Vocabulário - parte 10 O Dialeto Caipira · Capítulo 15 de 24
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Vocabulário - parte 10

nome de "foliá" ("Novo Dic."). No Brasil, o costume é antigo. - Diz F. J. Freire: "Folia não é qualquer dança, mas aquela em que se fazem movimentos extravagantes para causar riso, e que é acompanhada do ruído de vários instrumentos, e, composta de diversos dançantes, gente do povo. (Refl. 1.ª). Esta explicação faria supor que "folia", primitivamente, fosse apenas uma dança; mas que foi também canto, talvez principalmente canto, e até com intuitos devotos, verifica-se deste relanço do "Auto da Feira", de Gil V.: E porque a graça e alegria A madre da consolação Deu ao mundo neste dia, Nós vimos com devação A cantar-lhe hua folia. Outra referência, esta da "Vida" de Nóbrega, por A. Franco (1719): "Em um destes lagares lhe aconteceu entrando em uma igreja ver alli uma folia com bailes e musicas malsoantes com que o sagrado se profanava. Cheio de zelo reprehendeu tamanho desacato". O próprio Nobrega escrevia da Bahia para Port.; "Houve muitos desposados e fizemos a procissão mui solene, porque veiu folia da cidade que Simão da Gama ordenou a Bastião da Ponte, seu cunhado, os meninos cantando na língua, em português, cantigas a seu modo, dando glórias a Nosso Senhor..." (Carta XIX). FORA, s. f. DE - A -: de um lado a outro, de lado a lado: "A mana viu que eu tinha largado mão do serviço, porque a cerca já tava trançadinha de guaimbê, de fóra a fóra . (V. S.). SALA DE -: sala de visitas, que geralmente fica sobre a rua. FORGÁ, folgar, v. i. - divertir-se com danças: "Os escravo dêle vivium gordo, bunito, forgávum no batuque despois da carpa e da coieita, e na moage tamem". (C. P.) FORGADÔ(R), q. - o que gosta de "folgar", o que toma parte em batuques ou fandangos. FÔRNO, s. m. - espécie de taxo, de bordos curtos, que serve para torrar a farinha de milho ou mandioca, e misteres semelhantes. | B. - R. já registou esta acepção. Cherm. colheu-a na Amaz. FRANQUÊRA, s. f. - faca de ponta, que outrora se fabricava na cidade da Franca. | É t. corrente, ainda mais, talvez, em M. Grosso e Goiás. C. Ramos aplica-o numerosas vezes nos seus contos. FRANQUÊRO, q. - certa variedade de gado bovino, que tirou o nome da terra de sua procedência, a cidade da Franca, de onde se espalhou pelo sul do Br. | É t. corrente no R. G. do S. FREME, s. m. - instrumento de ferro com que se cortam tumores ou inflamações nos animais. | Em Port. há flame, do lat, flamen. ("Novo Dic."). FRIA, frio, q. | É a forma corrente: "suór fria", "café fria". Cp. fula por fulo. FRUITA, fruta, s. f. | Este t. apresenta a curiosa particularidade de poder, sem determinante, referir-se especialmente à jaboticaba: "Estamo no tempo das fruita; daqui a pôco havemo de i pro mato à percura dela". - A forma é arc.: "... os castellãos sayá fora da frota a colher uvas e fruita porque era entã tenpo della". ("Cron. do Cond."). FUÁ, q. - desconfiado, sensível a cócegas, espantadiço (cavalo). | De fugaz? Ou simples onomatopéia? Já o quiseram ligar a "apoaba", t. tupi, e parece que até a "aruá", da mesma língua. FUAZADO, q. - o mesmo que fuá. FUBÁ, s. m. - farinha de arroz ou de milho cru, com que se fazem várias papas, bolos e outras confecções culinárias. | É t. afric. (B.