Vocabulário - parte 3 O Dialeto Caipira · Capítulo 8 de 24
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Vocabulário - parte 3

AZULÊGO, q. - azulado (com referência a qualquer objeto, em especial ao cavalo escuro, pintalgado de preto e branco) : "É que uma língua de fogo azulêgo, mais comprida que grossa, de uns três palmos de extensão, erguera-se da várzea..." (V. S.). BABA DE MOÇA, s. f. - certo doce de ovos. Rub. mencionava, em 1853, com este nome, um doce feito de coco da Bahia". BABADO, s. f. - folho, tira de fazenda, pregueada, com que se enfeitam vestidos. "Se subesse vancê quanto lhe estimo. E a caipirinha lânguida e confusa. ouvindo, rubra, a confissão do primo, morde o babado da vermelha blusa. (C. P.) BABAU!, interj. - eqüivale a "acabou-se!" - "lá se foi!" -"agora é tarde!". Exemplo: "Porque não veiu mais cedo, pra comê os doce? Agora, meu amigo... babau!" | Cherm. colheu-a na Amazônia, significando "acabou-se, esgotou-se", e aponta-lhe o étimo tupi "mbau", acabar. BABO, s. m. - bava: "Fazendo uma careta de nojo, Bolieiro cuspiu para um lado, franzindo a testa, ficando-lhe na barba um fio meloso de babo. (C. P., "Ê a deferença que hai...") | Deduzido de babar. BACABA, s. f. - certa árvore. | Tupi. BACAIAU, bacalhau, s. m. - azorrague de couro trançado, antigamente usado para castigar escravos. BACUPARI, s. m. - arbusto que dá um fruto muito ácido. | Em outras regiões do Brasil designa diferentes espécies de árvores frutíferas. - Tupi. BACURAU, s. m. - pássaro também chamado curiango e, algures, méde-léguas: "Nyctidromus albicollis". BADANA, s. f. - couro macio que se põe sobre os arreios da cavalgadura. | É t. port., com várias significações, na Europa e no Brasil. - Diz M. dos Rem. (Obras de Gil V., Gloss.), explicando certo passo, que badana significa "propriamente a ovelha velha" e "carne magra, cheia de peles". - Dão-no como derivado do ar. bitana. BAGARÓTE, s. m. - mil réis, em linguagem jocosa. Comumente se usa no plural. BAGRE, s. m. - nome de várias espécies de peixe de couro, da fam. "Siluridae". BAGUAÇÚ, s. m. - arvore de madeira branca, também chamada caguaçu. BAIACÚ, s. m. - nome de vários peixes de água doce e salgada. BAIO, q. - diz-se do animal eqüino de cor amarelada. | T. port. - AMARI(LH)O, o anim. de cor brilhante e clara, geralmente com cauda e crina brancas. | Do cast. - CAFÉ-CUM-LEITE. - CAMURÇA. - INCERADO, o de tom escuro e brilho apagado. - GATEADO, o amarelo vivo, de um tom avermelhado. BAITACA, MAITACA, 5. f. - ave aparentada com o papagaio: "Baita'cas em bando, bulhentas, a sumiremse num capão d'angico". (M. L.) -Tupi. BALA, s. f. - rebuçado; queimado; pequena porção de açúcar resfriado em ponto de espelho e envolvida num quadrado de papel. | Em Pernamb. e Estados vizinhos dizem "bola". O t. é velho, já registado no vocabulário de Rub. (1853). - DE OVOS, a mesma "bala", com recheio de ovo batido com açúcar. - DE LIMÃO, DE LARANJA, etc., conforme a essência adicionada. PONTO DE -, o estado em que se deixa esfriar a calda de açúcar para fazer balas; ponto de espelho. BALAIO1, s. m. - espécie de cesto de taquara, sem tampo, destinado a depósito ou condução de variadíssimos objetos, mas principalmente usado pelas