Vocabulário - parte 4 O Dialeto Caipira · Capítulo 9 de 24
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Vocabulário - parte 4

BOBÓ, q. - palerma: "Parece coisa que inda tô vendo o Tibúrcio, aquêle negrão meio bobó, que andava esfarrapado pro meio dessas ruas..." (V. S.). BOCAGE(M), s. f. - palavrada, expressões baixas e indecentes. BOCAINA, s. f. - depressão numa serra, que dá passagem. | Cf. "boqueirão". Tem noutros pontos do país significações um tanto diversas - boca de rio, foz, entrada de canal, etc. BOCÓ1, q. - palerma. | Também se diz bocó de móla. - De boca. Cp. a frase "andar de boca aberta", pasmado, apalermado. BOCÓ2, s. m. - saco (geralmente, de lona) que se traz a tiracolo na caça. | No Norte, "bogó" designa coisa semelhante. BOCUVA, s. f. - árvore que dá um fruto oleoso. BÓDE, s. m. - mulato, "cabra". Aument., bòdarrão, mulato corpulento, ou de ar imponente; fem. bódarrona. Diminut., bòdinho, bódête. BODÓQUE, s. m. - arco, quase idêntico ao com que os índios atiram frechas, mas de pequenas proporções (cinco, seis, oito palmos), usado para arremessar pelotas de barro, à caça de passarinhos: "E o caboclo perdeu meio dia de serviço para fazer o bodoque, bem raspado com um caco de vidro que levou da cidade, encordoando-o com corda de linha "clark" encerada a capricho, rematando com gosto de artista a obra, desde o cabo até a malha". (C. P.) | O "Novo Dic." dá como ant., significando "bola de barro, que se atirava com besta" e aponta-lhe o étimo no ar. "bandoque". - V. PELÓTE. BODOCADA, s. f. - tiro de bodoque. Figuradamente, alusão rápida e áspera, remoque, dito ferino. BOIADO, q. - diz-se do anzol empatado (encastoado) .em linha comprida. | De boia? BOICORÁ s. m. - cobra-coral. | Af. Taun. regista a corrupt. bacorá; lembramo-nos, porém, de ter ouvido também boicorá. - "Mboi", cobra. BOITATÁ, BITÀTÁ, BATÀTÁ, s. m. - fogo fátuo. | C. P. colheu bitati ("Quem conta", p. 30), que é corrupt. Rub. regista "boi-tatá"; B. -R. dá "batatão" da Par. do N., e "biatatá" da Bahia. - Dão-lhe uns, baseados em Anchieta, o étimo "mbaétatá", que significaria "coisa de fogo". Outros apontam "mboi-tatá" cobra de fogo, e, tanto morfologicamente, como pela analogia da imagem com o objeto, parece que acertam. Parece, porque, enfim, a língua geral dá para tudo... BOI-VIVO, s. m. - guisado de test. de boi. BOLIÁ(R), v. t. e i. - derrubar subitamente (pessoa ou animal) em sentido figurado, prostrar, falando-se de moléstia; cair para trás (o animal) depois de empinar. BONECA, s. f. - espiga de milho nova. "Vieram as chuvas a tempo, de modo que em Janeiro o milho desembrulhava pendão, muito medrado de espigas. Nunes não cabia em si. Percorria as roças contente da vida, unhando os caules polpudos já em pleno arreganhamento da dentuça vermelha e palpando as bonecas tenrinhas a madeixarem-se duma cabelugem lourotranslúcida": (M. L.). BORÁ, s. f. - certa abelha silvestre. BÔRRA, s. m. - usado para indicar indivíduo antipático, desagradável, de trato difícil. Não tem significação precisa; exprime antes o estado de alma de quem fala, o despeito ou irritação. "Fulano? Aquilo é um bôrra". "Pidi pro Tonico u"a ajuda na roça e o bôrra não apareceu". Eqüivale, como se vê, a "bolas", "tipo", "coisa". | Parece