-R.). - MIMOSO: fubá fino, que se usa para biscoitos, bolos mais delicados, etc. FUCHICÁ(R), v. t. - esmagar entre os dedos (panos, objetos frágeis). | Sob essa e sob a forma "futicar", "futricar", com significações semelhantes e mais amplas, corre o t. em outras regiões do Br. FULA, fulo, q. | Cp. fria por frio. FUNÇÃO, s. f. - dança, fandango. | É curioso que, no Norte, se conserve esta palavra com idêntica significação, e apenas alterada para "fonção", como se vê de numerosos passos de Cat.; ex.: Era um dia de fonção, um bautisado, na casa do Chico da Encarnação Em M. Grosso, Taun. colheu "fonçanata", com signif. parecida ("Inoc."). FUNDÃO, s. m. - lugar ermo e longínquo. Também se usa, com idêntica signif., no plural. | Existe em port., cora sentido semelhante. FURRUNDÚ, FURRUNDUM1, s. m. - doce de cidra com rapadura, ou açúcar mascavo, e gengibre. FURRUNDÚ, FURRUNDUM2, s. m. - barulho, confusão: "Não imagina o que foi aquilo. Hôve pancadaria, faniquito, corre-corre, um furundú dos seiscentos diabo!" | Cp. "forrobodó". FUSO, s. m. - baile de gente baixa e viciosa. GAIÊRO, galheiro, q. - que se Junta, como determinante, ao subst. viado, para designar uma espécie que se caracteriza pelas grandes armas era forma de galhos. GAMBÁ, s. m. - designa vários marsúpios. - Tem estes animais a fama de gostarem extraordinariamente de cachaça. É, porisso, freqüente aplicar-se este nome como sinon. de "bêbado", ou empregar-se em locuções como esta: "bêbado como um gambá". - Figura também numa "pega" infantil e popular: "Sabe de uma cousa?... Filho de gambá é raposa". ("Péga" é o nome que dão os folcloristas espanhóis a esta espécie de brinquedos, e que o sr. João Rib. razoavelmente adotou). GAMELÊRA, s. f. - árvore do gênero "Ficus", cuja madeira é geralmente empregada no fabrico de gamelas, colheres de cozinha, etc. GANGA, s. f. - série de partidas em diversos jogos. GANGORRA, s. f. - aparelho conhecido, de que usam meninos para se divertir. Consiste num pau colocado transversalmente no topo de um outro e girando sobre este, preso por um espigão ou por um prego servindo de eixo. | É t. espalhado pelo sul do Br. No Piauí, seg. B. - R., designa uma armadilha de caça. GANJA, s. f. - usado na frase "dar ganja", isto é, dar motivo para que alguém se julgue necessário, protegido, etc.: "Cuidado cura esse minino, não le dê munta ganja, que êle fica perdido". | Parece indubitável que é alter. de "cancha", picadeiro, arena, terreiro, etc. "Diz-se que um parelheiro está na sua cancha (escreve Romag., no R. G. do S.) quando ele se acha no lugar onde está acostumado a correr, e, por conseguinte, com mais vantagem que o outro". "Abrir ou dar cancha (escreve o mesmo Romag.) é dar passagem ou caminho: Abra cancha que quero passar". - Seg. Zorob,, é voc. quechúa. GANJENTO, q. - o que tomou ganja, está satisfeito por se sentir garantido, necessário, protegido, etc.: "Ói o diabo cumo ficô gangento despois que o majó tirô êle da cadeia!" | V. GANJA. GARAPA, GUARAPA, s. f. - caldo de cana de açúcar. | É t. também corrente no Norte do Br., com ligeiras variantes. Parece que a idéia central é a de bebida melosa. Em Angola, seg. Capelo