mulheres para guardar apetrechos da costura. BALAIO2, s. m. - certa dança popular, que parece extinta. Dela se conservam reminiscências em algumas trovas: Balaio, meu bem balaio, balaio do coração - | O t. e a usança também são do R. G. do S., como se pode ver em Romag. BALÊ(I)RO, s. m. - vendedor de balas (rebuçados). IBANANINHA, s. f. - pequenos bolos de farinha de trigo, com uma forma semelhante à das bananas: "Chegara a hora da ceia. Caldo de cambuquira, um feijão virado alumiando de gordura e, para fechar, um café com bananinhas de farinha de trigo; tudo indigesto, escorrendo gordura". (C. P.). BANDÊ(I)RA, s. f. - monte de espigas de milho, na roça. BANGUR, BANGÚê, s. m. - liteira com teto e cortinados, levada por muares, que antigamente se usava. Este t. tem muitas significações pelo resto do Brasil, como se pode ver em Macedo Soares e outros vocabularistas. Origem controvertida. BANGUÉLA, q. - que tem falta dos dentes da frente. BANHADO, s. m. - campo encharcado. BANZÀ(R), v. intr. - pensar aparvalhadamente em qualquer caso impressionante. Pouco usado. | É port. - Paiva incluiu-o nas "Infermid.", sem explicar o sentido. Dir-se-ia simples corrupção africana (ou feita ao jeito do linguajar dos pretos) do verbo pensar. Mas, querem doutos que seja voz proveniente do quimbundo "cubanza". - Aqui, não ocorre jamais ouvir-se o subst. "banzo". BANZÊ(I)RO, q. - o que está a banzar. Pouco usado. BARBA DE BÓDE, s. m. - espécie de capim de touceiras abundante em campos de má terra, e cujo aspecto, quando maduro, é o de fios longos, flexíveis e esbranquiçados. Em Pernamb., dáse este nome a uma gramínea ("Sporabulus argutus", Nees Kunth), de colmo longo e resistente (Garcia). - O "Novo Dic." regista sob este nome ainda outra planta, esta de jardim. BARBA DE PAU, s. f. - filamentos parasitários que dão na casca das árvores do mato: "...grandes árvores velhas por cujo tronco e galhaça trepam cipós, escorre barba de pau e aderem musgos". (M. L.). BARBATIMÃO, s. m. - árvore da fam. das Legumin., de casca adstringente, muito usada em curtumes. BARBÉLA, s. f. - cordão com que piões e viajantes a cavalo prendem o chapéu sob o queixo: carnosidade ou pele pendente sob a queixada de um animal. BARBICACHO, s. m. - laçada com que se prende o queixo da cavalgadura rebelde; barbela. BARBULÊTA, borboleta, s. f.: Vai no domingo e vai de calça preta, paletó de algodão de grande gola. visitar o seu bem sua barrbuleta, que já esteve na vila e até na escola. (C. P.) BARRÊRO, s. m. - lugar onde há barro salgado, muito procurado pelos veados e outros animais do mato. BARRIÁ(R), barrear, v. i. - barrar, revestir de barra (muro ou parede): cobrir, revestir, besuntar (qualquer coisa, com alguma substância meio líquida) ; salpicar (de bagos de chumbo): O catinguêro num me feis carêta; cheguei pórva no uvido da trovão, barriei de chumbo o bicho na palêta. (C. P.) BARRIADO. partic. de BARRIÁ, barrear - revestido de barro (muro ou parede) Eis a casa de um homem das florestas: as paredes apenas barriadas, solo cheio de covas - (C. P.) Por analogia, coberto, revestido, besuntado, sujo, salpicado (de coisa meio líquida) : "Fiquei barriado de lama". "O chapêu do minino caiu no tacho e saiu barriado de carda".