deduzido da loc. de bôrra ("doutor de bôrra", etc.), corrente na linguagem culta. BORRACHUDO, s. m. - mosquito do gênero "Simulium", cuja picada é dolorosa. | Parece ser o "pium" do Norte. BOSSORÓCA, s. f. - fenda profunda, rasgada no solo pelas enxurradas: E mortas, em completa solidão, jazem as ruas desta pobre aldeia, Que as bossorocas engulindo vão. (Ag Silv.) | Acreditamos que também corre a forma soróca. Cf. Sorocaba n. p. BOSTIÁ, bostear, v. i. - defecar. Refere-se mais aos animais, mas aplica-se ao homem por jocosidade. Na frase vá bostiá, eqüivale a "pentear macacos". | A forma port. é bostar. Na Índia existe "bostear", mas significa revestir de bosta as paredes e pavimentos das casas, conforme usança da terra (Mons. Dalg.). BÓTA. s. f. - na Ioc. "de bóta e espora". Exemplo goiano, perfeitamente aplicável aqui: "E, se não mostramos energia, montam-nos em pêlo, de bota e esporos..." (C. Ramos). BOTÁ(R), v. t. - Sinon. de pôr, de uso preponderante em todas as acenções: botar a mão, botar o feijão no fogo, botar ovo (a ave), botar as tripas pela boca, botar dinheiro no banco. BOTÁ(R)-SE, v. pron. - lançar-se, pôr-se: "O home ficô desesperado ca demora da noticia, i botô-se por essas estrada". | Na "Inoc." de Taun. depara-se a expressão "botar-se a caminho", entre centos de outras vulgaríssimas em S. P. BOTINA, s. f. - calçado fechado até à extremidade do cano, com elásticos neste. BRABÊZA, qualidade do que é brabo. (V. esta pal.) Os dicions. registam braveza. BRABO, q. - zangado, zangadiço, colérico; bravio (animal); denso, selvagem (mato). | Mais ou menos corrente no Bras. todo. Diz S. Lopes, no conto "Trezentas onças" (R. G. do S.): "... sujeito de contas mui limpas e brabo como uma manga de pedras..." - Esta forma não parece mera variante de "bravo", que é de importação francesa por um lado, e italiana por outro. Tirou-a talvez a língua, diretamente, de bárbaro, através da forma bárboro, com dissimilação do segundo a, que facilitou o encurtamento do vocáb. Bárboro encontra-se nos antigos; por ex., em D. João de Castro: "E asi me sertifiquei da longura que ha do brazil ao cabo da boa esperança e nisto estou tão costamte que me atreverey a o fazer confesar a omens barboros e a outros de gramde enjenho". (Carta ao Rei, em "Dom J. de C." por M. de S. Pinto). A própria forma brabo, tal qual, se encontra na Eufros.", p. 147. BRACUÍ, s. m. - árvore de grande porte, comum no vale do Paraíba. BRANCO MELADO, q. - diz-se do animal eqüino de cor branca, mas com um tom particular. BRÉCA, s. f. - usado nas frases: levado da bréca, terrível, endemoninhado, ingovernável, desobediente; levar a bréca (isto é, "levá-lo a bréca"), desmanchar-se, desfazer-se: "levô a bréca o negócio", "o casamento do Chico ainda leva a bréca". BREGANHA, barganha, s. f. BREGANHÁ(R), barganhar, v. t. BREJAÚVA, s. f. - certa palmeira. BREVIDADE, s. f. - espécie de bolo doce, de farinha de trigo. | Encontra-se em "Inoc.", colhido em M. Grosso. BRIQUITÁ(R), v. i. - lidar (com algum serviço). | Af. Taun. dá-o como corrente no Sul de S. P. - Encontra-se em C. Ramos (Goiás): "E é um espetáculo que corta o coração, ouvir o bramido que solta a rez retida no atascal, onde embalde briquitaram em roda