e Ivens, citados por B. - R., designa uma espécie de cerveja de milho e outras gramíneas. O fato de ser o t. conhecido há séculos no Br., e também na África, parece indicar que é de importação lusitana. Talvez originado do fr. grappe, ou do it. grappa. Garcia, seguindo a B. Caetano, dá-lhe étimo tupi-guarani. GARRÁ(R), agarrar, v. t. - principiar;- tomar (uma direção, um caminho); entrar, enveredar: "... garrei o mato porque num gosto munto de guerreá..." (C. P.) - "I nóis ia rezano, e Sinhá, no meio da reza, garrava chingá nóis..." (C. P.) "I tudo in roda daquêle garrava gritá..." (C. P.) - "Garrei magrecê de fome, mais a minha pió agonia era a sodade". (C. P.) - "Se o negro garrá cum choradêra, botem pauzinho no uvido pra não uvi, u tampem a boca dêle..." (C. P.) - "Num garre cum molação cumigo!" (C. P.). GARRÃO, s. m. - jarrete de animal, especialmente do equino. | É usado, com a mesma acepção, no R. G. do S. MOLEÁ(R) o -, afrouxar, desanimar, perder a energia. Usa-se no R. G. do S. expressão semelhante na forma e com o mesmo sentido: "afrouxar o garrão" GARROTE, s. m. - bezerro novo. GARRUCHA, s. f. espécie de pistola de cano longo: "Cheguei lá, inzaminei a casa, botei a garrucha in baxo do travessero... (C. P.). | É t. usual em todo o Br. Existem na língua garrucha e garruncha, com outras e várias significações. GATEADO, q. - diz-se do equídeo de certa cor amarelada. GAÚCHISMO, s. m. - qualidade ou ato de quem é gaúcho, isto é, filante, parasito. GAÚCHO, q. - filante, parasito: "...tinha uma secção de botica às escondidas do fiscal da Camara, um grande filante de leitoas e frangos, gaúcho como que..." (C. P.). GAUDÉRIO, s. m. - vivedor, parasito. | Garc. colheu em Pernamh. "godero", com a signif. acima, e "goderar". - "Gaudério" é também nome de um pássaro. - De gaudium? De gaudere? GAVIÃO, s. m. - a parte cortante da foice: "... foices afiadas e brilhantes, gavião gasto e "arvado" bem imbutido..." (C. P.). GENIPAPO, s. m. - árvore da fam. das Rubiáceas, que fornece boa madeira, dá bom fruto comestível e tem várias aplicações medicinais. GENTARADA, s. f. - grande quantidade de pessoas, reunião de gente. | Cp. os coletivos pe(i) zarada, bicharada, chuvarada, etc. GIQUI, s. m. - certo aparelho de apanhar peixe. | Tupi. GIQUITÁIA, s. f. - molho de pimentas. | Tupi. GIRA, q. - doido. GOIVÊRO, q. - vivedor, brincalhão. | Nunca ouvimos empregado este t., que nos foi comunicado, mas registamo-lo, sob reserva, por ser muito curioso, sugerindo proveniência antiga, talvez de gouvir, sinônimo arcaico de gozar. - Cf. gaudério. GOLOSO, guloso, q. - Forma arc. Acha-se em D. Nunes: "de cuja carne he mui goloso..." ("Orig.", VII). Em Gil V.: Era a mor mexeriqueira Golosa, que d'improviso, Se não andavão sobre aviso, Lá ia a cepa e a cepeira. ("Barca do Purg."). Nos versos de sóror Maria do Céu ("Escritoras doutros tempos" M. dos Rem.) aparece este qualificativo repetido muitas vezes. Golodice encontra-se em Vieira (F. J. Freire, Refl. 7.