- Aplica-se mesmo falando de coisas sólidas, como chumbo de caça: "barriado de chumbo". Em port. genuíno, barrado, com as mesmas acepções principais. BARRIGA, s. f. - gravidez: "Fulana tá cum barriga". | Com o mesmo sentido, em Gil V., "Com. de Rubena", quando a Feiticeira interroga a ama a quem vai confiar a criança: Primeiro eu saberei Que leite he o vosso, amiga; E se tendes já barriga; Que dias há que me eu sei. E, se sois agastadiça. Se comeis toda a vida - "E se tendes já barriga", isto é, se estais de novo grávida, o que importava saber para avaliar a qualidade do leite. BARRIGADA1, s. f. - o produto do parto de uma cadela, ou qualquer animal multíparo. BARRIGADA2, s. f. - fartadela (de riso) : "Tomei u"a barrigada de riso no circo". BARRIGUÊRA, s. f. - tira de couro ou de tecido grosso que passa por baixo da barriga da cavalgadura, firmando a sela. | Cast. barriguera. BARRO, s. m. - "Botá(r), pregá(r) o barro na parede", ou, simplesmente, "pregá o barro", eqüivale a fazer pedido de casamento e, às vezes, qualquer outro gênero de pedido ou proposta arriscada. | A frase "botar o barro à parede" está registada nas "Infermid." e também se vê na "Eufros." BARRÔSO, q. - diz-se do boi acinzentado ou branco, amarelo pálido. | Cast. BARRUMA, verruma, s. f. | Parece geral na ling. pop. do Br. e Port. Garcia, que a regista como pernambucanismo, nota que é corrente em Baião, Port., como se vê da "Rev. Lus.", vol. IX. BASTO, s. m. - serigote ou lombilho de cabeça de pau. BATÁIA1, batalha, s. f. - certa árvore. BATÁIA2, batalha, s. f. - certo jogo de cartas. BATAIÁ(R), batalhar, v. i. - lidar, trabalhar, lutar (por conseguir alguma coisa) : "O próve de nhê Chico! bataiô tuda a vida pra desimpenhá aquela fazenda, e no finar das conta..." BATARIA, s. f. - rosário de bombas que se queima nas festas de igreja. | Quanto à forma: "Quem defender vossa casa de hum saco, ou bataria?" ("Eufros.", ato I, sc. III). "Quando cessam as batarias, então se fabricam as máquinas". (Vieira, Serm. do Sábado quarto). BATE-BÔCA, s. ni. - discussão violenta. BATUIRA, s. f. - certo pássaro. BATUQUE, s. m. - dança de pretos; pândega, folia (em sentido depreciativo) : "Na sala grande, o cururu; na salinha de fóra, os "modistas" contadores de façanha; e, no terreiro, o batuque da negrada e o samba dos caboclos". (C. P.) "Dança de pretos. Formam roda de sessenta e mais pessoas, que cantam em coro os últimos versos do "cantador", e ao som dos "tambus" requebram e saltam homens e mulheres, dando violentas umbigadas uns contra os outros" (C.P. "Musa Caip.",) | Segundo Mons. Dalg., o t. nada tem com bater, mas é africano, provavelmente do ladim "batchuque", tambor, baile. Na Índia, para onde o vocáb. passou, diz o mesmo Mons. DaIg., ele é sinon. de "gumate", instrumento de música. BAUTIZÁ(R) batizar, v. t. | "Minha amiga entendamos como há ser isto? avemos hoje bautizar este filho se o he? ("Eufros." ato 1, sc. III). BA(I)XÊ(I)RO, s. m. - manta que se põe por baixo da sela. BÊBUDO, bêbado, q. - "Quando oiei no chão tava um bêbudo caído!" (C. P.) | Cp sábudo, cágudo dissimilações semelhantes e na língua d'alem-mar, o antigo bárboro de onde "brabo". V. esta palavra. BENÇA, benção, s. f. | Desnasalizou-se a sílaba final como em Istêvo, de Estevão, órfo de órfão. - Ê forma pop. em Port. (J. Mor., "Estudos", 2.