com o laço os campeiros para livrá-la..." ("Tropas", p. 155). - De periclitar? BRÓCA, s. f. - larva de um inseto, que, desenvolvendo-se na casca das laranjeiras e outras árvores, penetra profundamente no lenho e assim danifica as plantas. BRÓCHA, s. f. - tira de couro que prende as extremidades dos canzis por baixo do pescoço do boi de carro. BRUACA, s. f. - surrão, saco de couro trazido por viajantes a cavalo. Também se aplica, insultuosamente, a mulheres. | Rub. dá "buraca", "pequeno saco de coiro que usam os tropeiros de Minas". Lass. colheu no R. G. do S. forma idêntica à paulista, definindo-a "alforge de couro para condução de diversos objetos em cavalgaduras". - O "Novo Dic." regista o port. burjaca, saco de couro de caldeireiros ambulantes, t. de origem cast. É claro que a forma brasil. se relaciona com essa; mas como explicar o desaparecimento de j? BUÁVA, q. - designa o indivíduo português, nem sempre com intuito depreciativo. | Há também imbuáva, no Norte do Estado. - A forma literária "emboaba", grafia antiga do voc. indig., é ignorada do vulgo. BUÇÁ(L), s. m. - cabresto forte com focinheira. | É t. vulgar no R. G. do S. Tem-se-lhe atribuído origem em buço, o que, evidentemente, é um pouco ousado. Deve ser comezinha alter. de boçal, que, no Alentejo, seg. o "Novo .Dic.", significa "rêde de corda, que se adapta ao focinho dos animais para que não cômam as searas", e que nada impede tivesse outros significados correlatos. - De bursa? BUÇALÁ(R), v. t. - colocar o boçal (no animal). BUÇALÊTE, s. m. - espécie de buçal pequeno. BUCHA1, s. f. - arbusto que produz um fruto alongado, semelhante a um pepino e cheio de um tecido reticular resistente. BUCHA2, s. f. - logro, espiga: "levei bucha nesta compra". BUGRADA, s. f. - quantidade de bugres. BUGRE, s. m. - índio. | Rub. define - "tribu de aborígenes que dominava na prov. de S. P.", o que parece engano, pois o nome, hoje, se aplica indiferentemente a quaisquer indígenas. O vocábulo, sim, é que criou raízes em S. P., onde é popularíssimo, embora não seja desusado em outras partes do país. - B.- R. julga que o t. não seja senão o francês bougre, introduzido pela gente de Villegagnon. BULANTIM, s. m. - companhia de cavalinhos: "Naqueles tempos os cinemas não haviam ainda dominado as praças, e os bulantins eram esperados com ansiedade nas povoações". (C. P.) - A forma port. é volantim, registada por F. J. Freire, que retifica a pronúncia vulgar de seu tempo. Cp. o cast. bolantim, corda delgada. BURAQUÊ(I)RA, S.. f. - quantidade de buracos. BURÊ, s. m. - papas de milho verde. | Do fr. puré? BURITI, s. m. certa palmeira. BURRAGE(M), s. f. - burrice. BURRÊGO, q. - estúpido, toleirão: "É tão burrego o Galeno... gemeu o doente com cara desconsolada". (M. L.). BURRO, s. m. - aparelho usado para torcer o fumo em cordas. BUTIÁ, s. m. - palmeira que produz uns cocos cuja polpa é muito apreciada. | Seg. B. - R. há duas espécies com esse nome. BÚZO, búzio, s. m. - jogo de azar, em que fazem as vezes de dados pequenas conchas ou grãos de milho. CABEÇÃO, s. m. - a parte da camisa de mulher que fica sobre o peito e onde geralmente se fazem ou se aplicam bordados. CABEÇA-SÊCO, s. m, - soldado de polícia: "Olharam-se de banda, depois granaram