A Florista
Suspensa ao braço a grávida çorbelha,
Segue a passo, tranquilla... O sol faisca...
Os seus carmiheos lábios de mourisca
Se abrem, sorrindo, numa flor vermelha.
Deita á sombra de uma arvore.
Uma abelha
Zumbe em torno ao cabaz... Uma ave, arisca,
Bem perto" delia pelo chão lambisca,
Olhando-a, ás vezes, tremula, de esguelha...
Aos ouvidos lhe sôa um rumor brando
De folhas . ..
Pouco a pouco, um leve somho
Lhe vae as grandes palpebras cerrando ; . .
Cae-lhe de um pé o rústico tamanco...
E assim descalça, mostra, em abandono,
' 0 vultinho de um pé macio e branco.