º) GRANÁ(R), v. t. - chegar a ter os grãos formados (o milho); acender (os olhos) : "Num sei porquê, aquela moça quano deu cumigo granô os óio ira riba di mim". GRANADO, q. - diz-se do milho cujas espigas estão desenvolvidas. GRANDÓTE, diminut. de "grande", muito usado, a par de grandinho: "Eu já era minino grandote quano mea mãe morreu". | Existe em cast. GROSSÊRO, s. m. - ligeira erupção cutânea. GRUMIXABA, GURUMIXAVA, s. f. - - árvore da fam. das Mirtáceas. | Tupi. GRUMIXAMA, s. f. - árvore da fam. das Mirtáceas. O mesmo que grumizaba? GRUVATA, gravata, s. f. - É interessante esta forma (a única usada pelo povo inculto do interior), porque abala a etimologia consagrada pelos dicionaristas, que fazem derivar gravata do francês cravate. Parece mais curial que se houvesse tomado do cast. corbata (mais próximo da origem comum, pois esse voc. não é mais que uma variante do gentílico croata). GUABIRÓBA, s. f. - fruto de uma Mirtácea muito comum; a arvoreta que o produz. | Tupi. GUAIÁCA, s. f. - cinto com bolsos que se usa em viagem: "Assim falando, o caipira abriu a guaiaca da cinta e puxou um massuruca, enleado numa pelega de cera, para pagar a despesa". (C. P.) | Também corre no R. G. do S.:... viajava de escoteiro, com a guaiaca empanzinada de onças de ouro..." (S. L.) - Do quech. "huayaca", seg. Zorob. Rodr. GUAIARÚVA, s. f. - árvore da fam. das Euforbiáceas. GUAIÁVA, goiaba, s. f. - fruto da goiabeira. | A 2.ª forma adotada na líng. culta é completamente desusada entre os caipiras. GUAIAVADA, goiabada, s. f. - doce de goiabas. GUAIAVERA, goiabeira, s. f. - nome de várias árvores e arbustos frutíferos, do gen. "Psidiura", fam. das Mirtáceas. GUÀINXÚMA, GUANXIMA, s. f. - arbusto da fam. das Malváceas, cuja fibra é muito resistente, e do qual usa o povo para fazer umas vassouras grosseiras. | Garc. regista, em Pernamb., guaxuma". - Tupi. GUAIUVIRA, s. f. - árvore alta, de madeira resistente e flexível, da fam. das Euforbiáceas. | Tupi. GUAJIÇÁRA, s. f. - árvore da fam. das Leguminosas, que se considera padrão de boa terra. | Tupi. GUAMIRIM, s. m. - certa árvore que se encontra no chamado "Norte" do Estado. | Do tupi "gua" = árvore, "mirim" = pequena. GUAMPA, s. f. - chifre de boi; o chifre em que os carreiros guardam a graxa, nos carros de bois; espécie de copo feito de chifre: Laço nos tentos, a chilena ao pé, o ponche na garupa pendurado, o pala ao ombro - indispensável é o facão, a garrucha e a guampa ao lado. (C. P.) - "João, mecê ponhô graxa na guampa?" (A. S.). | Usado no Sul do Br., até o R. G. do S., de onde provavelmente veio, pois é também das repúblicas espanholas da América do Sul. No Chile, "guámparo". GUAMPUDO, q. - insulto corriqueiro: "O barbantinho engrossa todo o dia... e acaba virando tronco de árvore e matando a mãe, como este guampudo..." (M. L.). GUANDÚ, s. m. - usado em aposição com o t. "feijão" (fejão-guandú) para designar um arbusto da fam. das Leguminosas, que produz uma ervilha apreciada. | Parece t. africano. No Rio, seg. B. - R., chama-se "guando" à vagem e "guandeiro" à planta. Em Pernamb., seg. Garc., ao nosso feijão-guandú corresponde "cuandú", também chamado "ervilha de Angola". GUÁPE, s. m. | V. AGUAPÉ. GUAPERUVÚ. BACURUBÚ, s. m. - grande árvore da fam. das Leguminosas. GUÀPÉVA1, s. f. - árvore da fam. das Sapotáceas. GUÀPÉVA2, JAGUAPEVA, q. - baixo, pequeno (cão). S. L. colheu "guaipéva" no R. G. do S.: "Eu também fiquei-me rindo, olhando para a guaiaca e para o 