Egypto Esphinges · Capítulo 6 de 52
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Egypto

No ar pesado, nenhum rumor, o menor giito ;

Nem no chão calvo e ecco o mais pequeno adorno ;

Um velho ibe somente arranca um raro piorno

Que cresce pelos vãos das lageas de granito.

A aura branda, que vem do deserto infinito,

Arripia, ao de leve, a água do Nilo, em torno.

Corre ó Nilo, a gemer, sob um calor de forno

Que, em ondas, desce do alto, e invade todo o Egypto.

Destacando na luz, agora, o vulto absorto

De um adelo que passa, em caminho da feira,

Dá mais um tom de magua ao vasto quadro morfco.

Bate na areia o sol.

E, num sonho tranquillo,

Pompeia, ao largo, a alvura uma barca veleira,

A tremer, a tremer, sobre as águas do Nilo.

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