Amphitrite Esphinges · Capítulo 2 de 52
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Amphitrite

Louco, ás doudas, roncando, em látegos, ufano,

O vento o seu furor colérico passeia...

Enruga e toroe o manto á prateada areia

Da praia, zune no ar, encarapela o oceano.

A seus uivos, o mar chora o seu pranto insano,

Grita, ulula, revolto, e o largo dorso arquèía;

Perdida ao longe, como um pássaro que anceia,

Alva e esguia, uma náo avança a todo o panno.

Socega o vento ; cala o oceano a sua magua ;

Surge, esplendida e vem, envolta em áurea bruma,

Amphitrite; e, a sorrir, nadando A tona d' água,

Lá vae... mostrando á luz suas. fôrmas redondas,

Sua clara nudez salpicada de espuma,

Deslizando no glauco amiculo das ondas.

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