'guaipeva' arrodilhado aos meus pés..." É voc. tupi e já de si quer dizer "cão baixo, ou pequeno"; registamo-lo, contudo, como qualificativo, porque na realidade como tal é usado geralmente: "um cachorrinho jaguàpéva". - "Jaguá", cão; "peba", chato, baixo. GUAPÓ, vapor, s. m. - locomotiva de estrada de ferro. | Sobre a mudança de v em gh, v. "Fonética" e, aqui adiante, GUMITÁ(R). GUARÁ, s. m. - ave pernalta, "Ibis rubra". | Talvez alter. de goraz, nome port. de uma pernalta. Parece isto mais plausível, à falta de outros elementos de averiguação, do que o fazerem derivar, como já fizeram, do tupi "guyra-piranga". O desdobramento de o em ua tem um exemplo em cuará(r), coará(r); a queda do som s-z, em final de vocábulos, é uma das características salientes do dialeto. GUARÀIÚVA, s. m. - certa árvore. | Tupi. GUARAPUAVA, q. - cavalo fraco, de pouco valor. | Tupi. GUARATAN, s. m. - árvore da fam. das Rutáceas. Tupi. GUARECE(R), v. i. - sarar. | Nunca ouvimos empregado este termo, que nos foi comunicado. A ser na verdade usado, representa um dos mais curiosos arcaísmos do dial. Guarnecer, guarniçom, são vocs. há muito envelhecidos. Encontra-se o segundo na "Demanda do Santo Graal"; "...e aquella fonte será de tam gram virtude, que todo homem que fôr chagado e dela beber logo seerá são; e por aquela virtude averá nome fonte de guariçom". GUAREROVA, s. f. - palmeira do gen. "Cocos", cujo palmito, muito apreciado, tem um sabor amargo. | B. - R. regista "guariróba". Em S. P. poderá, alguma vez, pronunciar-se com b, pois quase todos os vocábulos indígenas que terminam em ava, iva, ova, etc., se pronunciam tanto com v como com b; mas com i é que não. - Tupi. GUARITÁ, s. m. - grande árvore de bela madeira. GUARÚ-GUARÚ, s. m. - certo bichinho fluvial pequeníssimo ("Lebites poeciloides"), que vive aos cardumes. | Dessa circunstância de aparecer em grandes cardumes se originou provavelmente a duplicação, processo corrente no tupi para denotar quantidade ou repetição. GUASCA, s. f. - tira de couro cru; a fita de couro do relho: "E o Jéca mediu tres passos para trás, pegou o cabo do relho com a mão direita, segurou a guasca pela ponta com a esquerda, e a açoiteira nova assobiou no ar..." (C. P.). É t. sul-americano; segundo Zorob. Rodr., alter. do quechúa "huasca". GUASCADA, s. f. - relhada; golpe com guasca, ou coisa parecida: "...era quem pagava quando o filho, na venda d'a estrada, levava umas guascadas dos campeiros do bairro". (C. P.). GUÀTAMBÚ, s. m. - árvore da fam. das Apocináceas, muito usada para porretes, cabos de enxada, etc.; fig., a enxada: "Eu quero é vê vacê no cabo do guatambu, seu prosa!" | Tupi. GUÀTAPARÁ, s. m. - certa espécie de veado. | Tupi. GUÀXATONGA, AÇATONGA, AÇATUNGA, etc., s. f. - árvore da fam. das Flacourtiáceas, cujas folhas e casca são consideradas como poderoso remédio, em infusão, para feridas e queimaduras. | Tupi. GUÁXE, s. m. - pássaro ("Cassicus haemorrhous"). | "Japira", "japi", "japu", "xexeu", etc., em outros Estados do Br. GUINI(LH)A, s. f. - andadura rasteira, que rende bastante; o mesmo que esquipado. GUMITÁ(R), vomitar, v. t. | É forma pop. também em Port. (J. J. Nunes, p. LXXX). Cp. "goraz",

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