º v., p. 178). BENÇÃO, s. f. | Esta forma oxítona se ouve às vezes (segundo cremos, só .em versos). Encontra-se em Gil V., que rima "benção" com coração", "concrusão", etc. BENTEVI, s. m. - pássaro muito conhecido. | Nome onomatopaico. Embora se costume grafar "bem-te-vi", como pronunciam os que se prezam de bem-falantes, a verdade é que o povo roceiro fez, há muito, a aglutinação dos elementos do voc., reduzindo, o ditongo nasal (ein, de "bem"). Cf. bendito por "bem-dito". BENTINHO, s. m. - papel contendo uma oração escrita, e que se dobra muitas vezes, encapando-o em pano, e assim se traz pendurado ao pescoço por um fio, depois de o fazer benzer por um padre "Um dia... nu"a noite de luá... aiai! o meu fio sumiu... Coitadinho! Achei no barranco só um bentinho que dei pr'êle quano era criança..." (C. P.). BERÉVA, s. f. - erupção de pele. Usa-se mais no plural: "Urtimamente me aparecero u"as beréba pro corpo". | Em outras partes se diz "peréba". - Segundo B. Rodr., "pereua" significa úlcera, em nhengatú e língua geral. BÉRNE, s. m. - larva de mosca "Dermatobia cyanciventris", fam. "Oestridae", que se desenvolve na pele dos animais e às vezes mesmo na do homem, principalmente na cabeça. BERNENTO, q. - cheio de bernes. BERTOLAMEU, Bartolomeu, n. p. | C. P. dá esta forma, no livro "Quem conta", p. 171 e 206. BÉSPA, vespa, s. f. "À excepção da Prov,; de S. Paulo, o termo port. 'Vespa' é geralmente desconhecido da gente rústica", diz B. - R. Segundo o mesmo autor, no Mar. e no Vale do Amaz. se diz "caba"; | nas outras terras: "maribondo", t. bundo. - Em S. P. é corrente o ditado "Laranja na bêra da estrada, ou é azêda ou tem bêspa". Em outros Estados existem variantes, n'as quais se substitui "vespa" por "maribondo". D. Alex. colheu, em Minas: "Laranjeira carregada, à beira das estradas, ou tem maribondo ou frutas azedas". Afr. Peixoto, em "Fruta do Mato", consigna uma variante parecida com essa, colhida na Bahia. BESPÊ(I)RA, VESPÊ(I)RA, s. f. - casa de vespas; o mesmo que veiêra, "abelheira". BESTÁ(R), v. i. - dizer asneiras. BESTÊRA, s. f. - asneira. BIBÓCA, s. f. - quebrada, grota, lugar apartado e invio; casinhola: "Tudo isto afim de que não falte aos soletradores de tais e tais bibocas desservidas de trem de ferro o pábulo diário da graxa preta em fundo branco..." (M. L.). "A meio caminho, porém, tomou certa errada, foi ter à biboca de um negro velho, em plena mata..." (M. L.) | Mac. Soares dá, entre outras acepções, a de casinhola de palha, que diz peculiar a S. P. - Registam-se outras formas pelo Br., "babóca", "boboca".- Dão-lhe orig. tupi em "ybybóca", fenda, buraco do chão, da terra. BICHÁ(R), v. i. - criar bichos (o queijo, a fruta, etc.) | Em M. Grosso ("Inoc.") significa também ganhar dinheiro, fazer fortuna. BICHADO, q. - que tem bichos (feijão, frutas, etc.). BICHÃO, s. m. - aumentativo de BICHO: animal grande, homem alto e gordo. BICHARADA, s. f. - quantidade de bichos. BICHARIA, s. f. - o mesmo que bicharada. BICHÊRA, s. f. - pústula, cheia de larvas de mosca, que ataca os animais de criação (especialmente bois). BICHO, s. m. - qualquer