Em Sonda
Quieta, enrolada a um tronco, ameaçadora e hedionda,
A òoa espia.. . Em cima estende-se a folhagem
Que um vento manso faz oscillar, de onda em onda,
Com a sua nocturna e amorosa bafagem.
Um luar mortiço banha a floresta' de Sonda.
Desde a copa da faia á esplendida pastagem;
O ophidiano escondido, olhos abertos, sonda..
Vae passando, tranquíllo, um bufalo selvagem.
Segue o bufalo, só... mas suspende-lhe o passo
O ophidiano cruel que. o ataca de repente,
E que o prende, a silvar, com suas roscas de aço.
Tenta o pobre luctar; os chavelhos enresta;
Mas tomba de cansaço e morre...
Tristemente
No alto se esconde a lua, e cala-se a floresta...