os olhos de frente. O soldado estava com os olhos estanhados no adversário... - "Nunca me viu, siô?" - "Num dô sastifa pra cabeça-sêco... " (C. P.) | O adj. "seco", em vez de "seca", está determinando o gênero do nome, por analogia. CABEÇA DE PREGO, s. f. - furúnculo. CABOCRADA, s. f. - quantidade de caboclos; a gente cabocla. CABOCRINHO, s. m. - pequeno pássaro do gên. "Sporophila". Papa-capim. CABÔCRO, s. m. - mestiço de branco e índio. | Os vocabularistas registam outras formas, estranhas a S. P.; "cabôco", "cabôclo", "cabouculo", etc. De "curiboca"? De cabouco? CABÓRGE, s. m. - feitiço, encantamento; saquinho com uma oração escrita, que se dependura ao pescoço: "Às três horas da manhã, desapontado, humilhado, coberto de vergonha, batia o Mandinga desesperado na porta do casarão. "Tirô o cobórge?" "Credo in crúiz!" (C. P.) Esta palavra evidentemente se liga a "caborteiro", corrente em S. P. e outras zonas. Taunay, "Inoc.", escreve mesmo "caborgeiro . - Em Pernamb., seg. Garc., lia "cabóge", certa parte dos gomos da cana de açúcar. "Cabórge" é nome de um peixe do rio Paraíba, Alag. (R. v. I.). CABORTEÁ(R), CAVORTEÁ(R), v. 1. - fazer ação de caborteiro; estar com artes, ou manhas (o animal). CABORTE(I)RICE, CAVORTE(I)RICE, s. f. - ação de caborteiro. CABORTÊ(I)RO, CAVORTE(I)RO, q. - velhaco, arteiro. | Liga-se sem dúvida a cabórge, feitiço. Em Taunay, "Inoc.", acha-se "caborgeiro", feiticeiro, que tanto pela forma como pelo sentido mais clara torna aquela relação. - C. Ramos emprega "comborgueira", figuradamente, por "feiticeira", num dos seus contos goianos: "... vivia a penar enredado nos embelecos traidores da comborgueira..." Talvez haja aí confusão com candongueira". CABRA, s. m. - mulato ou mulata. | No Nord. do pais este t. é de uso mais corrente, com ligeiras variantes. CABRITO, s. m. - mulato moço, ou criança. CABRIÚVA, s. f. - árvore leguminosa; a sua madeira: "... eu inda tenho a Santa Luzia do tempo da escola, que meu pai mandô fazê, i e de cabriúva..." (C P.). | A forma literária é "cabreuva, com e, e por influência desta haverá quem assim pronuncie; mas o povo da roça, salvo o de alguma zona que não conhecemos, diz como vai aqui registado. - Contração de "caboréuba", árvore da coruja? CABRÓCHA, s. m. - mulato ou mulata jovem. CACHAÇA, s. f. - aguardente de cana. CACHACÊRO, q. - bebedor habitual de cachaça. T. injurioso. "Você fica com o pau, cachaceiro, - concluía Pedro, - mas deixa estar que há de chorar muita lagrima p'ramor disso". (M. L.). CACHAÇO, s. m. - varrão. CACHORRADA, s. f. - quantidade de cães; grupo de cães de caça; ação má e baixa, esperteza reles, cachorrice. CACHORRÊRO, s. m. - homem que trata e conduz cães de caça. CACHÔRRO, s. m. - cão. CACHÔRRO DO MATO, s. m. - abrange três espécies indígenas de "Canis" e também as duas do gen. "Specthos" Guarachaim. CACHUMBA, s. f. - parotite. CACUÉRA, s. f. - certa árvore comum na zona do Norte de S. P.: "Quando Moreira, nos trechos mistilicados, apontou os padrões, o moço embasbacou. - "Cacuéra! mas isto e' raro!" (M. L.) | A grafia comum é "caquéra". - Do tupi. CAÇUISTA, q. - caçoador. CAÇULA, s. m. - o filho mais novo. B. - R. registra "cassula" e "cassulé". Citando Capello e Ivens, atribui ao t. origem