animal, com especialidade os não domésticos; verme, larva, inseto. Em frases interjectivas, implica a idéia de corpulência, força, destreza, ferocidade: "Isto é que é cavalo bão! Êta bicho!" - "Ih! minha Nossa Sinhora, aquêle hóme é um bicho, de brabo!" - DE CONCHA, indivíduo metido consigo. - DO MATO, animal selvagem; roceiro abrutalhado. - DE PÊLO. - DE PENA. - DE PÉ, "Pulex penetrans". VIRÁ(R) -, ficar zangado, tornar-se repentinamente violento. BICO1, s.m. - carta de somenos valor no jogo do truque (os "dois" e os "três): - Tire a sorte. Dê vance. - Serre o baraio, Tonico. - Dêxe pro pé. - Bamo vê? - Truco in riba dêsse bico! (C. P.) BICO2, s. m. - cada um dos ângulos salientes de uma renda ou bordado; no plur., o conjunto dos recortes angulares com que se enfeitam toalhas, lençóis, papéis para guarnecer bandejas e prateleiras, etc. BICO DE PATO, s. m. - árvore espinhosa, que dá um fruto semelhante ao bico do pato. BICUDO, s. m. - nome de várias espécies de passarinhos da fam. "Fringilidae", e também do "Pitylus fulginosus". BICUIBA, s. f. - certa árvore silvestre, que produz uma noz oleosa. BIGUÁ, s. m. - ave da fam. "Carbonidae". BIJU, s. m. - placa de farinha de milho, ou mandioca, que se despega do fundo do "forno", ao fazer-se a farinha, sem se esfarelar com o resto desta. | Existe em todo o Br., sob essa forma e sob a forma beju, com significados vários. Escreve-se geralmente "beijú", ou por ligá-lo a "beijo", ou porque realmente se guarda a tradição d'a sua origem indígena, que dizem ser a verdadeira. B. Rodr. regista "beyu", nhengatú, e "meyu", língua geral. B.-R. e outros apontam vocábs. semelhantes, tupinambás, etc. Entretanto, há em port. "beijinho", que não se distancia muito do nosso biju, nem pela forma, nem pelo sentido. BINGA, s. f. - isqueiro de chifre: "Enrola o cigarro, amarra-lhe uma palhinha para que não desaperte, bate a binga, e acende-o vagarosamente". (A. S.). | Na Bahia significa simplesmente chifre, seg. B.-R. Atribui-se-lhe o étimo "mbinga", chifre, do bundo. BIRI1, s. m. - V. PIRI. BIRI2, s. m. - árvore de pequeno porte, boa para lenha. BIRIBÁ, s. f. - árvore de grande porte. BIRIBA, BIRIVA, s. m. ,- o mesmo que guariba. BIRRO, bilro, s. m. - certo pássaro: "O engenho desmanchava-se aos poucos e a casa ia-se tornando um taperão, sobre o qual os bilros implicantes. piavam, partindo e voltando..." (C. P.). BISÔRRO, besouro, s. m. BIZARRIA, s. f. - generosidade, liberalidade. Pouco usado. Só conhecemos uma quadra popular, em que há estes dois versos: E viva o noivo ca noiva, cum tuda sua bizarria. Em Port., diz G. Viana, "Palestras , p. 31, "o povo usa bizarro com a significação principal de 'generoso' e bizarria com a de 'generosidade'. Vê-se, pois, que o sentido de bizarria no nosso dial. é puro vernáculo, divergindo da significação afrancesada, que se introduziu por via literária. BOBIÁ(R), v. t. - enganar, empulhar: "O Fermino cunsiguiu levá os inleitô do ôtro lado, porque bobiô êles". | Em Port., bobear é fazer, ou dizer bobices. BOBÍCIA, bobice, s. f. BOBICÍADA, s. f. - quantidade de bobices: "Quá o quê!... Ocêis são bobo... Aquerditá nessa bobiciada! (C. P.).

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