi "araçoc". SORORÓCA, s. f. - voc. onomatopaico com que se designa o rumor produzido ordinariamente pela respiração dos moribundos. | Tupi. SORTÊRA, q. - não padreada (vaca ou égua). SOVERTÊ(R), SUVERTÊ(R), subverter, v. t. e i. - desaparecer como por encanto; sumir de repente; sumir-se: "...vacê que é tão estudado, me diga por que foi que me apareceu a tal moça, e me levou p'r aquêle rumo, e suverteu de repente". (V. S.) ...assi soverteu Por manha a grande alteza Do sprito.... ("Castro", 1) ...Ó montes de Coimbra, Como não sovertestes tal ministro? ("Castro", V) SOVÉU, s. m. - corda de couro torcido, de duas pernas. | Há na língua soveu, soveio, soveiro, significando correia grossa. SÚCIA, s. f. - festa familiar, pagode. | "Quem dava uma sucia em sua casa, e queria ter grande roda e boa companhia, bastava sòmente anunciar aos convidados que o Teotónio... se acharia presente". (M. A. de Almeida). O exemplo mostra que o significado é relativamente velho, e existiu fora de S. P. SUCUPÍRA, s. f. - árvore da fam. das Leguminosas, de que há duas espécies, a mirim e a açu, isto é, pequena e grande. | Tupi.