africana. CACULÁ(R), v. t. - encher a transbordar (a medida). | Em Pernamb. há "cucular", com o mesmo sentido, e "cucúlo" - o que ultrapússa os bordos do vaso. (Garcia). - De cogular. CACUNDA, s. m. - costas: "...e ela se ponhou outra vez de cacunda, que é como dormia quase que a noite inteirinha". (V. S.). - "Para dôr de peito que responde na cacunda, cataplasma de jasmim de cachorro é porrete. (M. L.). Orig. afric., como querem alguns, ou simples corrupt. de corcunda, passando por carcunda, como querem outros? CAÇUNUNGA, s. f. - vespa social, "Polybia vicina", cuja picada é muito dolorosa; mulher de gênio irritável e violento. CADE(I)RINHA, s. f. - brinquedo que consiste em se agarrarem duas pessoas pelos pulsos, para que aí se assente uma criança. CADE(I)RUDA, q. - que tem as cadeiras ou quadris largos (mulher). CADÓRNA, s. f. - codorniz. CAÈTÊ, CAÈTÉ, s. m. - certa árvore que é considerada padrão de boa terra. | Grafia usual, "caheté". CAFUNDÓ, s. m. - lugar muito retirado e deserto. | Usa-se também na linguag. das pessoas cultas, com a mesma significação, mas no plural. - Em Port. há "fundo", significando abarracamento, arraial, cujo radical entende G. Viana que há de ser banto, talvez '"cufúndu", cravar, enterrar. ("Pal.", p. 238-9). CAGACÊBO, s. m. - nome de vários pássaros da fam. "Tyramnidae". CAGAFOGO, s. m. - certa vespa cuja picada é muito dolorosa. CAGALUME, s. m. - vagalume, pirilampo. | É port. A propósito do inseto, escrevia Leitão Ferreira na sua "Nova Arte de Conceitos" O vocábulo com que o nomeamos, se lhe não escurece a propriedade natural, deslustra-lhe o resplendor civil...". CÁGUDO, CÁUGDO, CAGO, cágado, s. m. | Cp. sábudo por sábado, bêbudo por bêbado. CAIANA, q. - certa espécie de cana de açúcar. | Sempre ouvimos pronunciar caiana; entretanto, M. Lobato, observador atento destas coisas, escreveu no seu conto "O Comprador de Fazendas", cayena. É possível que na zona do Norte assim se diga. - De Cayenne. CAIAPIÁ, s. m. - vegetal medicinal e que dá umas sementes de que se fazem rosários. CÃIBRA DE SANGUE, cámaras ele sangue, s. f. - CAIÇARA, s. m. - vagabundo, malandro, desbriado: "Carancho, subjugando o Mingo, tirou o facão, jogou-o para um lado e, com a bainha, deu uma surra no caiçarínha desarmado..." CAIÇARADA, s. m. - quantidade de caiçaras. CAÍDO(S), s. m. - afagos, carinhos: "Andava c'uns caídos co'a noiva, que inté injuava". | De cair. CAÍDO, q. - rendido, namorado: "...Mal cortejava as mocinhas curiosas, que julgava caídas por êle". (C. P.). CAIÊRA, s. f. - fogueira de grandes paus arranjados em quadrilátero, nas festas populares: "À noite, após a reza, acende-se a caiêra..." (C. P.). | Em Pernamb., segundo Garcia, significa "forno constituído pelos próprios tijolos a queimar". - O port. caieira designa fábrica de cal. CAIMENTO, s. m. - forte inclinação amorosa; no plur., o mesmo que caldos. CAINHA. cainho, q. - diz-se do indivíduo mesquinho, que não gosta de dar nada do que é seu. | Ô ano triste e cainho, Porque nos fazes pagãos? exclama Maria Parda no seu "Pranto" (Gil V.), referindo-se à falta de vinho. CAINHÁ(R), v. t. - fazer mesquinharias, negar-se a ceder a outrem qualquer coisa sem

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